Brasil estreia contra Marrocos e reacende paixão nacional às vésperas do Mundial

Brasil estreia contra Marrocos e reacende paixão nacional às vésperas do Mundial
Torcedores brasileiros entram no clima da Copa do Mundo e se preparam para acompanhar a estreia da Seleção contra Marrocos.
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 11 de junho de 2026 0

A bola já começou a rolar na Copa do Mundo de 2026, mas para milhões de brasileiros o torneio só começa de verdade neste sábado (13), quando a Seleção Brasileira enfrenta Marrocos, às 19h, no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

A expectativa em torno da estreia mobiliza torcedores, impulsiona vendas no comércio, movimenta bares e transforma a rotina de quem acompanha futebol como uma das principais paixões nacionais.

Mesmo antes do primeiro jogo do Brasil, o clima de Copa já tomou conta de ruas, centros comerciais e estabelecimentos especializados em transmissões esportivas. Em Goiânia, Palmas e diversas cidades do país, comerciantes relatam aumento na procura por camisas da Seleção, bandeiras, acessórios e artigos nas cores verde e amarela.

O fenômeno não é novidade. A Copa do Mundo continua sendo o maior evento esportivo do planeta e um dos poucos capazes de mobilizar simultaneamente diferentes gerações, classes sociais e regiões do país.

Uma estreia cercada por expectativas

O adversário da Seleção Brasileira também ajuda a aumentar a atenção dos torcedores. Marrocos chega ao Mundial carregando o prestígio de ter protagonizado uma das campanhas mais marcantes da história recente das Copas ao alcançar as semifinais em 2022.

O desempenho transformou a equipe africana em uma das seleções mais respeitadas fora do eixo tradicional do futebol mundial.

Por isso, apesar do favoritismo brasileiro, especialistas alertam que a estreia exige atenção.

Para o jornalista esportivo Paulo Vinícius Coelho (PVC), a partida representa mais do que três pontos.

“Estreias em Copa sempre carregam um componente emocional muito forte. O Brasil entra pressionado pela expectativa do torcedor e pela responsabilidade de confirmar o favoritismo. Um bom resultado ajuda a consolidar confiança para o restante da competição”, analisa.

A Seleção chega ao torneio tentando encerrar um jejum que já dura 24 anos. O último título mundial foi conquistado em 2002, na Copa disputada na Coreia do Sul e no Japão.

Desde então, o Brasil acumulou eliminações dolorosas, incluindo a derrota por 7 a 1 para a Alemanha em 2014 e quedas nas quartas de final nas últimas edições do torneio.

Bares e comércio apostam na estreia

A expectativa não está apenas dentro de campo.

Bares esportivos em diversas cidades já registram aumento nas reservas para a partida de sábado. Em Goiânia, estabelecimentos da Região Marista e do Setor Bueno prepararam telões, promoções e programações especiais para receber torcedores.

O comércio também acompanha o movimento.

Levantamentos da Confederação Nacional do Comércio (CNC) indicam que períodos de Copa costumam impulsionar setores como vestuário, alimentação, bebidas, eletrônicos e entretenimento.

Além das tradicionais camisas da Seleção, cresce a procura por bandeiras, acessórios e produtos temáticos.

Nos shoppings, a expectativa é de aumento no fluxo de visitantes durante os jogos, especialmente em espaços que prepararam transmissões coletivas das partidas.

Muito além do futebol

A Copa do Mundo movimenta bilhões de dólares, mas seu impacto vai além dos números.

Para sociólogos e pesquisadores do esporte, o torneio funciona como um raro momento de identidade coletiva em um país marcado por diferenças regionais, sociais e políticas.

Durante algumas semanas, a rotina muda. Horários são adaptados, reuniões são remarcadas e milhares de pessoas passam a organizar compromissos em função dos jogos da Seleção.

É justamente essa capacidade de mobilização que faz da Copa um fenômeno cultural único.

Neste sábado, quando a bola rolar diante de Marrocos, o Brasil iniciará mais uma tentativa de alcançar o hexacampeonato. E, independentemente do resultado, milhões de torcedores estarão diante das telas repetindo um ritual que atravessa gerações: acreditar que desta vez a taça pode voltar para casa.

Notícias relacionadas