Mercado financeiro hoje: o que está em alta e como se comportam real, dólar e euro em 17 de fevereiro

Mercado financeiro hoje: o que está em alta e como se comportam real, dólar e euro em 17 de fevereiro
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 17 de fevereiro de 2026 24

O mercado financeiro inicia esta terça-feira, 17 de fevereiro, sob um cenário de cautela global, com oscilações no câmbio, recuperação parcial de ativos digitais e movimentos seletivos na bolsa de valores. O comportamento do real frente ao dólar e ao euro reflete não apenas fatores internos, como juros e inflação, mas principalmente o ambiente internacional, marcado por incertezas sobre o crescimento das grandes economias e decisões de bancos centrais.

O dólar comercial permanece na faixa próxima de R$ 5,20, mantendo estabilidade relativa em comparação com o início de fevereiro. Esse patamar representa uma valorização da moeda americana em relação ao real quando comparado ao período anterior à pandemia, quando o dólar operava abaixo de R$ 4,20. Essa diferença estrutural mostra que o real ainda não recuperou o nível de força observado antes das crises globais recentes.

O euro, por sua vez, é negociado próximo de R$ 6,18, mantendo posição historicamente elevada frente à moeda brasileira. A valorização do euro reflete a recuperação gradual da economia europeia após a crise energética provocada pela guerra na Ucrânia e as políticas monetárias restritivas adotadas pelo Banco Central Europeu para conter a inflação.

No mercado interno, a taxa Selic permanece em nível elevado, atualmente acima de 10% ao ano, o que contribui para atrair capital estrangeiro para o Brasil. Esse fluxo ocorre porque investidores internacionais buscam países que oferecem maior retorno em juros. Esse fator ajuda a conter a desvalorização do real, mesmo em um ambiente global adverso.

A bolsa de valores brasileira, representada pelo Ibovespa, apresenta oscilações moderadas. O índice reflete a cautela dos investidores diante da expectativa de novos dados econômicos nos Estados Unidos. Quando a economia americana apresenta sinais de força, o dólar tende a subir globalmente, pressionando moedas emergentes como o real. Por outro lado, sinais de desaceleração favorecem países como o Brasil, pois aumentam o interesse por ativos de maior risco.

Entre os setores que apresentam melhor desempenho estão energia, agronegócio e exportação de commodities. Empresas ligadas ao petróleo e à mineração se beneficiam diretamente da demanda internacional e da cotação global das matérias-primas, que permanecem em níveis elevados quando comparados à média histórica da última década.

No mercado de criptomoedas, o Bitcoin apresenta recuperação após período de queda. O ativo volta a atrair investidores após correções registradas no início do ano. Esse movimento acompanha o comportamento global de ativos considerados alternativos, que tendem a subir quando há expectativa de redução de juros nos Estados Unidos.

Para o consumidor brasileiro, o impacto do câmbio é direto. Quando o dólar sobe, produtos importados ficam mais caros, incluindo eletrônicos, combustíveis e alimentos que dependem de insumos externos. O euro influencia especialmente o setor de turismo, elevando o custo de viagens internacionais.

No Tocantins e em Goiás, o efeito aparece principalmente no preço dos combustíveis e de produtos alimentícios, já que o Brasil exporta commodities em dólar. Quando a moeda americana se valoriza, produtores preferem exportar, reduzindo a oferta interna e pressionando preços.

Especialistas destacam que o comportamento do mercado financeiro em 2026 é marcado por uma combinação de fatores globais e domésticos. Entre os principais estão a política de juros dos Estados Unidos, o crescimento da economia chinesa e o equilíbrio fiscal brasileiro.

O cenário atual mostra um mercado em transição. O real apresenta resistência, mas ainda é vulnerável a choques externos. O dólar permanece forte globalmente, enquanto o euro mantém posição elevada. Ao mesmo tempo, setores exportadores e ativos digitais voltam a registrar recuperação, indicando que investidores continuam buscando oportunidades, mesmo em ambiente de incerteza.

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