Brasil encara a Escócia em jogo decisivo sem retorno confirmado de Neymar
Camisa 10 voltou a treinar, mas presença em campo ainda é incerta; Seleção joga pela liderança do grupo contra os escoceses
A Seleção Brasileira volta a campo nesta quarta-feira (24) contra a Escócia, pela terceira rodada da fase de grupos da Copa do Mundo de 2026. A partida será disputada em Miami e pode definir a posição do Brasil no Grupo C, em um confronto tratado como decisivo para o caminho da equipe na sequência do Mundial.
A expectativa em torno de Neymar marcou a preparação para o jogo, mas o retorno do atacante ainda não está confirmado. O camisa 10 sofreu uma lesão grau 2 na panturrilha direita em maio, ficou fora das duas primeiras partidas da Seleção e, embora tenha voltado aos treinos, segue como incógnita para o duelo contra os escoceses.
A tendência é que Carlo Ancelotti não force a utilização do jogador desde o início. A comissão técnica avalia a condição física de Neymar com cautela para evitar risco de nova lesão em uma fase decisiva da competição.
Brasil busca liderança
O Brasil chega à última rodada da chave com a missão de confirmar a classificação e brigar pela primeira colocação do grupo. A posição final pode interferir diretamente no cruzamento da próxima fase, o que aumenta o peso do confronto.
Além da situação de Neymar, Ancelotti também precisa lidar com ajustes no setor ofensivo. Raphinha está lesionado e fica fora da partida, o que abre espaço para mudanças na escalação e pode levar o treinador a apostar em uma equipe com mais mobilidade pelos lados do campo.
A provável formação deve manter Vinicius Júnior como uma das principais referências ofensivas, com apoio de jogadores de velocidade e maior recomposição. A ideia é preservar equilíbrio entre ataque e defesa diante de uma Escócia que ainda disputa classificação.
Escócia joga por sobrevivência
A seleção escocesa entra em campo pressionada pela necessidade de pontuar. O time europeu vê o duelo contra o Brasil como uma chance de avançar na competição e deve apostar em marcação forte, transição rápida e bolas aéreas.
Para o Brasil, o jogo também serve como teste de maturidade. Depois de oscilar nas primeiras rodadas, a equipe precisa mostrar controle emocional, intensidade e capacidade de decisão sem depender exclusivamente de Neymar.
A partida deve mobilizar torcedores brasileiros em bares, ruas e comércios, especialmente pela combinação entre jogo decisivo, expectativa de classificação e incerteza sobre o camisa 10.