De Olho na Política: CPI contra Fábio Vaz ganha corpo, caso Lucena entra no radar, Dorinha reúne pesos pesados e novas mudanças sacodem o tabuleiro

A política tocantinense entrou em uma fase de pressão máxima, reposicionamento e recados cada vez mais claros. Na Assembleia, cresce a articulação por uma CPI contra Fábio Vaz, agora com alegações mais pesadas nos bastidores. O caso Lucena, que ganhou repercussão no Maranhão, também passou a ecoar no Tocantins. Em paralelo, Dorinha reuniu Wanderlei Barbosa, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim em um jantar de forte simbolismo político. No governo estadual, o primeiro escalão segue em modo de ajuste. Em Brasília, Davi Alcolumbre recolocou a dosimetria no centro da guerra política. Em Palmas, a troca na Secom marca um novo momento da comunicação municipal. E, no jogo de 2026, Kátia Chaves começa a ser vista como nome que pode surpreender.
CPI contra Fábio Vaz deixa de ser só ameaça e passa a se apoiar em alegações graves na Aleto

Deputados falam em superfaturamento, mercadorias não entregues, uso de cargos por apoio político e pressão sobre a máquina da Educação
A movimentação por uma CPI contra Fábio Vaz subiu de patamar porque, segundo a coluna de Cleber Toledo, deputados estaduais passaram a apontar uma série de alegações para justificar a tentativa de investigação. Entre os pontos citados estariam processos com indícios de superfaturamento e desvios, atestos inexistentes, mercadorias não entregues, compra de apoio político em troca de cargos públicos, mudança de concursados fora do prazo probatório em troca de apoio e até chamamento de esposa de vereador em concurso em troca de apoio. A mesma coluna afirma que o movimento envolveria parlamentares de oposição e também de situação.
O peso político desse caso está justamente na natureza das acusações que passaram a circular. Quando a irritação da Aleto deixa a tribuna e passa a ser acompanhada de alegações concretas, ainda que no campo do bastidor, o dano político se amplia de forma imediata. Não se trata mais apenas de divergência com um ex-secretário forte do governo, mas da tentativa de dar forma institucional a um desgaste que, segundo a própria coluna, já incomodava setores da situação e da oposição havia meses.
Outro ponto relevante é que a deputada Janad Valcari já vinha elevando o tom contra Fábio Vaz. Janad afirma que Janad o acusa de usar a estrutura da Seduc para supostamente assediar aliados de outros concorrentes, inclusive prefeitos. Essa soma de alegações ajuda a explicar por que o nome de Fábio Vaz passou a ser tratado como um foco de tensão real dentro da política tocantinense. Em pré-campanha, uma CPI, mesmo antes de sair do papel, já produz desgaste, ruído e cobrança pública.
Edinaldo Lucena entra no policial radar e caso do Maranhão pode provocar reflexos políticos no Tocantins

Nome passa a circular com mais força nos bastidores e investigação fora do Estado já produz eco no ambiente político tocantinense
O nome de Edinaldo Lucena passou a frequentar com mais intensidade o radar político tocantinense depois que reportagens ligaram o empresário a um caso de grande repercussão no Maranhão e apontaram conexões com o Tocantins. Com isso, o episódio deixou de ser visto apenas como crise externa e começou a ser monitorado por seus possíveis efeitos locais.
O impacto político vem do potencial de respingo. Em ano eleitoral, basta um nome surgir ligado a um caso rumoroso para se transformar em combustível de narrativa, pressão de bastidor e preocupação entre grupos políticos. Reportagens recentes destacaram que Lucena voltou ao centro do debate justamente porque o caso atravessou a fronteira do Maranhão e começou a ser lido no Tocantins também sob lente política, não apenas jurídica.
Dorinha reúne Wanderlei, Eduardo Gomes e Gaguim em jantar e transforma agenda em demonstração de força com deputados estaduais e federais

Encontro vai além da cortesia política e reforça imagem de unidade no núcleo mais pesado do jogo tocantinense
O jantar promovido por Dorinha com as presenças de Wanderlei Barbosa e a primeira-dama Karynne Sotero, Eduardo Gomes e Carlos Gaguim foi tratado como encontro de confraternização e alinhamento estratégico. A agenda reforça a leitura de que o grupo tenta projetar unidade e força para a disputa eleitoral no Tocantins. Foram convidados deputados estaduais e federais.
Na política, esse tipo de encontro não vale apenas pelo que é dito à mesa. Vale pela imagem que produz. Ao reunir três nomes centrais do tabuleiro tocantinense, Dorinha transmite centralidade, Wanderlei reforça presença e Eduardo Gomes aparece como articulador de peso. Gaguim, por sua vez, ajuda a completar a fotografia de um bloco que quer ser percebido como coeso. Em tempos de pré-campanha, esse tipo de gesto fala muito.
Governo do Tocantins deve fazer novas mudanças no primeiro escalão

Palácio segue em rearranjo e trocas ainda podem avançar para acomodar gestão e disputa eleitoral
O governo do Tocantins oficializou mudanças recentes no primeiro escalão, com novos titulares em áreas como Educação, Segurança, Esportes e articulação institucional, após a saída de gestores para disputar as eleições. O movimento reforça a avaliação de que o Palácio ainda está em fase de reorganização.
Essas mudanças mostram que o governo não fechou totalmente a engrenagem de 2026 dentro da máquina. Cada nomeação tenta cumprir duas funções ao mesmo tempo: manter a administração andando e reposicionar peças dentro do jogo político. Quanto mais o calendário apertar, mais cada troca no secretariado deixará de ser lida como mero ato administrativo e passará a ser interpretada como ajuste de poder.
Alcolumbre convocará sessão para votação da dosimetria, oposição comemora e Nikolas reage

Tema volta ao centro da polarização e vira vitrine para a direita pressionar o Congresso
Davi Alcolumbre anunciou que pretende convocar uma sessão do Congresso para analisar o veto ao PL da Dosimetria, e a definição foi recebida com comemoração pela oposição. No mesmo movimento, Nikolas Ferreira disse ter pressionado Alcolumbre para pautar o tema.
A dosimetria voltou ao centro da guerra política porque a direita enxerga nesse debate uma bandeira de forte apelo junto à sua base. Ao reagir publicamente, Nikolas amplia o valor simbólico da sessão e tenta transformar a pauta em ativo político. Já Alcolumbre, ao destravar o tema, recoloca o Congresso no coração de uma disputa que vai muito além do rito legislativo.
Kátia Chaves pode surpreender e crescer no tabuleiro de 2026

Saída do governo fortalece leitura de projeto eleitoral e nome passa a ganhar densidade nos bastidores
A saída de Kátia Chaves do governo entrou no pacote de desincompatibilizações que agitou o Palácio Araguaia e a colocou entre os nomes observados para a disputa proporcional de 2026. O movimento fez seu nome crescer nas análises de bastidor.
Kátia começa a aparecer como nome competitivo porque sua saída não foi lida como simples troca administrativa. Ela passou a ser tratada dentro de um projeto político maior, em meio à montagem de chapas e ao esforço do grupo governista para ampliar presença eleitoral. Em política, quando um nome deixa a estrutura de governo e entra imediatamente nas contas do próximo pleito, é porque já está sendo medido como ativo real.
Secom de Palmas: saiba quem é Déborah Lôbo, a sucessora de Élcio Mendes

Prefeitura aposta em nome experiente e reconduz perfil já conhecido da comunicação institucional
A jornalista e publicitária Déborah Miranda Lôbo foi apontada como substituta de Élcio Mendes no comando da Secretaria de Comunicação de Palmas. Ela já havia comandado a pasta na gestão de Cinthia Ribeiro, entre 2018 e 2019, e retorna com experiência acumulada.
A escolha sinaliza que a prefeitura optou por experiência e capacidade imediata de operação. Em momentos de transição, a comunicação deixa de ser apenas vitrine institucional e passa a funcionar como área de contenção, resposta e reposicionamento. Ao apostar em um nome já conhecido, a gestão tenta reduzir improvisos e acelerar a reorganização da narrativa pública.
O momento político é de alta voltagem. A CPI contra Fábio Vaz ganhou novo peso porque agora vem acompanhada de alegações graves que circulam na Aleto. O caso Lucena mostra que crises externas podem rapidamente ganhar reflexos no Tocantins. O jantar de Dorinha com Wanderlei, Eduardo Gomes e Gaguim reforça a imagem de um grupo que quer se exibir forte e alinhado. O governo segue ajustando o primeiro escalão. Em Brasília, a dosimetria recoloca a polarização em temperatura máxima. Em Palmas, a troca na Secom aponta para uma tentativa de estabilizar a comunicação. E Kátia Chaves entra no radar como nome que pode crescer mais do que muita gente previa. Em resumo: o jogo já está em curso, e ninguém mais se movimenta por acaso