Preço do abacate, banana, melancia, mamão, arroz e feijão: veja quanto custa nas Ceasas e nos supermercados

Preço do abacate, banana, melancia, mamão, arroz e feijão: veja quanto custa nas Ceasas e nos supermercados
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 12 de janeiro de 2026 15

O preço dos alimentos básicos segue como um dos principais fatores de pressão sobre o orçamento das famílias brasileiras. Um levantamento com base em dados das Centrais de Abastecimento (Ceasas), monitoramento da Conabe preços médios praticados em supermercados mostra variações relevantes no valor do abacate, banana prata, melancia, mamão, arroz e feijão — itens presentes de forma recorrente no carrinho do consumidor, especialmente no Tocantins.

A diferença entre os preços no atacado e no varejo pode ultrapassar 100% em alguns casos, refletindo custos logísticos, margem de comercialização e a dependência de produtos vindos de outros estados.

Frutas: forte variação entre Ceasa e supermercado

Entre as frutas, o abacate aparece como um dos produtos com maior oscilação. Nas Ceasas, o preço costuma variar conforme a variedade e a origem, ficando, em média, entre R$ 4 e R$ 8 o quilo nas principais praças do país. Já nos supermercados, o mesmo produto pode ser encontrado entre R$ 9 e R$ 15 o quilo, dependendo da rede e do padrão de comercialização.

A banana prata, uma das frutas mais consumidas no Tocantins, apresenta comportamento semelhante. No atacado, os valores médios giram entre R$ 2 e R$ 4 o quilo, enquanto nas prateleiras dos supermercados o preço costuma variar de R$ 6 a R$ 9 o quilo. A diferença reflete custos de transporte, perdas no armazenamento e estratégias comerciais do varejo.

A melancia segue como a fruta de menor impacto no bolso. Nas Ceasas, o quilo frequentemente aparece abaixo de R$ 2, especialmente em períodos de maior oferta. No varejo, o preço costuma ficar entre R$ 2,50 e R$ 4 o quilo, ainda assim mantendo-se como uma opção acessível para o consumidor.

Já o mamão apresenta maior sensibilidade à sazonalidade. Em períodos de boa oferta, o quilo no atacado pode ficar próximo de R$ 3, mas facilmente ultrapassa R$ 5 em momentos de menor produção. Nos supermercados, os preços geralmente variam entre R$ 6 e R$ 10 o quilo, dependendo da variedade e da região.

Arroz e feijão: peso fixo no orçamento

Diferentemente das frutas, arroz e feijão têm comportamento mais estável, mas exercem impacto constante no orçamento doméstico. Dados acompanhados pela Conab indicam que o arroz mantém preços firmes, influenciado por custos de produção, logística e mercado externo. No varejo, o pacote de 5 kg costuma variar entre R$ 25 e R$ 35, conforme a marca e a região.

O feijão, por sua vez, apresenta oscilações mais frequentes. O preço é diretamente afetado pelas safras, especialmente a primeira e a segunda. Em supermercados, o quilo do feijão carioca ou preto pode variar entre R$ 7 e R$ 12, enquanto no atacado os valores são significativamente menores, mas raramente acessíveis ao consumidor final.

Tocantins: logística pesa no preço final

No Tocantins, os preços tendem a ficar acima da média de grandes centros produtores, sobretudo para frutas que vêm de outros estados. A distância dos polos de produção do Sudeste e do Nordeste, somada ao custo do frete, impacta diretamente o valor final pago pelo consumidor.

Itens como banana, mamão e abacate, embora amplamente consumidos, sofrem com essa pressão logística. Já produtos como arroz e feijão, mesmo com produção nacional suficiente, refletem no estado as mesmas variações observadas no restante do país.

O que subiu, o que caiu e o que pesa mais

O levantamento indica que:

  • Melancia segue como o item mais barato da lista;

  • Banana e mamão apresentam as maiores diferenças entre atacado e varejo;

  • Arroz e feijão continuam sendo os produtos que mais pesam no orçamento mensal, por serem consumidos diariamente;

  • Abacate mantém alta variabilidade de preço, dependendo da safra e da região.

Por que os preços variam tanto

Especialistas explicam que a diferença entre Ceasas e supermercados é resultado de uma combinação de fatores: custos de transporte, armazenamento, perdas, impostos, margem do varejo e volume de compra. Produtos perecíveis tendem a apresentar oscilações maiores, enquanto itens industrializados ou armazenáveis, como arroz e feijão, sofrem menos variação diária, mas impactam mais o orçamento ao longo do mês.

Impacto direto no carrinho do consumidor

Com a alimentação representando uma das maiores parcelas do gasto das famílias, acompanhar os preços e entender essas variações se tornou essencial. Comparar valores, observar sazonalidade e priorizar produtos em maior oferta continuam sendo as principais estratégias para reduzir o peso da comida no orçamento — especialmente no Tocantins, onde a logística ainda é um fator determinante no preço final dos alimentos.

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