Filadélfia fecha acessos em protesto por condições da TO-222 e cobra DNIT, Governo Federal e Estado

Filadélfia fecha acessos em protesto por condições da TO-222 e cobra DNIT, Governo Federal e Estado
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 20 de novembro de 2025 49

Moradores de Filadélfia, no norte do Tocantins, fecharam os acessos da cidade nesta quarta-feira em protesto contra as condições da TO-222, trecho que liga o município à região de Araguaína e serve de rota para escoamento de produção, transporte escolar, ambulâncias e deslocamento diário da população. O movimento contou com a presença da prefeita, de autoridades municipais e de toda a comunidade, que decidiu paralisar o tráfego para pressionar o DNIT, o Governo Federal e o Governo do Tocantins por melhorias urgentes.

O problema é antigo. A rodovia acumula buracos, falta de manutenção, risco de acidentes e prejuízos ao transporte local. Em protestos anteriores, o prefeito — ainda na gestão passada — já havia afirmado que a situação era “insustentável” e que a população estava sendo colocada em risco diariamente. Na ocasião, ele reforçou que Filadélfia não poderia continuar “isolada” por falta de ação do poder público.

A fala do gestor, lembrada pela comunidade durante o protesto desta semana, destacou que “a estrada se tornou um perigo real, e quem precisa trabalhar, estudar, transportar doentes ou entregar mercadorias sofre todos os dias”. A manifestação ganhou força justamente porque, segundo moradores, nenhuma das esferas responsáveis apresentou solução concreta.

A prefeita atual reforçou que a cidade está unida pela causa e que o movimento não é político, mas de sobrevivência e dignidade. Moradores relataram prejuízos a veículos, atrasos constantes em deslocamentos e riscos durante períodos de chuva, quando a estrada se torna praticamente intransitável.

O Diário Tocantinense solicitou nota oficial ao DNIT sobre as responsabilidades e prazos para intervenção na TO-222 e também pediu posicionamento ao Governo do Tocantins sobre possíveis ações emergenciais ou obras programadas para o trecho. Até o fechamento desta matéria, não houve resposta de nenhum dos dois órgãos. O espaço permanece aberto para manifestação.

A comunidade afirma que novos protestos poderão ocorrer caso nenhuma medida seja anunciada nos próximos dias.

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