Do eletrônico ao sertanejo e pop: as 20 músicas mais escolhidas do momento no Brasil e o clipe que virou destaque nesta semana
Levantamento reúne faixas que dominam rádios, playlists e redes no país em abril, com mistura de eletrônico, pop internacional, pop nacional e sertanejo; no recorte desta semana, o destaque em vídeo fica para um clipe eletrônico que voltou a ganhar força entre os brasileiros
O consumo musical no Brasil segue acelerado, fragmentado e cada vez mais híbrido. Em abril de 2026, o retrato das faixas mais escolhidas do momento mistura o que toca no rádio, o que circula nas plataformas de streaming e o que ganha impulso nas redes sociais. O resultado é um cardápio que vai do eletrônico ao pop global, passa pelo pop nacional e mantém o sertanejo como força permanente de catálogo e recorrência — ainda que, no recorte mais amplo do mercado, outros gêneros tenham avançado sobre o espaço que antes era quase exclusivo do sertanejo. Um levantamento da Pro-Música Brasil, publicado pela Veja, mostrou que o pagode superou o sertanejo como gênero mais ouvido do país em 2025, encerrando uma hegemonia de sete anos e sinalizando uma mudança estrutural no comportamento do público.
No curto prazo, porém, o que vale para o clique, para a busca orgânica e para a conversa nas redes é outra lógica: quais músicas estão sendo mais escolhidas agora, seja em rádio, seja em playlists, seja em compartilhamento. Para montar esta lista, o Diário Tocantinense cruzou o Top 100 semanal de execuções em rádios brasileiras, divulgado pelo portal especializado Som do Rádio, com lançamentos recentes e faixas em tração nas plataformas. A base mais consistente disponível nesta semana vem da edição de 5 de abril, que reúne as músicas mais tocadas nas rádios do país entre 29 de março e 4 de abril de 2026. Nela, o Top 20 é dominado por pop internacional, mas também traz espaço para faixas brasileiras e ajuda a mapear o que o público vem consumindo com mais intensidade.
As 20 músicas mais escolhidas do momento no Brasil (recorte editorial cruzado)
A lista abaixo reúne as faixas com maior circulação e força de escolha nesta semana, com base em rádio + tração digital + repercussão recente:
- “I Just Might” — Bruno Mars
- “Ordinary” — Alex Warren
- “The Fate of Ophelia” — Taylor Swift
- “Man I Need” — Olivia Dean
- “Acenda o Farol” — Jota Quest e Tim Maia
- “Messy” — Lola Young
- “Die With A Smile” — Bruno Mars e Lady Gaga
- “Manchild” — Sabrina Carpenter
- “Golden” — HUNTR/X, EJAE, Audrey Nuna, Rei Ami e elenco de KPop Demon Hunters
- “Bad Dreams” — Teddy Swims
- “That’s So True” — Gracie Abrams
- “Where Is My Husband!” — Raye
- “Opalite” — Taylor Swift
- “A Cidade” — Lagum
- “Gone, Gone, Gone” — David Guetta, Teddy Swims e Tones and I
- “Anxiety” — Doechii
- “APT.” — Rosé e Bruno Mars
- “Aperture” — Harry Styles
- “Mystical Magical” — Benson Boone
- “Azizam” — Ed Sheeran
Essa fotografia mostra um dado importante: o Brasil continua local no gosto, mas global na circulação. Há música brasileira em evidência, mas a grade de alto consumo segue profundamente conectada ao pop internacional, especialmente quando se observa rádio, playlists editoriais e faixas com alta taxa de recorrência. É por isso que, na mesma lista em que aparecem Jota Quest, Lagum e lançamentos nacionais em crescimento, convivem nomes como Bruno Mars, Taylor Swift, Lady Gaga, Ed Sheeran e Sabrina Carpenter.
O clipe em destaque da semana: eletrônico assume o posto de vídeo 1
Como a pauta desta vez pede um recorte eletrônico para puxar a rede e aumentar o CTR, o destaque editorial do vídeo 1 não fica com a faixa mais alta do rádio, mas com a música que melhor combina relevância, apelo visual e força de busca no gênero eletrônico nesta semana: “I Can’t Wait”, de Bob Sinclar e Kiesza.
A faixa foi lançada oficialmente em 2 de março de 2026, em uma retomada clara da estética house-pop que sempre funcionou bem no Brasil. O single foi distribuído como Pop/Dance, com 126 BPM, reforçando o caráter de pista e playlist de alta retenção. No mercado especializado de música eletrônica, a faixa aparece em circulação comercial e playlists do segmento, o que ajuda a explicar por que voltou a ganhar tração em abril.
Além disso, o clipe oficial publicado no canal de Bob Sinclar no YouTube saiu em 2 de março e já soma centenas de milhares de visualizações, o que o transforma em um bom candidato para ser embedado como “vídeo 1” da matéria e para render chamadas em redes com foco em eletrônico + nostalgia + consumo rápido.
E o Brasil? Onde entram pop nacional e sertanejo nessa disputa
Embora o Top 20 das rádios desta semana tenha forte peso internacional, o mercado brasileiro segue abastecido por faixas nacionais em ascensão e por um comportamento de consumo que não depende apenas do ranking linear. No mesmo Top 100, aparecem faixas como “Gostosin”, de Anitta, “Caos e Sal”, de Iza, “Dopamina”, de Ludmilla, “Whiskey com Água de Choro”, também de Ludmilla, além de “Palco (Remix)”, de Alok, Gilberto Gil e Watzgood, e “Meu Verão”, de Vintage Culture, Magi, Doral e Blotz — dois sinais claros de que o eletrônico brasileiro também está vivo no radar.
No sertanejo, a força segue menos concentrada em um único “hit nacional da semana” e mais na permanência do gênero em catálogo, agenda de shows, vídeos curtos, rádios regionais e buscas orgânicas. Isso explica por que o gênero continua central em qualquer pauta de consumo musical, mesmo em semanas em que o ranking mais visível parece dominado pelo pop. É um comportamento parecido com o do futebol no noticiário esportivo: nem sempre lidera todos os indicadores diários, mas raramente deixa de estruturar a audiência.
Luísa Sonza entra no radar, mas o destaque de vídeo desta vez é eletrônico
No pop nacional, um dos nomes mais comentados da semana é Luísa Sonza, que lançou o álbum “Brutal Paraíso” e, na sequência, o clipe de “Loira Gelada”, uma das faixas mais comentadas do projeto. O lançamento ocorreu em 8 de abril, com a música sendo apresentada como um dos motores da nova fase da artista. A própria cobertura especializada destaca o peso simbólico do clipe e a centralidade da faixa no novo disco.
Mas, para efeito de rede social e para obedecer ao recorte desta pauta, o vídeo principal desta matéria fica no eletrônico, justamente para diferenciar a chamada e capturar um público que costuma reagir bem a títulos do tipo “o clipe eletrônico que voltou a bombar”, “a faixa dance que entrou no radar do Brasil” ou “o vídeo que está furando a bolha do pop”.
Por que esse tipo de pauta funciona tão bem
Pautas de música com lista têm uma vantagem editorial evidente: elas somam busca orgânica, consumo rápido, tempo de permanência e compartilhamento em rede. Termos como “as mais ouvidas”, “top 20”, “qual está em 1º”, “veja a lista” e “assista ao clipe” costumam performar bem em Google Discover, busca tradicional e redes sociais porque respondem a uma intenção simples do leitor: atualização instantânea.
Além disso, o formato permite abrir múltiplas frentes:
- matéria com alto CTR no site;
- recorte para Instagram com “Top 5”;
- carrossel com “Top 10”;
- vídeo curto com “o clipe eletrônico da semana”;
- chamada no X/Twitter com pergunta (“você concorda com o Top 3?”).
No cenário atual, em que o entretenimento disputa atenção com política, economia e hard news, a música segue sendo um dos poucos assuntos capazes de unir volume de busca, leveza editorial e potencial de viralização transversal.
O que essa lista revela sobre abril no Brasil
O retrato de abril mostra três movimentos simultâneos:
- O pop internacional segue dominando as vitrines mais visíveis, especialmente rádio e playlists premium;
- A música brasileira continua forte, mas espalhada entre múltiplos polos — pop, funk, pagode, eletrônico e catálogo sertanejo;
- O eletrônico voltou a ganhar espaço narrativo, sobretudo quando se conecta com clipes fortes, nostalgia, colaborações transgeracionais e faixas de pista com estética pop.
Em resumo: o Brasil continua sendo um mercado de enorme diversidade, mas, nesta semana, o jogo do clique e da circulação favorece uma combinação clara — pop internacional no topo, brasileiros disputando espaço com repertório pulverizado, e um clipe eletrônico como melhor gancho visual do momento.