“Mara não é o fim da rota: Deus transforma o amargo em fonte de provisão”, reflete Fé e Ação com apóstolo Bueno Junior
A reflexão desta semana no quadro Fé e Ação trouxe como tema o episódio bíblico de Mara, narrado no livro do Êxodo, a partir de uma leitura pastoral conduzida pelo apóstolo Bueno Junior. O encontro abordou a travessia do povo de Israel pelo deserto como metáfora de processos difíceis enfrentados ao longo da caminhada espiritual.
Segundo o apóstolo, o texto bíblico revela que nem todo momento posterior a um milagre é imediatamente marcado por alívio. Após a saída do Egito e a abertura do Mar Vermelho, o povo caminhou três dias pelo deserto até encontrar água. O que parecia solução, no entanto, transformou-se em frustração, já que a água encontrada era amarga.
Para Bueno Junior, esse cenário simboliza fases em que a promessa permanece presente, mas o processo gera desgaste emocional, insegurança e questionamentos. A reação do povo, marcada por murmuração, contrasta com a postura de Moisés, que clama a Deus diante da dificuldade.
Durante a mensagem, o apóstolo destacou que, no relato bíblico, Deus não elimina a fonte do problema, mas promove sua transformação. “O povo murmura e Moisés clama, mas Deus não remove a água. Ele transforma a água”, afirmou.
A interpretação central apresentada no Fé e Ação enfatiza que o foco do texto não está na retirada do obstáculo, mas na intervenção divina sobre aquilo que parecia irreversível. O galho lançado nas águas de Mara, conforme narrado no Êxodo, representa essa ação transformadora, que altera a natureza da fonte sem apagá-la da história do povo.
Segundo o apóstolo, os desertos descritos na Bíblia não são espaços desperdiçados, mas ambientes de tratamento e amadurecimento espiritual. “Deus não desperdiça desertos. Ele usa os processos para curar a fonte e tratar a nossa vida”, destacou durante a reflexão.
A mensagem também abordou a sequência do relato bíblico, quando o povo chega a Elim, local descrito como um ambiente de descanso, com doze fontes de água e setenta palmeiras. Para Bueno Junior, essa transição reforça que momentos de amargura não definem o destino final da caminhada.
“Mara não é o fim da rota. Quem permanece fiel no momento amargo experimentará provisão e descanso em Elim”, concluiu o apóstolo, ao relacionar o texto bíblico com desafios enfrentados na vida contemporânea.
O quadro Fé e Ação tem como proposta contextualizar ensinamentos das Escrituras a partir de uma leitura pastoral aplicada ao cotidiano, conectando narrativas bíblicas a experiências humanas atuais, sem perder o sentido original do texto.
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