Homem desaparece ao nadar no rio Tocantins e é encontrado morto próximo à Usina de Lajeado
Um homem de 35 anos morreu após desaparecer enquanto nadava no rio Tocantins, na região conhecida como Pedral, próxima à Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães, em Palmas. O corpo foi localizado pelo Corpo de Bombeiros Militar do Tocantins após uma operação de buscas iniciada ainda no sábado (7).
A vítima foi identificada como Leandro Vieira Sousa. Segundo informações repassadas pelos bombeiros, ele estava com familiares e amigos às margens do rio quando decidiu nadar em direção a um conjunto de pedras localizado a cerca de 100 metros da margem. Durante o trajeto, desapareceu nas águas e não voltou à superfície.
Testemunhas acionaram o Corpo de Bombeiros, que iniciou as buscas no local indicado. Equipes especializadas em mergulho realizaram varreduras subaquáticas na área onde a vítima foi vista pela última vez.
Após horas de trabalho, os militares localizaram o corpo a aproximadamente sete metros de profundidade. A operação contou com mergulhadores da Companhia Independente de Busca e Salvamento, unidade especializada em ocorrências aquáticas.
Após o resgate, o corpo foi retirado da água e encaminhado para os procedimentos legais. O caso também foi comunicado às autoridades responsáveis pela investigação.
Áreas profundas exigem atenção
O afogamento ocorreu em uma região frequentemente utilizada para lazer, mas que apresenta riscos devido à profundidade, à correnteza e às variações do relevo submerso. Especialistas alertam que rios podem esconder obstáculos naturais, mudanças bruscas de profundidade e correntes difíceis de serem percebidas da superfície.
Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) apontam que milhares de brasileiros morrem por afogamento todos os anos, sendo os rios um dos ambientes com maior número de ocorrências. A entidade recomenda que banhistas evitem nadar sozinhos, respeitem seus limites físicos e procurem locais supervisionados sempre que possível.
O Corpo de Bombeiros reforça que áreas próximas a pedras, estruturas de usinas e trechos profundos exigem cuidados redobrados. Em situações de emergência, a orientação é acionar imediatamente o telefone 193.
As circunstâncias exatas do afogamento serão apuradas pelas autoridades competentes. O caso reacende o alerta sobre os perigos presentes em ambientes aquáticos naturais e a importância da prevenção para evitar novas tragédias.