Após retornar ao Palácio Araguaia, Wanderlei Barbosa inicia reestruturação administrativa no governo do Tocantins
O retorno do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) ao comando do Palácio Araguaia, oficializado no início de dezembro, deu início a um processo de reorganização administrativa no Governo do Tocantins, formalizado por meio de atos publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) nos dias seguintes.
Após reassumir o cargo, Wanderlei determinou a revisão de atos praticados durante o período de afastamento e a exoneração do primeiro escalão, procedimento considerado padrão em processos de retomada do comando político-administrativo. A medida abriu espaço para ajustes na estrutura do governo e para a recomposição gradual das equipes dirigentes.
Para garantir a continuidade dos serviços públicos, o governo passou a adotar designações interinas em secretarias, autarquias e órgãos estratégicos. Entre os atos publicados no DOE estão as nomeações temporárias de Maria Valéria Miranda Kurovski para responder pela Secretaria da Cultura; Rogério Castro Ferreira na Secretaria da Igualdade Racial; Wilson Souza e Silva na Secretaria das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional; e Túlio Parreira Labre na Agência Tocantinense de Transportes e Obras (AGETO).
Outros órgãos também passaram a ser conduzidos interinamente, como a Junta Comercial do Estado do Tocantins (JUCETINS), sob responsabilidade de Wesley de Sousa Lemos; o Instituto de Terras do Tocantins (ITERTINS), com Jânio Potengi Cirqueira de Carvalho; o Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN-TO), sob Manoel Silvino Gomes Neto; além da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT) e do Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (IGEPREV), que também tiveram condução interina formalizada.
Paralelamente, o governador instituiu uma Comissão Especial de Verificação de Conformidade, responsável por analisar atos administrativos praticados entre setembro e início de dezembro, com o objetivo de assegurar segurança jurídica e conformidade legal das decisões adotadas no período.
Apesar das exonerações e da ausência momentânea de titulares definitivos em diversas pastas, o governo afirma que não há interrupção de políticas públicas, uma vez que as estruturas seguem funcionando com equipes técnicas e gestores interinos. A avaliação interna é de que a reorganização busca restabelecer estabilidade administrativa e alinhar a gestão às diretrizes do governador.
A expectativa é de que, com a conclusão da fase de revisão administrativa, o Palácio Araguaia avance nas nomeações definitivas para o primeiro escalão, consolidando a nova configuração do governo e retomando plenamente a agenda institucional do Estado.