Companhias brasileiras caem no ranking AirHelp 2025
O ranking AirHelp 2025 provoca impacto imediato no setor aéreo brasileiro. O levantamento internacional evidencia uma queda significativa de Latam, Gol e Azul no cenário global, reacendendo o debate sobre qualidade do serviço, pontualidade, atendimento ao consumidor e eficácia no processamento de reclamações. A avaliação reúne opiniões de 11,5 mil passageiros de 60 países, com metodologia baseada em desempenho operacional e percepção direta do usuário. A queda das três companhias nacionais aponta desafios estruturais e operacionais que afetam tanto a experiência dos viajantes quanto a competitividade do setor no mercado interno.
A Latam registra a queda mais expressiva entre as brasileiras. O ranking AirHelp 2025 mostra que a empresa passa da 23ª posição em 2024 para a 68ª colocação, um recuo de 45 posições. Essa mudança brusca acende alertas sobre a capacidade de resposta da companhia em áreas como reclamações, atendimento e consistência operacional. O desempenho da Latam evidencia um contraste entre boa pontualidade e baixa eficiência no tratamento das demandas dos consumidores. Na pontuação geral, a companhia alcança nota 6,16, com 8 em pontualidade, 8,1 na opinião do passageiro e 2,4 no processamento de reclamações.
A Azul também apresenta deterioração considerável no ranking AirHelp 2025. A empresa ocupa agora a 98ª posição, após cair 15 colocações. Embora mantenha números razoáveis em pontualidade (7,7) e opinião do cliente (7,8), registra nota zero no processamento de reclamações, fator que compromete fortemente seu desempenho global. O índice reforça a dificuldade da companhia em manter agilidade, transparência e qualidade nos procedimentos de atendimento pós-venda, sobretudo em situações de interrupções, atrasos e cancelamentos. A nota geral da Azul é de 5,16.
A Gol, terceira brasileira avaliada, aparece na 104ª posição no ranking AirHelp 2025, após despencar 26 colocações em relação ao ano anterior. Com nota geral de 5,03, a empresa registra desempenho sólido em pontualidade (8) e resultado médio em opinião do passageiro (7,1), mas também apresenta nota zero no processamento de reclamações. Essa soma de resultados indica que o atendimento ao consumidor permanece como ponto crítico nas operações nacionais, mesmo quando indicadores de pontualidade demonstram melhora ou estabilidade.
O ranking AirHelp 2025 inclui 117 companhias aéreas, oito a mais que no ano anterior. A metodologia considera três elementos principais: pontualidade, opinião do cliente e eficiência no tratamento de reclamações. Esses dados são coletados entre 1º de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025 e se baseiam tanto em análises operacionais quanto em relatos de passageiros que utilizaram as empresas recentemente. A combinação desses fatores permite medir a percepção do consumidor com dados objetivos de desempenho.
No topo do ranking AirHelp 2025, a Qatar Airways retoma a liderança global, com nota final de 8,16. A companhia se destaca em pontualidade (8,3), avaliação dos passageiros (9,1) e processamento de reclamações (7,1). A empresa é seguida pela Etihad Airways, dos Emirados Árabes, que permanece como uma das mais bem avaliadas do mundo, e pela Virgin Atlantic, do Reino Unido, que mantém alta aprovação em todos os critérios. A presença recorrente de empresas do Oriente Médio e da Europa Ocidental no topo do ranking reforça a distância entre o padrão internacional e o desempenho apresentado pelas companhias brasileiras.
Especialistas em aviação observam que o desempenho das empresas nacionais no ranking AirHelp 2025 está ligado a fatores como alta demanda, sobrecarga operacional em grandes aeroportos, equipes reduzidas e dificuldade em modernizar processos de atendimento e análise de reclamações. A nota zero em tratamento de queixas para Azul e Gol revela um gargalo que compromete a percepção geral do passageiro, mesmo quando a pontualidade apresenta melhora relativa. Essas avaliações também influenciam a imagem global dessas empresas, o que pode afetar negociações comerciais, financiamentos e acordos de codeshare.
A queda das brasileiras no ranking AirHelp 2025 também impacta a competitividade interna, especialmente em um cenário em que os preços das passagens seguem elevados e o consumidor brasileiro enfrenta dificuldade crescente para acessar serviços de qualidade. A percepção negativa pode influenciar decisões de compra, sobretudo em rotas disputadas ou em viagens com maior sensibilidade ao preço e ao conforto. O desempenho das empresas no ranking pode favorecer concorrentes internacionais em rotas longas e gerar pressão adicional sobre a gestão das companhias nacionais.
Passageiros do Tocantins relatam problemas semelhantes aos observados no restante do país, especialmente no que envolve cancelamentos, dificuldades de remarcação e falhas na comunicação sobre atrasos. A avaliação toca diretamente a realidade de aeroportos regionais, onde a dependência das principais companhias brasileiras é maior e alternativas são mais limitadas. A repercussão do ranking AirHelp 2025 no estado amplia a discussão sobre a necessidade de soluções estruturais no atendimento ao cliente e no processo de compensação por voos interrompidos.
Segundo a AirHelp, o objetivo do levantamento é oferecer informação precisa para que passageiros planejem melhor suas viagens e conheçam seus direitos. A empresa afirma que o setor brasileiro precisa aperfeiçoar rapidamente seus sistemas de atendimento e reclamação, que se tornaram fatores decisivos para a baixa pontuação das companhias no ranking AirHelp 2025.
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