15 bilhões de litros de esgoto deixaram de ir para rios em Palmas e Araguaína

15 bilhões de litros de esgoto deixaram de ir para rios em Palmas e Araguaína
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 27 de fevereiro de 2026 11

Mais de 15,6 bilhões de litros de esgoto deixaram de ser despejados sem tratamento em rios, córregos e lagos de Palmas e Araguaína ao longo de 2025. O volume, equivalente a mais de 6 mil piscinas olímpicas, foi tratado antes de retornar ao meio ambiente, reduzindo impactos ambientais e riscos sanitários nas duas maiores cidades do Tocantins.

Na capital, três Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs) — Norte, Aureny e Santa Fé — trataram mais de 12,8 bilhões de litros durante o ano. O sistema de esgotamento sanitário atende mais de 80% da população urbana, com tratamento integral de todo o esgoto coletado.

O resultado coloca Palmas entre as capitais com melhor desempenho em saneamento da Região Norte. O Ranking do Saneamento 2025, elaborado pelo Instituto Trata Brasil com base em dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), posicionou a cidade como referência regional na área.

Tecnologia e tratamento evitam contaminação de rios

Em Araguaína, as estações Lontra e Vila Azul trataram mais de 2,8 bilhões de litros de esgoto no mesmo período. A Estação Lontra utiliza a tecnologia Nereda®, considerada uma das mais avançadas do setor, com capacidade para tratar até 395 litros por segundo e atender cerca de 200 mil pessoas.

O tratamento impede que resíduos domésticos contaminem rios e lençóis freáticos, protegendo fontes de água utilizadas para abastecimento e reduzindo a proliferação de doenças relacionadas à falta de saneamento.

Sem tratamento adequado, o esgoto lançado diretamente no meio ambiente pode comprometer ecossistemas, reduzir a qualidade da água e gerar impactos diretos na saúde pública.

Saneamento tem impacto direto na saúde e no desenvolvimento

Estudos nacionais indicam que o acesso ao tratamento de esgoto está diretamente associado à redução de doenças infecciosas e à melhoria da qualidade de vida. Regiões com maior cobertura de saneamento registram menor incidência de enfermidades relacionadas à contaminação da água.

Além do impacto sanitário, o saneamento também influencia o desenvolvimento urbano. Cidades com maior cobertura de coleta e tratamento tendem a apresentar melhor qualidade ambiental e maior capacidade de crescimento ordenado.

Estrutura define capacidade ambiental das cidades

O volume tratado em Palmas e Araguaína demonstra a dimensão da infraestrutura necessária para evitar a contaminação de recursos hídricos. O tratamento de bilhões de litros de esgoto exige sistemas contínuos de coleta, transporte e processamento antes da devolução segura ao meio ambiente.

A expansão desses sistemas é considerada um dos principais fatores estruturais para garantir sustentabilidade ambiental, proteção de mananciais e segurança sanitária em centros urbanos em crescimento.

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