Como o síndico matou a corretora Daiane Alves em Caldas Novas? O que a investigação já apurou
A Polícia Civil investiga as circunstâncias da morte da corretora Daiane Alves de Souza, encontrada após 42 dias desaparecida em Caldas Novas, no sul de Goiás. O principal suspeito é o síndico do prédio onde a vítima morava, Cléber Rosa de Oliveira, de 50 anos, que confessou a autoria do crime, mas não detalhou a dinâmica do homicídio.
O que se sabe até agora
Segundo a investigação, Cléber teria atraído Daiane ao subsolo do edifício no dia 17 de dezembro, último registro da vítima com vida. As apurações indicam que o local apresentava pontos cegos no sistema de monitoramento, o que dificultou a reconstrução precisa dos fatos. Após o crime, o corpo foi colocado na carroceria de uma caminhonete e levado a uma área de mata, onde foi localizado a cerca de 15 quilômetros do município.
Cléber indicou o local onde ocultou o cadáver durante diligências realizadas na quarta-feira (28). O corpo foi encontrado em estado avançado de decomposição e encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) para exames que devem apontar a causa da morte. A liberação para sepultamento depende da conclusão dessas análises.
Prisões e diligências
Além do síndico, o filho de Cléber também foi preso. A polícia apura a entrega de um celular novo ao pai, o que pode caracterizar tentativa de ocultação de provas. O porteiro do prédio foi conduzido para prestar esclarecimentos. As investigações são conduzidas pela Polícia Civil de Goiás.
Imagens e último contato
Imagens de segurança mostram Daiane filmando com o celular, descendo de elevador, passando pela portaria e seguindo para o subsolo por volta das 18h57 do dia 17 de dezembro. A família relatou que a vítima desceu para questionar a falta de energia elétrica no prédio, problema recorrente no condomínio.
Histórico de conflitos
Há registros de desentendimentos prolongados entre Daiane e o síndico relacionados à administração de apartamentos no edifício. A corretora gerenciava imóveis da família no local. De acordo com denúncia do Ministério Público de Goiás, Cléber teria perseguido a vítima de forma reiterada, com ameaças, restrição de locomoção e perturbação da privacidade.
A denúncia aponta que os conflitos se intensificaram após uma locação acima do número permitido de hóspedes, em janeiro de 2024. A partir daí, o síndico teria dificultado manutenções e sabotar serviços essenciais como água, internet, gás e energia elétrica. Consta ainda um episódio de agressão física durante discussão em fevereiro de 2025.
Próximos passos
Com a perícia em andamento, a polícia aguarda o laudo do IML para definir a causa da morte e consolidar a linha investigativa. O sepultamento está previsto para Uberlândia (MG), cidade natal da vítima, após a liberação do corpo.
O caso ocorreu em Caldas Novas e segue sob apuração para esclarecimento completo da dinâmica do crime e eventuais responsabilidades adicionais.