Kasarin pode ir para o Podemos; Sandoval e Damaso reforçam grupo de Eduardo, Dorinha assume Matopiba e 2026 acelera no Tocantins

Kasarin pode ir para o Podemos; Sandoval e Damaso reforçam grupo de Eduardo, Dorinha assume Matopiba e 2026 acelera no Tocantins
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Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 18 de março de 2026 6

Prefeito de Colinas do Tocantins entra no radar do Podemos, enquanto Sandoval Cardoso e Osires Damaso oficializam filiação em Brasília, Eduardo Siqueira amplia articulações, Dorinha assume a presidência da Frente Parlamentar Mista do Matopiba e novos movimentos já tensionam o cenário político no Estado.

O tabuleiro político do Tocantins ganhou ainda mais velocidade nesta quarta-feira, 18 de março de 2026, com uma sequência de movimentos que reposiciona alianças, fortalece projetos partidários e amplia o ritmo das articulações para as eleições de 2026. Em Brasília, o ex-governador Sandoval Cardoso e o ex-deputado federal Osires Damaso oficializaram filiação ao Podemos, em ato que também consolidou o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, como principal articulador da legenda no Estado. A movimentação reforça a estratégia do partido para a montagem das chapas proporcionais e amplia o peso político do grupo no cenário tocantinense.

Nos bastidores, a leitura é de que o Podemos trabalha para montar uma nominata competitiva tanto para a Câmara dos Deputados quanto para a Assembleia Legislativa, apostando em nomes com densidade eleitoral, capacidade de puxar votos e presença em diferentes regiões do Tocantins. Na atual engenharia partidária, Sandoval aparece projetado para a disputa federal, enquanto Damaso é tratado como nome com força para a chapa estadual. O movimento dá musculatura ao partido e ajuda Eduardo Siqueira a consolidar a imagem de uma sigla em expansão, com espaço para novas adesões e surpresas na composição final.

Nesse contexto, o nome do prefeito de Colinas do Tocantins, Kasarin, passa a circular com força como possibilidade para o Podemos. O gestor, que já vinha sendo citado no meio político como potencial candidato a deputado estadual, surge agora como peça que pode reforçar a chapa da legenda para a Assembleia. Até o momento, o movimento deve ser tratado como articulação em curso, não como definição oficial, mas o simples fato de Kasarin entrar no radar do partido já eleva o peso regional do Podemos no interior e amplia o interesse em torno da montagem de sua nominata.

No mesmo dia, outra agenda de grande repercussão para o Tocantins foi realizada em Brasília com a instalação da Frente Parlamentar Mista do Matopiba. A senadora Professora Dorinha Seabra foi eleita presidente do colegiado, consolidando sua atuação na articulação de políticas voltadas ao desenvolvimento da região formada por Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. A eleição reforça o protagonismo político da senadora em uma pauta estratégica, que reúne agronegócio, infraestrutura, logística, geração de renda, cadeias produtivas e desenvolvimento regional.

Ao assumir a presidência da frente, Dorinha defendeu uma visão mais ampla sobre o Matopiba e afirmou que o foco do colegiado será integrar políticas públicas que fortaleçam não apenas a produção agrícola, mas também infraestrutura, cadeias produtivas, geração de renda e desenvolvimento social. A senadora também sinalizou como prioridade a articulação para inserir o Matopiba de forma mais estruturada na estratégia do Ministério do Desenvolvimento Regional, ampliando investimentos e programas voltados para uma das áreas mais dinâmicas do país.

A reunião de instalação da frente parlamentar reuniu uma série de lideranças políticas e administrativas do Tocantins. Estiveram presentes, entre outros, Eduardo Siqueira Campos, o secretário do Matopiba, Carlos Amastha, o ex-governador Sandoval Cardoso, os deputados federais Carlos Gaguim e Tiago Dimas, além dos prefeitos Ronivon, de Porto Nacional, Celso Moraes, de Paraíso do Tocantins, e Elves Guimarães, de Aliança. A presença desse grupo na agenda reforçou a percepção de que o Matopiba se tornou mais do que uma pauta institucional: virou também um espaço de afirmação política e de construção de pontes para 2026.

Carlos Amastha ressaltou o papel de Dorinha na articulação entre os estados e na defesa de Palmas como ponto estratégico do projeto. Segundo ele, o Matopiba precisa ser tratado como agenda de desenvolvimento econômico e social, e não apenas como tema restrito ao agronegócio. Já o prefeito de Palmas, Eduardo Siqueira Campos, destacou a liderança da senadora e afirmou que a frente nasce com esperança, sob o comando de uma parlamentar respeitada, preparada e com capacidade de diálogo nacional, o que amplia as possibilidades de investimentos para uma região considerada estratégica.

Representando o Piauí, o senador Marcelo Castro também reforçou a relevância da nova fase do Matopiba ao destacar que a expansão agrícola pelo cerrado foi decisiva para transformar o Brasil em um dos maiores exportadores de grãos do mundo. Segundo ele, a última grande fronteira dessa expansão é justamente o Matopiba, região que segue em franco desenvolvimento e que ainda tem potencial para crescer em áreas além do agro.

A presença conjunta de Eduardo Siqueira, Sandoval e outras lideranças tocantinenses na instalação da frente reforça que a disputa de 2026 já ultrapassou a fase do discurso e entrou definitivamente no terreno da ocupação de espaços estratégicos. Com Dorinha no comando do colegiado, o grupo ligado ao seu projeto majoritário amplia presença em Brasília e passa a associar desenvolvimento regional, investimentos e articulação política em uma mesma narrativa de pré-campanha. Isso ajuda a consolidar palanques, abrir diálogo com prefeitos e sinalizar capacidade de organização em um momento em que os partidos correm para fechar nominatas competitivas.

Enquanto Brasília concentrou movimentos de construção e reposicionamento, outra frente do jogo político tocantinense registra tensão com potencial de repercussão no cenário eleitoral. Em Araguaína, o distanciamento entre o prefeito Wagner Rodrigues e o grupo dos Guimarães já começa a atingir a disputa pelo comando da Câmara Municipal e entra no cálculo da possível reeleição de Max Baroli. O episódio mostra que 2026 vai sendo desenhado ao mesmo tempo nos grandes atos partidários da capital federal e nas bases locais, onde o controle político, as relações no Legislativo e os rearranjos de poder também terão peso decisivo na formação do novo mapa eleitoral do Tocantins.

No conjunto, a quarta-feira política em Brasília e no Tocantins deixou uma mensagem clara: o ano de 2026 deixou de ser projeção distante e passou a ser organizado no presente. O avanço do Podemos com Sandoval, Damaso e a possibilidade de Kasarin, o protagonismo crescente de Eduardo Siqueira nas articulações partidárias, a força institucional de Dorinha no Matopiba e as tensões locais em Araguaína revelam que o Estado entrou de vez em uma fase de montagem real de chapas, alianças e estratégias. O jogo começou, e cada movimento agora passa a ter peso direto no desenho da próxima eleição.

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