MUDANÇA NO COMANDO: após decisão do STF, Wanderlei reassume e gestão de 90 dias de Laurez deixa saldo de obras retomadas e reestruturações

MUDANÇA NO COMANDO: após decisão do STF, Wanderlei reassume e gestão de 90 dias de Laurez deixa saldo de obras retomadas e reestruturações
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 6 de dezembro de 2025 13

Período interino registrou entregas estruturais; retorno do titular reorganiza cenário político e administrativo do Estado

O Tocantins passou ontem por uma nova inflexão política. O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o retorno imediato de Wanderlei Barbosa ao cargo de governador, encerrando o período de 90 dias em que o vice, Laurez Moreira, conduziu o Executivo estadual.
Com a mudança, projetos iniciados no período interino serão incorporados à nova fase da administração, que passa a operar sob outra liderança e outra estratégia de articulação política.

A gestão de Laurez foi marcada por ações de reestruturação administrativa, retomada de obras e reorganização de serviços públicos. O balanço divulgado pelo governo aponta avanços em áreas como saúde, infraestrutura, educação e transparência.
Agora, o desafio é avaliar a continuidade dessas iniciativas diante da recomposição da equipe sob o comando de Wanderlei.

Infraestrutura e obras: avanços em etapas licitatórias e retomadas regionais

Durante o período interino, a administração priorizou projetos considerados estratégicos.
Entre eles:

  • avanço da licitação do Hospital da Mulher e Maternidade de Araguatins,

  • anúncio da duplicação da TO-222, entre Araguaína e Babaçulândia,

  • continuidade das obras no aeródromo de São Félix,

  • entrega da ponte sobre o Rio Vermelho, em Lagoa do Tocantins,

  • pavimentação de trechos na TO-030 e TO-110,

  • acompanhamento da ponte de Aguiarnópolis,

  • participação na entrega da ponte de Xambioá, ao lado do governo federal.

Essas obras agora entram na fase de transição administrativa, que definirá cronogramas e prioridades sob a gestão reassumida.

Saúde: reestruturação interna e prioridades retomadas

A saúde foi uma das áreas mais destacadas no balanço interino.
Entre as ações:

  • ordem de serviço do Hospital Geral de Gurupi (HGG),

  • destinação de R$ 10 milhões para fortalecimento de UPAs, SAMU, CAPS e cirurgias eletivas,

  • reorganização interna da Secretaria da Saúde,

  • apresentação, em Brasília, de projetos para ampliação da rede hospitalar e articulação de um Hospital Universitário em Palmas.

A mudança de comando exigirá revisão de contratos, repactuação de metas e continuidade dos projetos já iniciados.

Educação: PCCR atualizado após 10 anos

A atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) da educação foi um dos pontos centrais da gestão interina.
A medida reorganiza carreiras e corrige distorções salariais acumuladas por quase uma década.

Também foram prorrogados concursos da Educação e do Corpo de Bombeiros.

Políticas sociais e juventude

O governo interino enviou à Assembleia projeto de regulamentação do SUAS e lançou o programa Jovem Qualificado, com 3,5 mil vagas de estágio remunerado para jovens de baixa renda.
Essas ações agora passam por avaliação e continuidade sob nova liderança.

Economia e ambiente: programas federais e medidas locais

Entre as medidas da área econômica:

  • adesão ao Programa Acredita,

  • lançamento do Plano Safra 2025/2026 com R$ 570 milhões para agricultura familiar,

  • prorrogação do IPVA 2025.

O Estado também participou da agenda da COP30, integrando debates sobre Amazônia Legal e sustentabilidade.

Transparência: reconhecimento nacional

No período interino, o Tocantins alcançou Selo Diamante no Programa Nacional de Transparência Pública, com índice de 99,18%, um dos mais altos do país.
O resultado reforça protocolos de modernização do controle interno, agora mantidos sob a administração reassumida.

Com a volta de Wanderlei, o que muda?

O retorno do governador titular reabre o tabuleiro político do Estado. Três fatores devem orientar a nova fase:

  1. Reorganização da equipe — com eventual recomposição de secretarias e ajustes de comando.

  2. Continuidade ou revisão de projetos — obras e programas iniciados na gestão interina podem ser mantidos, acelerados ou reorientados.

  3. Disputa narrativa — a retomada do cargo cria dois registros simultâneos: o balanço de 90 dias do interino e a necessidade do titular retomar controle e imprimir ritmo próprio.

Transição administrativa e expectativas

Nas próximas semanas, a equipe do governo deverá formalizar a transição entre gestões, revisando:

  • contratos,

  • cronogramas de obras,

  • prioridades orçamentárias,

  • pactos firmados com municípios.

Com o retorno ao cargo, Wanderlei assume a responsabilidade de reorganizar a administração e absorver o legado dos 90 dias de interinidade, período que alterou fluxos internos e acelerou projetos que agora dependem de continuidade.

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