Tocantins entra em alerta respiratório: gripe e vírus respiratórios avançam, pressionam hospitais e acendem sinal vermelho em Colinas e outras cidades

O Tocantins vive um aumento preocupante na circulação de vírus respiratórios, com crescimento nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) e pressão sobre a rede hospitalar. De acordo com dados mais recentes da Fiocruz (Boletim InfoGripe), o estado registrou, em 2026, 86 casos de SRAG e 2 mortes confirmadas. O Tocantins aparece entre os estados do Norte que lideram a alta de síndromes respiratórias, ao lado de Acre e Pará.
A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) reforçou o monitoramento em hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBSs). A circulação simultânea de diferentes vírus — como Influenza A, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e rinovírus — tem impactado principalmente crianças pequenas e idosos, gerando preocupação nas maiores cidades e no interior.
Colinas no radar da saúde pública
Em Colinas do Tocantins, a situação ganhou atenção especial. A prefeitura intensificou as ações de imunização contra a gripe, realizando mutirões na Praça 07 de Setembro entre os dias 13 e 17 de abril de 2026. A vacinação foi ampliada para toda a população a partir de 6 meses de idade e prorrogada até julho em alguns municípios. Essas medidas reforçam o cenário de alerta regional diante do avanço dos quadros gripais.
O que está por trás da disparada?
Segundo o InfoGripe da Fiocruz, o Tocantins apresenta sinal de crescimento na tendência de longo prazo dos casos de SRAG (últimas seis semanas até a Semana Epidemiológica 14, de 5 a 11 de abril). O aumento ocorre em meio à circulação de múltiplos vírus respiratórios, comum nesta época do ano, mas agravado pela baixa cobertura vacinal em alguns grupos e pela pressão sazonal.
A SES-TO ampliou a vacinação contra a influenza para toda a população elegível, após a campanha inicial ter sido direcionada a grupos prioritários. A vacina continua disponível nas unidades de saúde e é considerada a principal forma de prevenção contra casos graves de gripe.
Situação dos hospitais e UPAs
Embora ainda não haja relato oficial de superlotação generalizada, a Secretaria de Saúde reforça a vigilância para evitar sobrecarga nas UPAs e hospitais. Especialistas recomendam atenção redobrada aos sintomas como febre alta, tosse persistente, falta de ar e cansaço, especialmente em crianças menores de 2 anos e idosos.
O que fazer para se proteger:
- Vacine-se contra a gripe (disponível gratuitamente na rede pública);
- Mantenha higiene das mãos e use máscara em ambientes lotados se estiver com sintomas;
- Evite aglomerações e procure atendimento médico precoce em caso de piora respiratória;
- Crianças e idosos devem ter prioridade na vacinação.
A Secretaria de Estado da Saúde e as prefeituras seguem monitorando o cenário. A recomendação é que a população não deixe de se vacinar, pois a imunização reduz significativamente o risco de complicações e hospitalizações.