Minalba Brasil usa Dia Mundial da Água para reforçar pureza das fontes e lançar nova identidade visual da marca
O Dia Mundial da Água, celebrado em 22 de março, virou neste ano um marco estratégico para a Minalba Brasil. Em vez de tratar a data apenas como ação institucional de calendário, a companhia escolheu usar o momento para reforçar um ativo central do negócio: a origem de suas fontes. E fez isso conectando esse discurso ao lançamento de uma nova identidade visual da marca Minalba, que passa a circular com um rótulo renovado, mais contemporâneo e alinhado ao reposicionamento da empresa em torno de pureza, saudabilidade e preservação ambiental.
A movimentação tem peso simbólico e comercial. Em um mercado em que água mineral deixou de ser tratada apenas como commodity e passou a ser vendida também por atributos de procedência, composição mineral e percepção de bem-estar, a Minalba tenta transformar a data em uma narrativa mais ampla: a de que a qualidade do produto começa na preservação da nascente e termina na experiência de consumo. É nesse ponto que a companhia ancora o novo momento da marca.
Segundo a empresa, a nova fase de Minalba busca valorizar a origem da água, extraída exclusivamente da Serra da Mantiqueira, a 1.700 metros de altitude, em uma área de proteção ambiental em Campos do Jordão (SP). A marca nasce da fonte Água Santa, onde a companhia destaca características como pH naturalmente alcalino e presença relevante de magnésio, dois atributos que passaram a ser mais valorizados por consumidores atentos a hidratação, equilíbrio mineral e saudabilidade.
Na prática, a nova identidade visual não aparece apenas como mudança estética. Ela funciona como ferramenta de reposicionamento. Ao renovar o rótulo de Minalba, a companhia tenta comunicar ao mercado que a marca continua associada à tradição, mas quer dialogar com um consumidor mais atento à procedência, à composição da água e à agenda ambiental. Em um setor em que o design da embalagem também influencia percepção de valor, o novo rótulo ajuda a traduzir um discurso que a empresa já vinha consolidando: o de que fonte preservada, rastreabilidade e qualidade mineral não são atributos periféricos, mas parte central da proposta da marca.
Esse discurso é reforçado pelo portfólio da companhia. A Minalba Brasil procura diferenciar suas marcas justamente pela singularidade geológica e ambiental de cada fonte. No caso da Água São Lourenço, por exemplo, a empresa associa a marca ao Parque das Águas, em Minas Gerais, área conhecida por abrigar um conjunto raro de fontes minerais. É ali que a companhia destaca um dos atributos mais valorizados do produto: a gaseificação natural, apontada como uma característica icônica da marca e vinculada à singularidade geológica da Fonte Oriente.
Já a Indaiá, uma das marcas mais conhecidas do grupo no Nordeste, aparece na estratégia como símbolo de capilaridade e escala. A empresa afirma que a marca opera com unidades de alta tecnologia instaladas em áreas cercadas por cinturões verdes, uma forma de conectar eficiência logística e preservação. A leitura da companhia é clara: a qualidade da água não depende apenas da fonte em si, mas também da integridade do entorno, da biodiversidade local e do manejo responsável do território em que a extração ocorre.
Esse ponto é central para entender a comunicação da Minalba Brasil neste Dia Mundial da Água. A empresa tenta se posicionar não apenas como uma fabricante de bebidas, mas como uma companhia de governança hídrica e proteção de nascentes em escala nacional. Segundo os dados divulgados pela própria empresa, a operação hoje reúne 34 fontes ativas e 12 fábricas estrategicamente distribuídas pelo país, todas inseridas em áreas de preservação. Mais do que a dimensão operacional, o dado é usado para reforçar uma tese: a de que escalar o negócio sem degradar o recurso hídrico exige estrutura, monitoramento e certificação técnica.
A empresa sustenta que esse compromisso é respaldado por um conjunto de auditorias e certificações. Entre elas, estão processos bianuais de verificação da Agência Nacional de Mineração (ANM) e certificações internacionais como ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001 e FSSC 22000. A companhia também destaca a certificação AWS (Alliance for Water Stewardship) na unidade de Dias D’Ávila (BA), selo reconhecido globalmente na agenda de gestão responsável da água. O uso dessas certificações no discurso institucional não é casual: em um ambiente de consumo cada vez mais atento a ESG, elas funcionam como instrumentos de credibilidade e diferenciação.
Para a direção da empresa, a mensagem é direta: não existe água de qualidade sem preservação ambiental. “Entendemos que a qualidade da água é indissociável da preservação ambiental. Por isso, nossas fontes são o coração da nossa estratégia de saudabilidade. A nova identidade visual de Minalba, por exemplo, reflete esse compromisso: uma marca atual, mas profundamente conectada à sua essência em Campos do Jordão. Nosso papel é garantir que a riqueza das fontes, como a pureza de Minalba ou a raridade de São Lourenço, continue sendo um patrimônio de bem-estar para todas as gerações”, afirma Lucas Ferianci, diretor industrial e de operações da Minalba Brasil.
Além da proteção das fontes, a empresa também tenta ampliar o discurso de inovação associada à responsabilidade ambiental. Entre as iniciativas destacadas estão a expansão do uso de latas de alumínio 100% recicláveis e a manutenção de soluções de acessibilidade, como as tampas com braile, tratadas pela companhia como um marco de pioneirismo no setor. No plano de imagem, essas medidas ajudam a compor uma narrativa que vai além do produto e posiciona a marca em torno de três eixos: sustentabilidade, inclusão e valor agregado.
O movimento também reforça o tamanho do grupo por trás da operação. A Minalba Brasil é a divisão de bebidas não alcoólicas do Grupo Edson Queiroz (GEQ), conglomerado empresarial brasileiro que atua em diferentes segmentos e reúne um portfólio amplo de marcas. No setor de bebidas, a companhia afirma ser a principal empresa brasileira de águas minerais naturais, com marcas como Indaiá, Minalba, São Lourenço, Petrópolis, Refri, Citrus e o energético Night Power, além do licenciamento de Nestlé Pureza Vital e da distribuição de marcas premium globais como Perrier, S. Pellegrino e Acqua Panna.
A leitura de mercado é objetiva. Ao usar o Dia Mundial da Água como vitrine para o lançamento do novo rótulo de Minalba, a companhia tenta fazer mais do que uma homenagem à data. Ela busca reforçar o valor simbólico da água mineral em um momento em que o consumidor presta mais atenção à origem, à composição e ao impacto ambiental do que consome. E, ao conectar esse movimento à pureza da fonte, à Serra da Mantiqueira e à preservação do entorno, a empresa tenta transformar um ativo natural em posicionamento de marca.
No fim, a estratégia da Minalba Brasil resume uma mudança importante do setor: água deixou de ser apenas um produto de necessidade básica e passou a ser também um produto de narrativa. Quem conseguir provar origem, integridade da fonte, governança e identidade de marca tende a ocupar um espaço mais nobre no mercado. E é exatamente esse espaço que a companhia tenta consolidar neste 22 de março.