Fundador, voluntário e agora presidente: a trajetória de Francisco se confunde com a própria história da CDL Palmas
história da Câmara de Dirigentes Lojistas de Palmas se mistura à trajetória pessoal e profissional de Francisco Arinaldo Nunes de Brito, conhecido como Lola. Aos 59 anos, ele assume a presidência da maior entidade classista do Tocantins após mais de três décadas de atuação contínua, marcada por trabalho de base, participação voluntária e compromisso institucional desde os primeiros anos da capital.
Nascido em 13 de agosto de 1966, em Campos Sales, no Ceará, Francisco integra a geração de pioneiros que ajudou a estruturar Palmas ainda nos anos iniciais de formação da cidade. Ele chegou à capital tocantinense em 1992, período em que o município vivia um intenso processo de crescimento urbano, econômico e social, atraindo trabalhadores e empreendedores de diferentes regiões do país.
Sua trajetória profissional passou por diversos setores produtivos. Iniciou no comércio de carnes, atuou na gestão empresarial e consolidou-se posteriormente no setor da construção civil, onde hoje exerce a função de empresário. Essa vivência diversificada contribuiu para uma leitura prática do ambiente de negócios, especialmente das dificuldades enfrentadas por pequenos e médios empreendedores em uma capital em formação.
A relação de Francisco com a CDL Palmas começa praticamente junto com a própria entidade. Em 1993, ao lado de José Maria Rodrigues, ele participou da fundação da CDL, quando a organização ainda dava seus primeiros passos e precisava ser estruturada administrativa e politicamente. Desde então, sua atuação não se limitou a cargos formais. Ao longo dos anos, exerceu funções operacionais e administrativas, passando por atividades como office boy, colaborador, diretor e parceiro institucional, contribuindo diretamente para o funcionamento cotidiano da entidade.
Paralelamente à atuação na CDL, Francisco também acumulou experiência no setor público ao atuar como assessor parlamentar municipal, o que ampliou sua compreensão sobre o funcionamento das instituições e fortaleceu o diálogo entre o empresariado local e o poder público. Mesmo em períodos de afastamento da diretoria, manteve vínculo com a entidade e retornou sempre que convocado, em reconhecimento ao histórico de dedicação e confiança construída ao longo do tempo.
A chegada à presidência ocorreu de forma consensual. Após conversas internas e articulações dentro da diretoria, Francisco foi aclamado por unanimidade para o cargo, refletindo o reconhecimento coletivo de sua trajetória e do papel desempenhado na consolidação da CDL Palmas. Casado e pai de uma filha, ele assume a função com discurso centrado na responsabilidade institucional, na humildade e no compromisso com o fortalecimento da entidade.
À frente da CDL Palmas, Francisco estabelece como prioridade ampliar a autonomia institucional, fortalecer a representatividade do comércio e acompanhar o ritmo de crescimento econômico da capital. Para ele, a entidade não representa apenas uma organização empresarial, mas parte central de sua própria história de vida e de sua contribuição para o desenvolvimento de Palmas.
Ao assumir a presidência, Francisco simboliza a continuidade de um projeto coletivo iniciado ainda na década de 1990, reforçando a ideia de que a construção institucional da cidade passa, necessariamente, pelo envolvimento direto de seus pioneiros e pela valorização de trajetórias construídas no cotidiano do trabalho e da participação associativa.