Diário Tocantinense em Belém: abertura do Chocolat Amazônia lota Hangar e transforma cacau em vitrine de negócio, cultura e arte

Diário Tocantinense em Belém: abertura do Chocolat Amazônia lota Hangar e transforma cacau em vitrine de negócio, cultura e arte
Pedro Ailton CastroPor Pedro Ailton Castro 24 de abril de 2026 1

O cacau amazônico entrou em cena com força nesta quinta-feira (23), em Belém, na abertura da 10ª edição do Chocolat Amazônia, um dos maiores eventos do setor na América Latina. Com estandes cheios, degustações, chefs, produtores, famílias e turistas circulando pelos corredores do Hangar Centro de Convenções, o festival abriu com cara de grande vitrine da economia criativa, da gastronomia e da bioeconomia da região. A cobertura especial do Diário Tocantinense acompanha o evento direto do Pará.

O repórter Pedro Ailton esteve no Hangar durante a abertura, acompanhou a movimentação do público, registrou os bastidores da feira e conversou com visitantes e expositores. A expectativa da organização é receber cerca de 80 mil visitantes ao longo dos quatro dias de programação, que segue até domingo (26), com entrada gratuita e funcionamento das 14h às 22h.

Nos corredores do espaço, o clima foi de feira lotada desde as primeiras horas. Chocolates artesanais, flores, produtos regionais, experiências sensoriais e demonstrações ao vivo transformaram a abertura em um grande encontro entre consumo, identidade regional e valorização do cacau amazônico. Mais do que um evento gastronômico, o festival mostrou, já na primeira noite, como o chocolate se tornou linguagem de mercado, cultura e posicionamento para a produção local.

Um dos momentos de maior atenção do público foi no Ateliê do Chocolate, onde o chef Léo Vilela produziu, ao vivo, uma escultura feita inteiramente de chocolate. A apresentação virou parada obrigatória para quem passava pelo pavilhão e ajudou a transformar a abertura em espetáculo visual. A cena reforçou uma das marcas do evento: a tentativa de apresentar o chocolate não apenas como produto final, mas como experiência, técnica e arte.

Além da performance no ateliê, Léo Vilela também integra a programação desta sexta-feira (24), quando participa da Cozinha Show com a aula “Bolo Capivara”, ampliando a presença de chefs convidados em uma agenda que mistura demonstração culinária, entretenimento e valorização de ingredientes regionais.

Durante a abertura, o criador do evento e CEO da MVU Empreendimentos, Marco Lessa, reforçou que o Chocolat Amazônia ultrapassa a lógica de feira de vendas. Segundo ele, a proposta é discutir geração de renda, fortalecimento do produtor, agroindústria, sustentabilidade e o avanço do cacau brasileiro no mercado internacional. A fala resume bem o eixo central do festival: o chocolate aparece como porta de entrada, mas o debate real passa por cadeia produtiva, valor agregado e disputa de mercado.

Entre os expositores, a percepção é semelhante. A produtora Viviane Quaresma, da Filha do Combu, destacou a importância da feira como espaço de visibilidade, troca de experiências e circulação de conhecimento. Para quem vive da produção local, o evento funciona ao mesmo tempo como vitrine comercial e ambiente de conexão com novas ideias, tendências e oportunidades de negócio.

Se a abertura foi marcada pelo fluxo de público e pelo apelo visual dos estandes, esta sexta-feira (24) aprofunda o lado técnico do festival com o Fórum Cacau, um dos núcleos mais relevantes da programação. Ao longo do dia, o espaço reúne seis painéis e 18 palestras sobre temas como sustentabilidade, inovação, industrialização, agricultura familiar, povos tradicionais e o futuro da cacauicultura brasileira. A proposta é colocar no centro do debate não apenas o chocolate pronto para consumo, mas toda a estrutura econômica, ambiental e social que sustenta o setor.

A programação começa pela manhã com discussões sobre contexto global do cacau, riscos de oferta, volatilidade de preços e agenda climática, e avança para temas como cadeia de valor, comercialização mais justa, sistemas agroflorestais, industrialização na Amazônia e produção de agricultores familiares, indígenas, ribeirinhos e quilombolas. O fórum também encerra o dia com um debate sobre ciência, tecnologia e formação de capital humano, em um movimento que reforça o peso estratégico da produção amazônica dentro da economia do cacau.

Na parte gastronômica, a Cozinha Show também ganha destaque nesta sexta-feira. A programação inclui a chef Tatiany Falcão, com a aula “Chocolate & Spirit: do cacau à experiência – a alquimia dos sabores no copo”; o chef Léo Vilela, com “Bolo Capivara”; a chef Mariana Corbetta, da Argentina, com biscoito de chocolate com bombom de whisky; e a chef Tábata Romero, com “Bolo Matilda – A explosão de chocolate que virou tendência”. A Cozinha Kids também segue ativa, com aulas ao longo da tarde, enquanto o Ateliê do Chocolate permanece aberto das 14h às 22h.

O Chocolat Festival Amazônia & Flor Pará segue até domingo (26), no Hangar Convenções & Feiras da Amazônia, em Belém, com entrada gratuita. Com cobertura especial direto do evento, o Diário Tocantinenseacompanha os bastidores, a movimentação do público e as discussões que mostram como o cacau brasileiro deixou de ocupar apenas o lugar de matéria-prima e passou a disputar espaço como produto de valor, ativo cultural e motor de desenvolvimento regional.

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