Bastidores: insegurança jurídica esvazia o jogo e deixa Ataídes de Oliveira e Dorinha como únicos projetos reais para 2026 no Tocantins

Bastidores: insegurança jurídica esvazia o jogo e deixa Ataídes de Oliveira e Dorinha como únicos projetos reais para 2026 no Tocantins
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Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 9 de dezembro de 2025 33

O Tocantins atravessa um momento de instabilidade institucional raro, que vai além do embate jurídico e atinge diretamente o tabuleiro político. A decisão da Corte Especial do STJ, formada pelos 15 ministros mais antigos, de afastar o governador do Estado foi seguida, dias depois, por um movimento atípico no Supremo Tribunal Federal: um único ministro, mesmo após negar outros pedidos, decidiu reconduzir o chefe do Executivo ao cargo. O efeito imediato foi a criação de um ambiente de insegurança jurídica que passou a contaminar a política local.

Nos bastidores, o entendimento é que esse vaivém institucional acelerou uma reorganização silenciosa da sucessão estadual. Lideranças partidárias, parlamentares e articuladores admitem, em conversas reservadas, que o cenário para 2026 “encolheu”. A multiplicidade de pré-candidaturas perdeu fôlego diante do contexto de incerteza, restando pouquíssimos nomes com densidade política e viabilidade real.

Nesse cenário, dois projetos despontam com clareza. De um lado, Ataídes de Oliveira, ex-senador, empresário, ficha limpa e filiado ao Partido Novo. Com perfil de centro-direita, Ataídes é visto como alternativa fora do eixo tradicional do poder, dialogando com um eleitorado que demonstra sinais de cansaço com os arranjos políticos convencionais e com a instabilidade institucional recente.

Do outro, a Senadora Dorinha (UB), surge como o principal nome do campo governista. Com forte respaldo partidário nacional e trânsito consolidado em Brasília, ela é apontada por aliados como uma candidatura capaz de oferecer sustentação política em um momento em que o Estado depende diretamente da relação com o governo federal.

Citado em momentos anteriores como possível concorrente, Laurez Moreira (PSD)  passou a ser tratado, nos bastidores, como fora do páreo. A avaliação predominante entre lideranças políticas é de que seu ciclo como alternativa ao governo estadual se encerrou antes mesmo da largada oficial da pré-campanha.

Assim, sem anúncios formais, pesquisas divulgadas ou palanques montados, o diagnóstico interno é direto: a sucessão de 2026 no Tocantins já está desenhada nos bastidores, com apenas dois projetos efetivamente em jogo. O desfecho, naturalmente, ficará nas mãos do eleitor, mas o caminho até lá já começa mais estreito do que muitos imaginavam.

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