Médico de Bolsonaro detalha cirurgia e avalia nova intervenção após complicações no pós-operatório
A equipe médica do ex-presidente Jair Bolsonaro divulgou, neste sábado (28), novos detalhes sobre a cirurgia realizada no fim de semana em Brasília e confirmou que não está descartada a necessidade de uma nova intervenção, a depender da evolução clínica nas próximas horas.
O procedimento principal, realizado para correção de uma hérnia abdominal, ocorreu sem intercorrências técnicas e foi considerado bem-sucedido do ponto de vista cirúrgico. No entanto, médicos explicaram que o quadro geral exige acompanhamento contínuo devido a complicações associadas ao histórico de múltiplas cirurgias abdominais enfrentadas por Bolsonaro desde 2018.
Segundo o cirurgião responsável, a cirurgia teve duração de aproximadamente três horas e incluiu a reconstrução da parede abdominal com reforço estrutural, técnica adotada em casos de reincidência ou fragilidade muscular. O ex-presidente permanece internado em observação, com controle rigoroso da dor, mobilidade assistida e monitoramento de possíveis reações inflamatórias.
O principal ponto de atenção no pós-operatório, de acordo com os médicos, é um quadro persistente de soluços crônicos, que já vinha sendo relatado antes da cirurgia e que pode interferir na recuperação. A equipe realizou um procedimento intervencionista complementar para tentar conter o sintoma, mas avalia que uma nova abordagem poderá ser necessária caso não haja resposta clínica satisfatória.
Os profissionais explicaram que esse tipo de complicação pode estar relacionado à irritação do nervo frênico, responsável pelo controle do diafragma, e que decisões sobre novas intervenções dependem da resposta do organismo nas próximas 48 horas. A possibilidade de um novo procedimento não é tratada como urgência cirúrgica, mas como medida terapêutica condicionada à evolução do quadro.
Bolsonaro tem um histórico médico marcado por sucessivas cirurgias abdominais desde o atentado a faca sofrido durante a campanha eleitoral de 2018. Especialistas apontam que esse histórico aumenta a complexidade de qualquer procedimento e prolonga o tempo de recuperação, exigindo cautela no manejo pós-operatório.
Do ponto de vista institucional, o ex-presidente foi autorizado judicialmente a realizar o procedimento e segue sob acompanhamento médico contínuo. A alta hospitalar ainda não tem data definida e dependerá da estabilidade clínica e da resolução das complicações observadas.
A equipe médica informou que novos boletins serão divulgados conforme a evolução do quadro, especialmente após a observação do efeito do procedimento complementar já realizado. Até o momento, o estado de saúde é considerado estável, mas com necessidade de vigilância constante.