Copa começa sob festa, mudanças e desafios logísticos inéditos
A Copa do Mundo de 2026 começou cercada por uma mistura de entusiasmo, inovação e incertezas. Realizado pela primeira vez em três países — Estados Unidos, México e Canadá —, o torneio já enfrenta desafios logísticos, mudanças de protocolo e situações inesperadas envolvendo seleções participantes.
Considerada a maior edição da história, a competição reúne 48 seleções, contra 32 nas edições anteriores, e será disputada em 16 cidades-sede espalhadas pelos três países. A ampliação do número de equipes e a divisão da organização entre diferentes nações transformaram o Mundial em uma operação sem precedentes para a Fifa.
As novidades começaram antes mesmo da bola rolar. Pela primeira vez, a Copa terá mais de uma cerimônia de abertura. O evento principal foi realizado no Estádio Azteca, na Cidade do México, com apresentações de artistas internacionais e a participação de Shakira, uma das intérpretes da música oficial do torneio.
Já nesta sexta-feira, o Canadá realizou sua própria festa de abertura em Toronto, reforçando o caráter multinacional do evento. A programação incluiu artistas canadenses e apresentações voltadas à identidade cultural do país.
Além das celebrações, os bastidores da competição também chamam atenção. Algumas seleções chegaram ao Mundial enfrentando problemas de última hora. Lesões obrigaram mudanças em listas de convocados, enquanto outras delegações precisaram lidar com questões burocráticas e regulatórias.
O Haiti, adversário do Brasil na fase de grupos, virou notícia por motivos extracampo. A Fifa determinou alterações na camisa que seria utilizada pela seleção caribenha após questionamentos sobre elementos históricos presentes no uniforme. A decisão gerou debate sobre identidade nacional e aplicação das regras da entidade.
Outra preocupação envolve a logística para torcedores. Com jogos distribuídos entre três países e milhares de quilômetros de distância entre algumas sedes, especialistas apontam que esta poderá ser uma das Copas mais complexas da história para deslocamentos. A necessidade de viagens internacionais durante a competição, somada a controles migratórios e diferenças operacionais entre os países anfitriões, aumenta o desafio para quem pretende acompanhar mais de uma partida presencialmente.
Dentro de campo, a expectativa continua concentrada nas principais seleções. O Brasil estreia diante do Marrocos e busca encerrar um jejum que dura desde 2002. A seleção comandada por Carlo Ancelotti chega cercada por expectativa, mas também pela pressão de disputar um torneio que já nasce marcado por transformações profundas no formato tradicional da Copa do Mundo.
Entre festas, ajustes e desafios operacionais, a edição de 2026 começa deixando claro que o maior Mundial da história também será um dos mais complexos já organizados.