Brasil estreia contra Marrocos e reacende paixão nacional às vésperas do Mundial
A bola já começou a rolar na Copa do Mundo de 2026, mas para milhões de brasileiros o torneio só começa de verdade neste sábado (13), quando a Seleção Brasileira enfrenta Marrocos, às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A expectativa em torno da estreia mobiliza torcedores, impulsiona vendas no comércio, movimenta bares e transforma a rotina de quem acompanha futebol como uma das principais paixões nacionais.
Mesmo antes do primeiro jogo do Brasil, o clima de Copa já tomou conta de ruas, centros comerciais e estabelecimentos especializados em transmissões esportivas. Em Goiânia, Palmas e diversas cidades do país, comerciantes relatam aumento na procura por camisas da Seleção, bandeiras, acessórios e artigos nas cores verde e amarela.
O fenômeno não é novidade. A Copa do Mundo continua sendo o maior evento esportivo do planeta e um dos poucos capazes de mobilizar simultaneamente diferentes gerações, classes sociais e regiões do país.
Uma estreia cercada por expectativas
O adversário da Seleção Brasileira também ajuda a aumentar a atenção dos torcedores. Marrocos chega ao Mundial carregando o prestígio de ter protagonizado uma das campanhas mais marcantes da história recente das Copas ao alcançar as semifinais em 2022.
O desempenho transformou a equipe africana em uma das seleções mais respeitadas fora do eixo tradicional do futebol mundial.
Por isso, apesar do favoritismo brasileiro, especialistas alertam que a estreia exige atenção.
Para o jornalista esportivo Paulo Vinícius Coelho (PVC), a partida representa mais do que três pontos.
“Estreias em Copa sempre carregam um componente emocional muito forte. O Brasil entra pressionado pela expectativa do torcedor e pela responsabilidade de confirmar o favoritismo. Um bom resultado ajuda a consolidar confiança para o restante da competição”, analisa.
A Seleção chega ao torneio tentando encerrar um jejum que já dura 24 anos. O último título mundial foi conquistado em 2002, na Copa disputada na Coreia do Sul e no Japão.
Desde então, o Brasil acumulou eliminações dolorosas, incluindo a derrota por 7 a 1 para a Alemanha em 2014 e quedas nas quartas de final nas últimas edições do torneio.
Bares e comércio apostam na estreia
A expectativa não está apenas dentro de campo.
Bares esportivos em diversas cidades já registram aumento nas reservas para a partida de sábado. Em Goiânia, estabelecimentos da Região Marista e do Setor Bueno prepararam telões, promoções e programações especiais para receber torcedores.
O comércio também acompanha o movimento.
Levantamentos da Confederação Nacional do Comércio (CNC) indicam que períodos de Copa costumam impulsionar setores como vestuário, alimentação, bebidas, eletrônicos e entretenimento.
Além das tradicionais camisas da Seleção, cresce a procura por bandeiras, acessórios e produtos temáticos.
Nos shoppings, a expectativa é de aumento no fluxo de visitantes durante os jogos, especialmente em espaços que prepararam transmissões coletivas das partidas.
Muito além do futebol
A Copa do Mundo movimenta bilhões de dólares, mas seu impacto vai além dos números.
Para sociólogos e pesquisadores do esporte, o torneio funciona como um raro momento de identidade coletiva em um país marcado por diferenças regionais, sociais e políticas.
Durante algumas semanas, a rotina muda. Horários são adaptados, reuniões são remarcadas e milhares de pessoas passam a organizar compromissos em função dos jogos da Seleção.
É justamente essa capacidade de mobilização que faz da Copa um fenômeno cultural único.
Neste sábado, quando a bola rolar diante de Marrocos, o Brasil iniciará mais uma tentativa de alcançar o hexacampeonato. E, independentemente do resultado, milhões de torcedores estarão diante das telas repetindo um ritual que atravessa gerações: acreditar que desta vez a taça pode voltar para casa.