Fé em Ação: Pastora Mônica Rocha diz ao Diário Tocantinense que “Deus te chama pelo teu nome”

Fé em Ação: Pastora Mônica Rocha diz ao Diário Tocantinense que “Deus te chama pelo teu nome”
Pastora Mônica Rocha (Crédito: Arquivo Pessoal)
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 17 de março de 2026 2

No quadro Fé em Ação, do Diário Tocantinense, a pastora Mônica Rocha compartilhou nesta terça-feira (17) uma mensagem centrada na relação entre fé, identidade espiritual e reencontro com Deus em meio às dores da vida. A reflexão parte de um episódio conhecido do relato bíblico do Gênesis, quando Adão, após pecar, se esconde da presença de Deus no Jardim do Éden. A partir dessa passagem, a líder religiosa propõe uma leitura voltada à experiência humana do medo, da culpa e do afastamento interior.

Segundo a pastora, a pergunta feita por Deus — “Adão, onde você está?” — não representa ausência de conhecimento sobre o paradeiro do homem, mas um chamado à consciência. Na interpretação apresentada ao público, o foco da passagem não está na localização física, mas na ruptura espiritual provocada pelo erro e pela culpa. Para ela, o que se perde, nesse momento, não é apenas a coragem de permanecer diante de Deus, mas a própria percepção de identidade.

“Hoje Deus te chama pelo teu nome”, afirmou Mônica Rocha durante a participação no quadro, ao resumir a mensagem levada ao público. A frase funciona como eixo da reflexão: ainda que a pessoa atravesse períodos de sofrimento, decepção ou confusão, o chamado divino, segundo ela, permanece ativo.

Leitura da pastora relaciona o relato de Adão ao comportamento humano diante da dor

A mensagem apresentada no Fé em Ação aproxima o texto bíblico de experiências contemporâneas marcadas por tristeza, traumas, falhas pessoais e frustrações. Na avaliação da pastora, muitas pessoas reproduzem, em escala emocional e espiritual, o mesmo movimento descrito na narrativa do Éden: diante da dor, escolhem se esconder.

Esse esconderijo, segundo Mônica Rocha, nem sempre é literal. Em muitos casos, ele se manifesta como silêncio, afastamento, endurecimento emocional, negação da própria vulnerabilidade ou abandono gradual da vida espiritual. A leitura proposta é a de que o medo cria uma espécie de refúgio interno que, embora pareça proteção, pode se transformar em isolamento.

Para a pastora, esse processo afeta diretamente a forma como o indivíduo se enxerga. O afastamento não altera quem Deus é, mas pode distorcer a percepção que a pessoa tem de si mesma. Nesse sentido, a mensagem não trata apenas de fé em termos devocionais, mas também de identidade: a crise espiritual, na visão apresentada, costuma caminhar junto com a perda de referência sobre valor, pertencimento e propósito.

Mensagem aponta que restauração começa com decisão de sair do esconderijo

Outro ponto enfatizado por Mônica Rocha foi a ideia de que a restauração espiritual começa no momento em que a pessoa decide responder ao chamado. Para ela, esse passo exige disposição para abandonar o esconderijo emocional, romper com mecanismos de autodefesa e encarar com sinceridade a própria condição interior.

A reflexão sugere que muitos dos espaços onde as pessoas permanecem por longos períodos — seja por medo, culpa ou cansaço — passam a ser confundidos com proteção. Na prática, porém, o que parece abrigo pode se tornar um ambiente de estagnação. Na mensagem da pastora, a transformação acontece justamente quando esse ciclo é interrompido.

Ao tratar o retorno à presença de Deus como um movimento de reconhecimento e entrega, o quadro desloca a discussão da culpa para a possibilidade de reconexão. A ênfase não está na condenação, mas na resposta. A pergunta “onde você está?”, nessa leitura, deixa de ser acusação e passa a ser convite.

Quadro Fé em Ação reforça proposta de encorajamento espiritual ao público

Com foco em espiritualidade, consolo e reflexão cristã, o quadro Fé em Ação tem consolidado no Diário Tocantinenseum espaço voltado à escuta religiosa e ao encorajamento em meio às pressões da rotina. A edição desta terça-feira mantém essa linha ao trazer uma mensagem sobre cura interior, retomada da identidade e fortalecimento da fé em períodos de adversidade.

Ao final, a fala de Mônica Rocha reforça uma ideia recorrente em discursos pastorais contemporâneos: a de que o reencontro com Deus não depende da ausência de dor, mas da disposição de responder, mesmo em meio a ela. A mensagem, portanto, se organiza menos como uma explicação teológica formal e mais como um chamado à retomada.

Em um tempo marcado por ansiedade, frustração e esgotamento emocional, a reflexão apresentada no quadro se insere em um campo de linguagem que combina espiritualidade e acolhimento. A síntese da participação está na reafirmação de que, mesmo depois do medo, do erro ou do silêncio, ainda existe possibilidade de retorno. E que esse retorno começa quando alguém consegue, enfim, responder: “Eis-me aqui, Senhor.”

 

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