Hantavírus reacende alerta após mortes em cruzeiro, mas não é novo vírus
A circulação de conteúdos nas redes sociais sobre um suposto “novo vírus” chamado “Antavirus” acendeu alertas entre usuários e levantou dúvidas sobre possíveis riscos sanitários. A apuração mostra, no entanto, que o termo não aparece em registros oficiais da Organização Mundial da Saúde (OMS), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou do Ministério da Saúde.
O que existe oficialmente é o hantavírus, causador da hantavirose, doença já conhecida pelas autoridades sanitárias e monitorada há décadas em diferentes países, incluindo o Brasil. A enfermidade é transmitida principalmente pelo contato com fezes, urina ou saliva de roedores silvestres contaminados.
Nos últimos dias, a OMS confirmou casos de hantavírus ligados a um cruzeiro internacional, após registros de infecção e mortes entre passageiros. O episódio impulsionou buscas na internet e favoreceu a disseminação de conteúdos com nomes incorretos ou sem comprovação científica.
Segundo o Ministério da Saúde, os sintomas da hantavirose incluem febre, dores musculares, mal-estar, dificuldade respiratória e, em casos graves, comprometimento pulmonar e cardiovascular. A recomendação é evitar contato com locais fechados com sinais de infestação de ratos e reforçar medidas de higiene.
A Anvisa não emitiu alerta específico sobre “Antavirus”. O nome da agência apareceu em publicações relacionadas ao tema por causa do registro de testes voltados ao diagnóstico da hantavirose.
Especialistas ouvidos por órgãos de saúde também descartam a existência de um novo vírus com esse nome e alertam para a disseminação de informações sem confirmação oficial. A orientação é buscar dados em canais institucionais e evitar compartilhamento de conteúdos sem origem verificada.