Mais de 267 mil famílias terão desconto na energia em 2026; saiba se a sua será beneficiada
A partir de janeiro de 2026, mais de 267 mil famílias brasileiras passarão a pagar menos na conta de luz com a entrada em vigor do Desconto Social, benefício criado pela Lei nº 15.235/2025. A medida alcança consumidores atendidos pelo Grupo Equatorial em sete estados: Maranhão, Pará, Piauí, Alagoas, Goiás, Amapá e Rio Grande do Sul.
O novo desconto foi desenhado para atender famílias com renda per capita entre meio e um salário-mínimo, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). O benefício garante isenção da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) para consumo mensal de até 120 kWh, reduzindo diretamente o valor final da fatura de energia elétrica.
Como funciona o Desconto Social
O Desconto Social incide apenas sobre o consumo de até 120 kWh por mês. Caso a unidade consumidora ultrapasse esse limite, o excedente será cobrado pela tarifa residencial plena, sem desconto. A aplicação é automática para quem atende aos critérios legais, desde que o cadastro esteja regularizado.
Na prática, o novo modelo amplia a proteção tarifária para famílias que, até então, não se enquadravam na Tarifa Social tradicional, mas ainda enfrentam dificuldades para arcar com os custos da energia elétrica.
Quanto será o desconto na conta de luz
O valor economizado varia conforme a tarifa praticada em cada estado. Para um consumo mensal de 120 kWh, a redução estimada será de:
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Goiás: R$ 20,00
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Rio Grande do Sul: R$ 18,47
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Pará: R$ 10,71
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Maranhão: R$ 11,03
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Piauí: R$ 11,31
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Amapá: R$ 11,63
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Alagoas: R$ 8,31
Em todos os casos, o desconto aparece diretamente na fatura mensal.
Quantas famílias serão beneficiadas em cada estado
Segundo estimativa do Grupo Equatorial, o alcance do Desconto Social será o seguinte:
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Goiás: 68.737 famílias
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Pará: 56.326
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Maranhão: 55.651
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Piauí: 36.914
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Alagoas: 22.843
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Rio Grande do Sul: 22.675
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Amapá: 4.182
Ao todo, 267.328 unidades consumidoras poderão ser beneficiadas já no início de 2026.
Diferença entre Desconto Social e Cota Angra
Em janeiro também entra em vigor a isenção da Cota Angra, encargo destinado ao custeio da geração nuclear no Brasil. Esse benefício é exclusivo para famílias classificadas como baixa renda, com renda per capita de até meio salário-mínimo.
A isenção da Cota Angra não é cumulativa com o Desconto Social. Ou seja, cada família será enquadrada no benefício correspondente ao seu perfil de renda. A retirada desse encargo representa uma redução média estimada de R$ 14,15 por MWh.
O que fazer para garantir o benefício
Para ter direito ao Desconto Social ou à isenção da Cota Angra, o consumidor precisa cumprir alguns requisitos obrigatórios:
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Estar inscrito no CadÚnico;
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Manter os dados atualizados no CRAS do município;
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Ter a conta de energia no nome de um membro da família;
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A unidade consumidora deve estar no mesmo município do cadastro.
Sem a atualização cadastral, o desconto não é aplicado, mesmo que a família atenda aos critérios de renda.
Um novo capítulo da tarifa social no Brasil
O Desconto Social representa mais um avanço na política de proteção ao consumidor de baixa renda no setor elétrico. Desde a criação da Tarifa Social, no início dos anos 2000, o modelo passou por sucessivas ampliações até chegar, em 2026, a um formato que alarga a faixa de renda atendida e aumenta o limite de consumo com desconto.
Em um cenário de orçamento doméstico pressionado por despesas essenciais, a medida tende a trazer mais previsibilidade financeira para milhares de famílias e reduzir o peso da conta de luz no dia a dia.