Mais de 428 mil tocantinenses já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional

Mais de 428 mil tocantinenses já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional
Fernanda CappellessoPor Fernanda Cappellesso 17 de junho de 2026 0

Mais de 428,1 mil moradores do Tocantins já emitiram a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), segundo dados atualizados do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O número representa 27,14% da população do estado e acompanha o avanço da implantação do documento em todo o país.

Em âmbito nacional, mais de 55,8 milhões de brasileiros já possuem a nova identidade. A emissão ocorre em ritmo acelerado: atualmente, a média é de 39,6 mil documentos expedidos por dia e cerca de 1,13 milhão por mês. Apenas nos primeiros dias de junho de 2026, mais de 782 mil novas carteiras foram emitidas.

A CIN substitui gradualmente o antigo Registro Geral (RG) e adota o Cadastro de Pessoa Física (CPF) como número único de identificação do cidadão. A mudança busca eliminar duplicidades existentes entre os estados e aumentar a segurança dos registros públicos.

A primeira via do documento é gratuita e pode ser solicitada mediante apresentação da certidão de nascimento ou de casamento.

Mais segurança e integração digital

Uma das principais novidades da Carteira de Identidade Nacional é a incorporação de mecanismos modernos de segurança. O documento possui QR Code que permite verificar sua autenticidade por meio de aplicativo oficial disponibilizado gratuitamente para celulares.

A nova identidade também está integrada aos sistemas biométricos de identificação, ampliando a proteção contra fraudes e fortalecendo o acesso seguro a serviços públicos.

Além da versão física, os cidadãos podem acessar a CIN em formato digital diretamente pelo aplicativo GOV.BR. A funcionalidade permite utilizar o documento em diferentes situações cotidianas e facilita a comprovação da identidade em serviços eletrônicos.

Outra vantagem é a possibilidade de vincular diversos registros em um único ambiente digital. Entre os documentos que podem ser integrados estão Carteira Nacional de Habilitação (CNH), Título de Eleitor, Carteira de Trabalho, certificado militar, PIS/Pasep, NIS e NIT.

Mudanças também atingem benefícios sociais

A nova identidade passa a ocupar papel estratégico na modernização dos cadastros públicos. O governo federal considera a CIN uma das bases da Infraestrutura Pública Digital de Identificação Civil e aposta no documento para aumentar a confiabilidade das informações utilizadas em programas sociais.

Em abril deste ano, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos definiu um cronograma para adoção da carteira em processos relacionados à concessão e renovação de benefícios.

A partir de janeiro de 2027, pessoas que não possuem biometria cadastrada deverão apresentar a nova identidade para acesso aos programas. Já os cidadãos que possuem biometria registrada na Justiça Eleitoral, na Carteira Nacional de Habilitação ou no passaporte terão prazo até janeiro de 2028.

Validade varia conforme a idade

Os prazos de validade da CIN variam de acordo com a faixa etária do titular. Para crianças com até 12 anos incompletos, o documento tem validade de cinco anos. Entre 12 e 60 anos incompletos, o prazo é de dez anos. Já para pessoas acima dos 60 anos, a validade passa a ser indeterminada.

Outro diferencial é a adoção de padrões internacionais de identificação. A nova carteira possui uma zona de leitura mecânica semelhante à utilizada em passaportes, permitindo sua utilização em viagens para países que mantêm acordos específicos com o Brasil, como os integrantes do Mercosul.

A expectativa do governo federal é ampliar gradualmente a emissão da CIN até que o documento se torne o principal instrumento de identificação civil dos brasileiros, integrando serviços digitais, fortalecendo a segurança dos cadastros públicos e simplificando o acesso da população a direitos e benefícios.

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