Equatorial Goiás completa três anos de concessão com investimentos históricos após assumir um sistema elétrico em colapso estrutural

Equatorial Goiás completa três anos de concessão com investimentos históricos após assumir um sistema elétrico em colapso estrutural
consumidores em todo o Brasil; Tocantins e Goiás vivem realidades distintas no setor elétrico.
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 21 de janeiro de 2026 20

A distribuição de energia em Goiás passou por três fases que ajudam a explicar o peso do marco atual: a Celg-D, estatal que operou o sistema por décadas; a privatização em 2016, quando a Enel arrematou a concessão e assumiu a operação; e, mais recentemente, a transferência de controle para o Grupo Equatorial, aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no fim de 2022 e efetivada no início de 2023.

A privatização de 2016 levou a Enel ao comando da antiga Celg-D. A concessão envolvia um mercado amplo — 237 municípios, rede extensa e desafios urbanos e rurais — e vinha de um histórico de fragilidades operacionais. Em 2022, a saída da Enel começou a ser desenhada em meio ao não cumprimento de metas de atendimento, e a Aneel optou por autorizar a transferência de controle societário para o Grupo Equatorial como alternativa à caducidade, avaliando que a medida preservava a continuidade do serviço e criava condições para novos investimentos.

É nesse contexto que a Equatorial Goiás completa três anos de concessão apresentando um volume de investimentos classificado como histórico: mais de R$ 6 bilhões aplicados desde 2023 em reconstrução e modernização do sistema elétrico estadual. O pacote inclui obras estruturantes, ampliação de rede, reforço de infraestrutura e adoção de tecnologias, com foco em confiabilidade do fornecimento e segurança operacional, acompanhando o crescimento urbano, o agronegócio e os polos de comércio e serviços.

Segundo o superintendente técnico da Equatorial Goiás, Roberto Vieira, a estratégia priorizou intervenções de longo prazo para elevar a capacidade do sistema. “Esses três anos foram dedicados à reconstrução do sistema elétrico goiano. Investimos em obras robustas, planejamento técnico e modernização da rede para garantir mais confiabilidade, segurança e capacidade de atendimento”, afirmou. O avanço, de acordo com a companhia, se traduz no fortalecimento da rede de distribuição, redução de sobrecargas, expansão de atendimento em áreas de crescimento acelerado e melhora de indicadores operacionais, apoiada por engenharia, manutenção e gestão de ativos.

Obras e entregas por região

Na Grande Goiânia, o pacote de intervenções concentra reforços de potência e modernização, com destaque para a ampliação da Subestação Aeroporto, a Linha Carajás e a implantação de novos alimentadores — Riviera, Atlântico e Real — em áreas de expansão urbana. A agenda inclui também automação e reforços estruturais da rede de distribuição.

No Norte, a reconstrução da Subestação Pirenópolis, com duplicação de potência e operação em 138 kV, aparece como obra-chave, acompanhada de reforços de rede em municípios estratégicos para turismo e logística e ampliação da capacidade do sistema em áreas de crescimento populacional.

No Nordeste, um dos projetos centrais é o alimentador expresso de Alto Paraíso, com cerca de 71 km e mais de 900 postes, apontado pela empresa como medida para garantir maior estabilidade do fornecimento. A lista regional inclui reforços estruturais, modernização de equipamentos e ampliação da confiabilidade do sistema.

No Sudoeste, a Equatorial destaca a Subestação Fazenda Canadá, com investimento superior a R$ 100 milhões, e a implantação de bancos capacitores em Britânia, Iporá, Piranhas e Jussara para melhoria da qualidade da energia, além de expansão da capacidade voltada a demandas do agronegócio e polos produtivos.

No Sul, constam novos transformadores em Paranaiguara e São Simão, além de reforços estruturais e manutenção preventiva em municípios com perfil industrial e logístico.

Transparência: “Trabalhômetro” para acompanhar obras

Como ferramenta de transparência, a Equatorial Goiás informa que disponibiliza o Trabalhômetro, plataforma digital para acompanhamento em tempo real do andamento das obras por região e período, reunindo dados de intervenções em execução e concluídas.

Atualmente, a distribuidora atende cerca de 3,5 milhões de unidades consumidoras em 237 municípios, abrangendo 98,7% do território estadual, em uma área de 336.871 km². A empresa integra o Grupo Equatorial, descrito como o 3º maior grupo de distribuição de energia do país, com sete concessionárias e atendimento a mais de 56 milhões de pessoas.

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