Hantavírus preocupa por atingir o pulmão e ter alta letalidade; saiba o que especialistas dizem sobre a doença

Hantavírus preocupa por atingir o pulmão e ter alta letalidade; saiba o que especialistas dizem sobre a doença
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 18 de maio de 2026 0

O hantavírus voltou ao centro das atenções sanitárias após novos casos registrados nas Américas reacenderem alertas sobre a doença, conhecida pelo alto potencial de agravamento pulmonar e pela taxa elevada de mortalidade em quadros graves. Embora especialistas descartem risco imediato de pandemia, médicos reforçam que o vírus pode evoluir rapidamente e provocar insuficiência respiratória severa.

Transmitido principalmente por partículas presentes na urina, fezes e saliva de roedores silvestres, o hantavírus costuma infectar humanos em ambientes rurais, galpões fechados, áreas de mata e locais com infestação de ratos silvestres. A infecção ocorre quando a pessoa inala partículas contaminadas suspensas no ar durante limpeza ou movimentação de materiais armazenados.

Segundo especialistas, o maior temor está relacionado à Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus, forma mais grave da doença identificada nas Américas. O quadro pode começar com sintomas semelhantes aos de uma gripe comum, mas evoluir rapidamente para comprometimento pulmonar intenso.

Quais são os sintomas

Os sintomas iniciais incluem:

  • febre alta;
  • dores musculares;
  • fadiga intensa;
  • dor de cabeça;
  • náuseas;
  • dor abdominal.

Após alguns dias, parte dos pacientes pode desenvolver:

  • falta de ar;
  • acúmulo de líquido nos pulmões;
  • queda de pressão;
  • insuficiência respiratória aguda.

Em casos graves, a evolução pode ocorrer em poucas horas. Estudos internacionais apontam taxas de letalidade que variam entre 30% e 40% na síndrome pulmonar causada pelo vírus nas Américas. Existe transmissão entre pessoas?

Especialistas afirmam que esse é um dos pontos que diferencia o hantavírus de doenças como Covid-19 ou influenza. A transmissão entre humanos é considerada rara e limitada a algumas variantes específicas identificadas na América do Sul, especialmente na Argentina e no Chile.

A maior parte dos casos continua associada ao contato ambiental com secreções de roedores contaminados.

Por que o vírus voltou a preocupar

O alerta internacional aumentou após autoridades sanitárias registrarem crescimento de casos em algumas regiões rurais e reforçarem preocupação com mudanças ambientais, desmatamento e expansão humana sobre áreas silvestres.

Pesquisadores apontam que alterações climáticas e mudanças no habitat dos roedores podem aumentar o contato entre humanos e animais transmissores.

Além disso, médicos destacam que o diagnóstico costuma ser difícil nos primeiros dias, porque os sintomas se confundem com dengue, gripe, leptospirose e outras doenças infecciosas.

Como prevenir

Autoridades sanitárias recomendam:

  • evitar contato com fezes e urina de roedores;
  • manter ambientes ventilados antes de limpar locais fechados;
  • usar máscara e luvas durante limpeza de depósitos, celeiros e galpões;
  • armazenar alimentos corretamente;
  • controlar infestação de ratos em áreas rurais e urbanas.

Especialistas ressaltam que, apesar da alta gravidade clínica, o hantavírus possui baixo potencial epidêmico justamente porque sua transmissão não ocorre de forma sustentada entre pessoas na maior parte das variantes conhecidas. (cdc.gov)

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