Frísia orienta produtores sobre cadastro obrigatório da soja da safra 2025/2026 no Tocantins

Frísia orienta produtores sobre cadastro obrigatório da soja da safra 2025/2026 no Tocantins
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 13 de janeiro de 2026 8

A Frísia Cooperativa Agroindustrial reforçou aos produtores rurais do Tocantins a obrigatoriedade do cadastro das áreas produtoras de soja referentes à safra 2025/2026, procedimento exigido pela legislação estadual e considerado estratégico para a defesa sanitária vegetal. O registro deve ser feito presencialmente na Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Tocantins (Adapec) até cinco dias úteis após o encerramento da janela oficial de plantio, que segue aberta até 15 de janeiro.

O cadastro é anual e obrigatório para produtores pessoa física, maiores de 18 anos, e pessoas jurídicas proprietárias ou responsáveis por áreas cultivadas com soja no estado. O atendimento ocorre no escritório local ou seccional da Adapec no município onde a lavoura está instalada.

Além de cumprir a exigência legal, o registro das áreas é considerado uma ferramenta central para o monitoramento sanitário da cultura, permitindo a prevenção e o controle de pragas e doenças, como a ferrugem asiática, uma das principais ameaças à produtividade da soja. As informações coletadas também subsidiam ações de fiscalização, planejamento e formulação de políticas públicas voltadas ao setor agrícola.

Segundo o gerente executivo da Frísia no Tocantins, Marcelo Cavazotti, o cadastro é um instrumento de organização da produção e de proteção do próprio produtor. Ele destaca que o cumprimento dos prazos e a atualização das informações fortalecem a sustentabilidade da cadeia produtiva da soja no estado e contribuem para a segurança sanitária de toda a região produtiva.

A Frísia alerta ainda para as consequências do descumprimento da obrigação. De acordo com Daniela Macedo, da Central do Cooperado da Frísia no Tocantins, a não realização do cadastro dentro do prazo pode resultar em penalidades administrativas, como multas e autuações, além de deixar a lavoura fora do sistema oficial de monitoramento. Isso dificulta o planejamento das ações de combate a pragas e aumenta a vulnerabilidade da área cultivada.

Outro impacto relevante está relacionado à atividade econômica do produtor. A ausência de cadastro pode interferir em processos bancários, como financiamentos de safra, e na formalização de contratos de comercialização da soja. Segundo Daniela, manter a lavoura regularizada evita riscos desnecessários e garante maior previsibilidade financeira ao produtor.

Para realizar o cadastro, o agricultor deve comparecer à unidade da Adapec, preencher o formulário específico, apresentar a documentação exigida e acompanhar o protocolo emitido pelo órgão. O procedimento é conduzido pela Gerência de Sanidade Vegetal, responsável pela análise e validação das informações.

A Frísia orienta os produtores a não deixarem o registro para os últimos dias, evitando filas, pendências administrativas e possíveis prejuízos. O cumprimento do prazo assegura segurança jurídica, organização da produção e fortalece a cadeia produtiva da soja no Tocantins, setor que segue entre os principais vetores do agronegócio estadual.

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