FAB nega registro de OVNI no Paraná e Abin desconhece documento divulgado por influenciador
O vídeo de um suposto OVNI registrado no Paraná ganhou forte repercussão nas redes sociais e colocou dois órgãos federais no centro do debate: a Força Aérea Brasileira (FAB) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin). As imagens foram divulgadas pelo influenciador Mayk Leão, morador de Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba, que afirmou ter visto luzes incomuns próximas ao sítio onde vive.
O caso viralizou depois que Mayk relatou uma sequência de acontecimentos considerados estranhos na propriedade. Segundo ele, animais teriam ficado agitados, sons incomuns foram percebidos na região e, durante a noite, um objeto luminoso teria permanecido parado por alguns instantes sobre uma área de mata antes de desaparecer.
Nas redes sociais, o influenciador afirmou que não acreditava se tratar de avião ou drone. Ele também chegou a divulgar um desenho do que teria visto e relatou que o objeto possuía luzes coloridas. A repercussão foi imediata e mobilizou curiosos, páginas de ufologia e internautas que passaram a cobrar explicações oficiais.
Diante do alvoroço, a FAB se manifestou por meio do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea). Segundo a Força Aérea, no dia 31 de maio, data apontada nos relatos, nenhum objeto foi identificado pelos radares de defesa aérea e também não houve comunicação de aeroportos locais sobre presença de objeto desconhecido na região.
A FAB informou ainda que o controle do espaço aéreo ocorreu dentro da normalidade. Na prática, a manifestação oficial afasta, até o momento, a existência de qualquer registro técnico ou operacional que confirme a presença de um objeto voador não identificado no espaço aéreo monitorado.
Outro ponto que aumentou a repercussão foi um suposto documento divulgado por Mayk Leão. Segundo o influenciador, o material teria sido enviado por uma pessoa ligada à Abin com objetivo de marcar uma reunião para tratar do episódio.
A Agência Brasileira de Inteligência, porém, negou qualquer envolvimento. Em nota, a Abin informou que não entrou em contato com o influenciador e que não reconhece o documento que circula nas redes sociais sobre o caso. Ou seja, oficialmente, o órgão não confirma a autenticidade do material atribuído à agência.
Com isso, o caso segue sem confirmação oficial. Até agora, o que existe é o relato do influenciador, vídeos publicados nas redes sociais, a repercussão pública e as negativas dos órgãos federais sobre qualquer registro, contato ou documento reconhecido.
A história também serve de alerta para a circulação de informações sensíveis nas redes. Em casos envolvendo supostos fenômenos aéreos, documentos oficiais ou contatos de órgãos de inteligência, a checagem é fundamental antes de qualquer conclusão.
No Tocantins e em todo o Brasil, o tema chamou atenção pela curiosidade popular em torno de supostos OVNIs. No entanto, pelas manifestações oficiais conhecidas até o momento, nem a FAB confirmou anormalidade no espaço aéreo, nem a Abin reconheceu o suposto documento divulgado pelo influenciador.