Quinta do Agro: “Estamos num momento muito bom de equilíbrio entre oferta e demanda”, diz Pedro Gonçalves, analista da Scot Consultoria, sobre o mercado do boi no Tocantins

Quinta do Agro: “Estamos num momento muito bom de equilíbrio entre oferta e demanda”, diz Pedro Gonçalves, analista da Scot Consultoria, sobre o mercado do boi no Tocantins
Cotação do boi gordo no Tocantins sobe com a oferta menor que a demanda, dificultando o fechamento de escalas nos frigoríficos
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 22 de janeiro de 2026 14

O mercado pecuário vive um momento de ajustes em todo o país, mas no Tocantins o cenário tem sido de maior firmeza nos preços do boi gordo. A avaliação é do engenheiro agrônomo Pedro Gonçalves, analista de mercado da Scot Consultoria, que comentou nesta semana o comportamento da bovinocultura de corte e as perspectivas para a segunda quinzena.

Segundo Pedro Gonçalves, em uma análise do mercado nacional, alguns ajustes são esperados para a segunda metade do mês, com redução de oferta em determinadas regiões, o que tem sustentado os preços do boi gordo. “Algumas praças, com uma oferta um pouco mais reduzida, acabaram registrando alta nas cotações”, explicou.

No Tocantins, o movimento é ainda mais evidente. De acordo com o analista, as boas condições climáticas e o volume de chuvas têm permitido que o pecuarista segure o gado no pasto, o que diminui a oferta de machos no mercado. Esse cenário tem dificultado negociações para a indústria e contribuído para a valorização da arroba.

“Aqui no estado, estamos vendo uma demanda um pouco mais firme do que a oferta. Isso se refletiu em altas ao longo da semana, com o boi gordo sendo negociado na faixa dos 300 reais por arroba, tanto para o boi comum quanto para o chamado boi China, que é o padrão exportação”, afirmou Pedro Gonçalves.

O analista ressalta que, mesmo com a aproximação de uma segunda quinzena tradicionalmente marcada por consumo mais retraído, o mercado atravessa um período considerado positivo para o pecuarista. “Estamos num momento muito bom desse equilíbrio entre oferta e demanda, trazendo ganhos para o produtor nas negociações com a indústria frigorífica”, destacou.

Já para as fêmeas, o cenário é diferente. Segundo a Scot Consultoria, o início do ano é marcado sazonalmente por maior oferta de vacas e novilhas, o que tem pressionado os preços. No Tocantins, os valores negociados estão entre 280 e 285 reais por arroba, tanto na região norte quanto na sul do estado.

Pedro Gonçalves explica que, apesar do aumento momentâneo na oferta de fêmeas no primeiro semestre, o ciclo pecuário caminha para uma fase de alta, com tendência de redução da participação de fêmeas ao longo do ano. “No comparativo anual, a presença de fêmeas já é menor que no ano passado. Mesmo assim, neste primeiro semestre, elas ainda aparecem mais do que no segundo, o que acaba limitando os preços”, analisou.

A avaliação da Scot Consultoria reforça que o Tocantins atravessa um período estratégico para a pecuária, com o boi gordo sustentado, demanda ativa e um mercado que exige atenção redobrada do produtor para aproveitar as oportunidades de negociação.

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