Relatório de ONG aponta falhas graves na assistência à saúde do Tocantins em 2025

Relatório de ONG aponta falhas graves na assistência à saúde do Tocantins em 2025
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 28 de janeiro de 2026 9

Um relatório divulgado por uma organização não governamental (ONG) aponta falhas consideradas graves na assistência à saúde pública do Tocantins ao longo de 2025, com destaque para a ocorrência de lesões por pressão e problemas associados ao uso de cateteres em unidades hospitalares do estado. As informações foram divulgadas pelo Jornal do TO e reacendem o debate sobre a qualidade do cuidado prestado a pacientes de longa permanência.

De acordo com o levantamento, os dados indicam fragilidades nos protocolos assistenciais, especialmente em hospitais que atendem pacientes em internações prolongadas, onde a prevenção desse tipo de lesão é considerada um indicador básico de qualidade do atendimento.

Lesões evitáveis e falhas de protocolo

Segundo o relatório, as lesões por pressão — também conhecidas como escaras — figuram entre os principais problemas identificados. Esse tipo de lesão é amplamente classificado por órgãos de saúde como em grande parte evitável, desde que sejam adotadas medidas adequadas, como mudança de decúbito, avaliação frequente da pele e acompanhamento contínuo por equipes capacitadas.

O documento também aponta falhas relacionadas ao uso e manejo de cateteres, incluindo riscos de infecção, manutenção inadequada e ausência de registros padronizados, o que pode agravar o quadro clínico de pacientes hospitalizados.

Impacto sobre pacientes de longa permanência

O relatório destaca que os problemas são mais recorrentes em unidades que concentram pacientes em internações prolongadas, grupo considerado mais vulnerável a complicações decorrentes de falhas assistenciais. Para a ONG, a situação evidencia lacunas tanto na capacitação das equipes de saúde quanto na fiscalização dos serviços prestados.

O documento ressalta ainda que a reincidência desses problemas sugere dificuldades estruturais e organizacionais que vão além de casos isolados, exigindo ações sistêmicas por parte da gestão pública.

Debate sobre qualidade e fiscalização

A divulgação do relatório reacendeu discussões sobre a qualidade do cuidado na rede pública de saúde do Tocantins, além da necessidade de reforço nos processos de auditoria, monitoramento e atualização de protocolos clínicos.

Especialistas ouvidos pelo levantamento apontam que indicadores como lesões por pressão e infecções associadas a dispositivos invasivos são frequentemente utilizados para medir a eficiência dos serviços hospitalares e a segurança do paciente.

Posicionamento oficial

O Diário Tocantinense solicitou posicionamento da Secretaria Estadual da Saúde (SES-TO) sobre os apontamentos do relatório, bem como dados oficiais referentes ao número de ocorrências, protocolos em vigor e eventuais medidas adotadas para corrigir as falhas indicadas.

O espaço permanece aberto para manifestação da Secretaria e de outras instituições citadas, a fim de garantir o contraditório e o esclarecimento à população.

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