PF apreende máquinas avaliadas em R$ 3 milhões por garimpo ilegal em Cristalândia e deflagra Operação Serras Gerais III contra lavagem de dinheiro do narcotráfico

PF apreende máquinas avaliadas em R$ 3 milhões por garimpo ilegal em Cristalândia e deflagra Operação Serras Gerais III contra lavagem de dinheiro do narcotráfico
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 5 de março de 2026 8

A Polícia Federal realizou duas ações de grande impacto nesta semana envolvendo o combate a crimes ambientais e ao crime organizado com reflexos no Tocantins. Em Cristalândia, na região central do estado, uma operação conjunta com a Agência Nacional de Mineração (ANM) flagrou a prática de mineração ilegal, resultando na prisão em flagrante de um suspeito e na apreensão de maquinários avaliados em aproximadamente R$ 3 milhões.

A fiscalização foi conduzida pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente (DMA) da Polícia Federal. Durante a operação, os agentes constataram a exploração de recursos minerais sem autorização dos órgãos competentes, o que configura crime ambiental e contra o patrimônio da União.

No local, uma pessoa foi presa em flagrante e conduzida à Superintendência da Polícia Federal no Tocantins, onde foram adotadas as providências legais cabíveis.

Além da prisão, os policiais federais apreenderam diversos equipamentos utilizados na atividade clandestina, incluindo maquinários de grande porte empregados na extração mineral, cujo valor estimado chega a cerca de R$ 3 milhões.

De acordo com a Polícia Federal, a operação reforça a importância da atuação integrada entre órgãos públicos no combate à exploração ilegal de recursos minerais, prática que causa impactos ambientais significativos e prejuízos ao patrimônio público.

Operação Serras Gerais III

Também nesta semana, a Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Tocantins (FICCO/TO) deflagrou a Operação Serras Gerais III, com o objetivo de desarticular o núcleo financeiro de uma organização criminosa com atuação interestadual.

As ações ocorreram nas cidades de Goiânia (GO) e Imperatriz (MA), onde foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão.

A investigação é resultado da análise financeira do grupo criminoso, que utilizava uma fintech sem autorização do Banco Central para operar, funcionando como um banco clandestino para movimentações financeiras no Brasil e no exterior.

Segundo a Polícia Federal, o esquema envolvia lavagem de dinheiro proveniente do narcotráfico, com utilização de empresas de fachada e aquisição de bens de luxo para ocultar a origem ilícita dos recursos.

Em Goiânia, foi identificada uma revenda de veículos utilizada para converter recursos provenientes do tráfico aéreo de drogas. A empresa operava em endereços inconsistentes para dificultar a fiscalização e era administrada por sócios ligados ao esquema criminoso, incluindo um indivíduo em regime de cumprimento de pena.

Já em Imperatriz, os investigadores identificaram uma estrutura financeira comandada por dois irmãos, sendo um empresário do setor da construção civil e outro servidor público. Em apenas 50 dias, eles movimentaram aproximadamente R$ 9,3 milhões e R$ 5,3 milhões, respectivamente, por meio de contas vinculadas ao banco clandestino e a uma papelaria utilizada como empresa de fachada.

Durante a operação também foram cumpridos mandados relacionados a um policial militar do Maranhão, apontado como ex-sócio de uma construtora ligada à estrutura da organização criminosa utilizada para lavagem de dinheiro.

Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e fraude fiscal, cujas penas somadas podem ultrapassar 30 anos de prisão.

A FICCO/TO é composta pela Polícia Federal, Polícia Civil, Polícia Militar e Polícia Penal do Tocantins, atuando sob coordenação da Polícia Federal para fortalecer a investigação, prevenção e repressão a organizações criminosas que ameaçam a ordem pública.

A Polícia Federal reforçou que continuará atuando de forma permanente no combate aos crimes ambientais, ao tráfico de drogas e à lavagem de dinheiro, garantindo a proteção do meio ambiente e a repressão a práticas ilícitas que afetam o país.

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