“As próteses serão produzidas aqui no Tocantins”, diz Wanderlei; “serei o relator dessa indicação”, afirma Eduardo Gomes em agenda que une saúde e Justiça

“As próteses serão produzidas aqui no Tocantins”, diz Wanderlei; “serei o relator dessa indicação”, afirma Eduardo Gomes em agenda que une saúde e Justiça
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 8 de abril de 2026 4
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Em agendas distintas, mas de forte peso institucional nesta terça-feira, 7, o governador Wanderlei Barbosa assinou a ordem de serviço da Oficina Ortopédica no CER III de Palmas, enquanto o senador Eduardo Gomes recebeu magistrados e reforçou sua atuação na análise de indicação ao CNJ.

O Tocantins viveu nesta terça-feira, 7 de abril, dois movimentos de forte repercussão institucional, um na área da saúde pública e outro no campo do diálogo entre os Poderes. Em Palmas, o governador Wanderlei Barbosa assinou a ordem de serviço para a construção da Oficina Ortopédica no Centro Estadual de Reabilitação (CER III). Em Brasília, o senador Eduardo Gomes recebeu nomes da magistratura brasileira, entre eles a juíza Noemia Porto e o desembargador Paulo Régis, em uma agenda que ganhou peso por envolver indicações ao Conselho Nacional de Justiça.

Na capital tocantinense, Wanderlei colocou a saúde e a reabilitação no centro do discurso ao anunciar que a nova estrutura vai permitir a produção e adaptação de dispositivos ortopédicos sob medida dentro do próprio estado. Ao confirmar a ordem de serviço, o governador afirmou: “Estamos assinando a Ordem de Serviço para a construção da oficina que vai produzir próteses para pessoas que perderam membros do corpo. Essas próteses passarão a ser produzidas aqui no Tocantins”. A unidade será implantada no CER III, na Quadra 203 Sul, em Palmas, com atuação de ortesistas, protesistas e técnicos em ortopedia, além de serviços de manutenção, reparos e ajustes em equipamentos já utilizados por pacientes.

O projeto não ficou apenas no anúncio político. O Diário Oficial do Estado já havia publicado, em 3 de março, o contrato nº 000061/2026 para a ampliação do Centro Estadual de Reabilitação de Palmas com a Oficina Ortopédica. O documento registra a contratação da empresa MM Construções Ltda., com valor de R$ 1.000.177,82 e vigência de 14 meses a partir da assinatura. Isso significa que a ordem de serviço assinada agora coloca em marcha uma obra que já estava formalmente contratada dentro da estrutura administrativa da Secretaria da Saúde.

A nova oficina chega com a promessa de reduzir a espera de famílias por órteses, próteses e cadeiras de rodas, além de facilitar adaptações, especialmente para crianças em fase de crescimento. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, a estrutura deve ampliar a capacidade de atendimento, dar mais agilidade ao serviço e fortalecer a rede de cuidados à pessoa com deficiência no Tocantins. O próprio secretário Carlos Felinto afirmou que o governo já avançou nessa pauta, mas ainda precisa evoluir para atender melhor a sociedade.

No mesmo dia, em Brasília, Eduardo Gomes reforçou outro eixo institucional. O senador recebeu a juíza Noemia Aparecida Garcia Porto, indicada para compor o CNJ, e o desembargador Paulo Régis Machado Botelho, do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região. A movimentação ganhou peso porque a indicação de Noemia está oficialmente na pauta da Comissão de Constituição e Justiça do Senado desta quarta-feira, 8 de abril, com Eduardo Gomes como relator. Já a indicação de Paulo Régis também integra a pauta da CCJ, embora com outra relatoria.

Na agenda, Eduardo destacou o papel institucional do Senado e resumiu o momento em uma fala direta: “Ela representa a Justiça do Trabalho e será conselheira do CNJ. Na CCJ, serei o relator dessa indicação”. A declaração reforça o protagonismo do senador tocantinense em uma pauta sensível do sistema de Justiça, justamente em um momento em que o Senado analisa nomes para compor órgãos centrais do controle institucional do país. A reunião também foi apresentada como espaço de diálogo entre Legislativo e Judiciário, com foco em Constituição, garantias e fortalecimento democrático.

Noemia Porto chega a essa etapa com um currículo de forte densidade jurídica e institucional. Ela é juíza da 10ª Região, ligada ao Distrito Federal e ao Tocantins, e foi eleita em 2019 para presidir a Anamatra, tornando-se a primeira mulher a comandar a entidade depois de duas décadas. No Senado, sua indicação ao CNJ aparece oficialmente na pauta da CCJ como a do item 7 da reunião marcada para 8 de abril.

No conjunto, a terça-feira reuniu duas imagens que o governo e a bancada federal tendem a explorar politicamente e institucionalmente: de um lado, Wanderlei Barbosa vinculando sua gestão à ampliação do atendimento especializado em saúde e reabilitação; de outro, Eduardo Gomes se posicionando no centro de uma agenda nacional do Judiciário, com atuação direta sobre indicação ao CNJ. Em frentes diferentes, saúde e Justiça, o dia terminou com duas mensagens claras saídas do Tocantins: uma voltada à estrutura pública de atendimento e outra à presença do estado nas discussões de poder em Brasília

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