Claro lidera ranking de reclamações no Procon do Tocantins; consumidores relatam cobranças e cortes indevidos

Claro lidera ranking de reclamações no Procon do Tocantins; consumidores relatam cobranças e cortes indevidos
A maior diferença foi encontrada no quilo do chambari, com variação de 87%. O preço mais baixo registrado foi R$ 14,99, e o mais alto, R$ 27,99.
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 14 de janeiro de 2026 19

A operadora Claro lidera o ranking das empresas com maior número de reclamações registradas no Procon do Tocantins, segundo levantamento divulgado pelo órgão de defesa do consumidor. Os dados mostram que os setores de telecomunicações, serviços financeiros, energia elétrica e saneamento básico concentram a maior parte das demandas no Estado.

Com 1.518 reclamações, a Claro aparece no topo da lista. Em seguida estão o Banco Bradesco, com 1.288 registros, a Energisa Tocantins, com 1.167, e a BRK Ambiental/Saneatins, com 1.068. Também integram o ranking a TIM (817), Banco Pan (765), Banco do Brasil (753), Banco BMG (632), Caixa Econômica Federal (567) e Banco Santander (556).

De acordo com o Procon, as principais queixas envolvem cobranças indevidas, falhas na prestação dos serviços, dificuldade de atendimento e descumprimento de contratos. No setor de telefonia, o órgão aponta recorrência de reclamações relacionadas ao bloqueio de linhas mesmo com as faturas quitadas.

É o caso do consumidor J.P.L., morador de Palmas, que afirma ter ficado sem serviço telefônico mesmo após realizar o pagamento. Segundo ele, a linha foi cortada sem aviso prévio e permaneceu bloqueada por vários dias. “A conta estava paga, mas o telefone ficou sem funcionar. Entrei em contato diversas vezes e não tive retorno imediato”, relatou. O consumidor preferiu não se identificar integralmente.

O superintendente do Procon, Euclides Correia, afirmou que o ranking permite mapear problemas recorrentes e orientar a atuação do órgão. Segundo ele, o monitoramento das reclamações subsidia ações de fiscalização e medidas administrativas para garantir o cumprimento da legislação consumerista e a melhoria dos serviços prestados.

Os consumidores podem registrar reclamações presencialmente nas unidades do Procon ou por meio dos canais digitais oficiais. Para formalizar a demanda, é necessário apresentar documentos que comprovem a relação de consumo, como contratos, faturas, comprovantes de pagamento e protocolos de atendimento.

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