Troca política na Educação: articulação de Dorinha, Vanda Monteiro com Augusto Agra e Fábio Vaz leva Clodoaldo à Superintendência em Colinas e muda força do grupo ligado a Olyntho Neto
O Governo do Tocantins promoveu uma troca direta no comando da Educação em Colinas, com forte repercussão política nos bastidores. Por ato do governador Wanderlei Barbosa, o professor Clodoaldo Aparecido Penteado foi nomeado Superintendente Regional de Educação, substituindo Josefa Almeida, que integrava o grupo político do deputado estadual Olyntho Neto (Republicanos). A nomeação também teve contribuição do deputado estadual Jair Farias.
Servidor de carreira, Clodoaldo soma 34 anos de atuação na educação, com passagem pela gestão pública e privada. Ao longo da trajetória, acumulou experiência em funções estratégicas na DRE/SRE, FIETO/SESI, Secretaria de Esportes e FECOLINAS, o que pesou na decisão do governo ao optar por um nome técnico com histórico administrativo consolidado.
A mudança, no entanto, vai além do perfil técnico. A nomeação é resultado de articulação política liderada pela senadora Professora Dorinha, com apoio direto do presidente da Câmara Municipal de Colinas Augusto Agra e do Secretário Estado da Educação Fábio Vaz. O movimento redesenha o comando da Educação na região e altera o equilíbrio de forças dentro da estrutura estadual, retirando a influência direta do grupo ligado a Olyntho Neto.
Nos bastidores, a saída de Josefa Almeida é tratada como o desfecho de uma queda de braço política em Colinas. A decisão do Palácio Araguaia sinaliza um reposicionamento estratégico do governo, que optou por mudar o eixo de comando da Superintendência Regional.
Com a troca, o Executivo estadual retoma o controle político administrativo de uma área considerada sensível, especialmente em um momento de reorganização de alianças e rearticulações eleitorais. A Educação em Colinas passa a ser comandada por um nome de carreira, mas respaldado por uma nova composição política.
A nomeação de Clodoaldo deixa claro o recado do governo: a Superintendência Regional de Educação deixa de ser espaço de influência de grupos locais e passa a integrar o xadrez estratégico do Estado.
