Conjuntivite: casos aumentam no Brasil e no Tocantins; especialistas explicam causas, sintomas e formas de prevenção
O avanço recente dos casos de conjuntivite em diferentes regiões do país tem acendido um alerta entre autoridades de saúde e especialistas. No Tocantins, unidades de atendimento registraram aumento na procura por pacientes com irritação ocular, secreção e vermelhidão nos olhos — sintomas clássicos da doença, que pode ter origem viral, bacteriana ou alérgica.
De acordo com médicos ouvidos pela reportagem, a elevação das notificações costuma ocorrer em períodos de calor intenso, mudanças climáticas e maior circulação de vírus respiratórios. Ambientes fechados, uso compartilhado de objetos pessoais e higiene inadequada das mãos são fatores que contribuem para a disseminação.
O que é conjuntivite e por que os casos aumentam
A conjuntivite é uma inflamação da conjuntiva, membrana transparente que recobre a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras. A forma viral é considerada a mais contagiosa e costuma provocar surtos em escolas, ambientes de trabalho e espaços coletivos.
Especialistas explicam que, além das condições climáticas, o retorno às aulas e a retomada de atividades presenciais favorecem a transmissão. Em locais com grande circulação de pessoas, o contato direto com secreções oculares ou superfícies contaminadas pode acelerar a propagação.
Sintomas mais comuns
Entre os sinais que exigem atenção estão:
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Vermelhidão nos olhos
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Sensação de areia ou ardência
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Lacrimejamento intenso
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Secreção clara ou amarelada
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Inchaço nas pálpebras
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Sensibilidade à luz
Médicos alertam que a automedicação pode agravar o quadro. O uso inadequado de colírios, principalmente antibióticos sem prescrição, aumenta o risco de complicações e resistência bacteriana.
Diferença entre conjuntivite viral, bacteriana e alérgica
Segundo oftalmologistas, identificar o tipo correto da doença é essencial para o tratamento:
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Viral: altamente contagiosa, geralmente associada a gripes e resfriados; melhora em alguns dias com cuidados básicos.
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Bacteriana: apresenta secreção mais espessa e pode exigir antibióticos prescritos por médico.
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Alérgica: relacionada a poeira, ácaros e poluição; costuma provocar coceira intensa.
Prevenção: o que os especialistas recomendam
Para reduzir o risco de contágio, profissionais de saúde reforçam medidas simples:
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Lavar as mãos com frequência
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Evitar tocar os olhos
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Não compartilhar toalhas, maquiagem ou óculos
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Higienizar superfícies e objetos pessoais
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Suspender temporariamente o uso de lentes de contato em caso de irritação
Em escolas e ambientes coletivos, a orientação é afastar temporariamente pessoas com sintomas até avaliação médica, evitando surtos maiores.
Quando procurar atendimento
A recomendação é buscar avaliação especializada sempre que houver dor intensa, visão embaçada persistente, secreção abundante ou sintomas que não melhoram após alguns dias. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas devem redobrar a atenção.
Com a elevação dos casos, autoridades de saúde reforçam que a informação e a prevenção continuam sendo as principais ferramentas para conter a disseminação da conjuntivite, especialmente em períodos de maior circulação viral.