Após retornar ao Palácio Araguaia, Wanderlei Barbosa inicia reestruturação administrativa no governo do Tocantins

Após retornar ao Palácio Araguaia, Wanderlei Barbosa inicia reestruturação administrativa no governo do Tocantins
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 9 de dezembro de 2025 12

O retorno do governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) ao comando do Palácio Araguaia, oficializado no início de dezembro, deu início a um processo de reorganização administrativa no Governo do Tocantins, formalizado por meio de atos publicados no Diário Oficial do Estado (DOE) nos dias seguintes.

Após reassumir o cargo, Wanderlei determinou a revisão de atos praticados durante o período de afastamento e a exoneração do primeiro escalão, procedimento considerado padrão em processos de retomada do comando político-administrativo. A medida abriu espaço para ajustes na estrutura do governo e para a recomposição gradual das equipes dirigentes.

Para garantir a continuidade dos serviços públicos, o governo passou a adotar designações interinas em secretarias, autarquias e órgãos estratégicos. Entre os atos publicados no DOE estão as nomeações temporárias de Maria Valéria Miranda Kurovski para responder pela Secretaria da Cultura; Rogério Castro Ferreira na Secretaria da Igualdade Racial; Wilson Souza e Silva na Secretaria das Cidades, Habitação e Desenvolvimento Regional; e Túlio Parreira Labre na Agência Tocantinense de Transportes e Obras (AGETO).

Outros órgãos também passaram a ser conduzidos interinamente, como a Junta Comercial do Estado do Tocantins (JUCETINS), sob responsabilidade de Wesley de Sousa Lemos; o Instituto de Terras do Tocantins (ITERTINS), com Jânio Potengi Cirqueira de Carvalho; o Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN-TO), sob Manoel Silvino Gomes Neto; além da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (FAPT) e do Instituto de Gestão Previdenciária do Tocantins (IGEPREV), que também tiveram condução interina formalizada.

Paralelamente, o governador instituiu uma Comissão Especial de Verificação de Conformidade, responsável por analisar atos administrativos praticados entre setembro e início de dezembro, com o objetivo de assegurar segurança jurídica e conformidade legal das decisões adotadas no período.

Apesar das exonerações e da ausência momentânea de titulares definitivos em diversas pastas, o governo afirma que não há interrupção de políticas públicas, uma vez que as estruturas seguem funcionando com equipes técnicas e gestores interinos. A avaliação interna é de que a reorganização busca restabelecer estabilidade administrativa e alinhar a gestão às diretrizes do governador.

A expectativa é de que, com a conclusão da fase de revisão administrativa, o Palácio Araguaia avance nas nomeações definitivas para o primeiro escalão, consolidando a nova configuração do governo e retomando plenamente a agenda institucional do Estado.

Notícias relacionadas