Lula liga para Donald Trump e cobra retirada de tarifas e ação conjunta contra o crime organizado em conversa de 40 minutos

Lula liga para Donald Trump e cobra retirada de tarifas e ação conjunta contra o crime organizado em conversa de 40 minutos
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 2 de dezembro de 2025 5

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) telefonou nesta terça-feira (2), às 12h de Brasília, para o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em uma conversa de 40 minutos que marcou um dos contatos bilaterais mais tensos e politicamente sensíveis dos últimos meses. O diálogo tratou diretamente de tarifas, comércio exterior e cooperação no combate ao crime organizado internacional — temas que podem alterar a relação entre os dois países nas próximas semanas.

Lula considerou “muito positiva” a decisão dos Estados Unidos de retirar a tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros como carne, café e frutas, mas foi enfático ao afirmar que “ainda há produtos tarifados que precisam ser revistos com urgência”, pressionando a Casa Branca a acelerar as negociações. O presidente brasileiro reforçou que o país não aceitará manter setores estratégicos sob barreiras que afetam produtores nacionais.

O tema mais sensível da conversa ocorreu quando Lula abordou a cooperação no combate ao crime organizado internacional. Ele destacou que operações recentes do governo federal identificaram ramificações do crime operando a partir do exterior, o que exige ação imediata e compartilhada. Lula classificou a cooperação com os EUA como “urgente” e afirmou que a atuação conjunta é essencial para sufocar financeiramente organizações criminosas.

Trump respondeu garantindo “total disposição” em atuar ao lado do Brasil e afirmou que dará apoio direto a iniciativas de inteligência, rastreamento financeiro e ações coordenadas entre os dois países. O presidente norte-americano sinalizou que pretende estreitar o fluxo de informações e acelerar medidas de segurança conjunta.

A conversa, descrita por ambos como “produtiva”, deixou claro que a relação bilateral entra agora numa fase decisiva: de um lado, o Brasil cobra avanço comercial; do outro, os EUA exigem alinhamento firme no combate às redes criminosas internacionais. Lula e Trump concordaram em voltar a conversar em breve para avaliar o andamento das medidas discutidas.

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