Terremotos deixam rastro de destruição na Venezuela; correspondente relata ao Diário Tocantinense: “As pessoas correram para as ruas em pânico”

Terremotos deixam rastro de destruição na Venezuela; correspondente relata ao Diário Tocantinense: “As pessoas correram para as ruas em pânico”
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 25 de junho de 2026 0

Dois fortes tremores atingiram Caracas e outras regiões do país; prédios foram danificados, moradores ficaram assustados e equipes de emergência foram mobilizadas

Dois fortes terremotos atingiram a Venezuela e deixaram um cenário de destruição, medo e incerteza nesta quarta-feira, 24. Os tremores foram sentidos em Caracas e em outras regiões do norte do país, provocando correria, danos em estruturas, interrupção de serviços e grande mobilização das equipes de emergência.

De acordo com informações preliminares, os abalos foram sentidos com força em áreas urbanas, levando moradores a deixarem prédios às pressas. Em Caracas, relatos apontam momentos de pânico, com pessoas nas ruas, sirenes, fachadas danificadas e equipes de socorro mobilizadas.

Em relato enviado ao Diário Tocantinense, o correspondente Francisco Uschoa, que acompanha a situação na Venezuela, descreveu o clima de tensão vivido pelos moradores após os tremores.

“As pessoas correram para as ruas em pânico. Muita gente saiu sem pegar nada, apenas tentando se proteger. O medo agora é de novos tremores e de prédios que ficaram comprometidos”, relatou Francisco Uschoa ao Diário Tocantinense.

As áreas mais atingidas ficam próximas de Caracas e de regiões do norte venezuelano, onde há registros de danos em estruturas públicas e privadas. Autoridades locais ativaram protocolos de emergência e orientaram a população a evitar prédios danificados, áreas com rachaduras e locais com risco de desabamento.

Equipes de emergência trabalham na avaliação dos danos e no atendimento às famílias atingidas. Em algumas regiões, moradores relataram interrupção no fornecimento de energia, falhas de comunicação e dificuldade de acesso a serviços básicos.

O governo venezuelano informou que órgãos de segurança, proteção civil e equipes de resgate foram mobilizados para acompanhar a situação, orientar moradores e prestar assistência às vítimas.

A recomendação das autoridades é que a população mantenha a calma, evite retornar a imóveis com sinais de comprometimento estrutural e siga as orientações oficiais, especialmente diante da possibilidade de novos tremores.

A Venezuela está localizada em uma região de atividade sísmica, no encontro entre placas tectônicas do Caribe e da América do Sul. Ainda assim, a força dos tremores surpreendeu moradores e reacendeu o alerta para riscos em áreas urbanas mais vulneráveis.

Até o momento, as autoridades seguem atualizando informações sobre feridos, danos materiais e possíveis vítimas. A prioridade das equipes de resgate é retirar famílias de áreas de risco, prestar atendimento médico e restabelecer os serviços essenciais.

Com os danos ainda sendo contabilizados, a Venezuela enfrenta agora uma corrida contra o tempo para garantir segurança à população e evitar novas tragédias em meio ao medo de réplicas.

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