De Olho na Política: Governo precisa ajustar titulares, Dorinha mira convenção, Vicentinho percorre o TO e crise Michelle-Flávio agita a direita

De Olho na Política: Governo precisa ajustar titulares, Dorinha mira convenção, Vicentinho percorre o TO e crise Michelle-Flávio agita a direita
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 26 de junho de 2026 0

O cenário político do Tocantins entrou em uma fase de maior movimentação, cobrança e definição de rumos. De um lado, o Governo do Estado precisa alinhar melhor seus novos titulares, reorganizar áreas estratégicas e dar mais ritmo à gestão. De outro, os pré-candidatos ao Palácio Araguaia seguem ocupando espaço, testando discurso e buscando consolidar base.

Dorinha amplia presença no Estado, Vicentinho Júnior percorre municípios e formata sua campanha, Ataídes Oliveira insiste na bandeira do combate à corrupção e a direita nacional acompanha mais uma crise envolvendo Michelle Bolsonaro e Flávio Bolsonaro, que repercutiu fortemente nas redes sociais.

Governo do Tocantins precisa alinhar novos titulares e mexer no governo

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Foto Ademir dos Anjos

O Governo do Tocantins vive um momento que exige mais alinhamento interno, presença política e ajuste administrativo. As mudanças feitas na estrutura precisam sair do campo das nomeações e chegar ao campo do resultado.

Novos titulares precisam entender rapidamente o ritmo da máquina, assumir protagonismo, dialogar com suas bases e entregar respostas. Em um ano pré-eleitoral, qualquer secretaria que não funciona bem vira ruído político e desgaste para o Palácio.

O governo precisa mexer onde for necessário, alinhar onde houver descompasso e cobrar mais presença dos auxiliares. Não basta trocar nomes. É preciso dar função política e administrativa a cada titular.

Gurupi em peso com Dorinha

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A senadora Professora Dorinha segue ampliando sua presença no Tocantins e Gurupi aparece como uma das cidades estratégicas nessa construção. A movimentação em torno do nome da parlamentar mostra que o sul do Estado será peça importante no projeto de 2026.

Dorinha tem buscado fortalecer a pré-campanha com diálogo regional, presença nos municípios e aproximação com lideranças políticas. Em visita recente a Gurupi, a senadora rebateu leituras sobre empate técnico e afirmou trabalhar com pesquisas internas que apontam vantagem em diferentes cenários.

A força em Gurupi não é apenas simbólica. O município é polo regional, tem peso eleitoral e influência sobre cidades vizinhas. Quem constrói base forte no sul entra mais competitivo na disputa estadual.

Ataídes ainda aposta no combate à corrupção

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O ex-senador Ataídes Oliveira continua tentando ocupar um espaço específico na disputa estadual: o discurso do combate à corrupção. Filiado ao Novo, ele tem buscado se diferenciar dos demais pré-candidatos justamente pela crítica ao sistema político tradicional e pela defesa de uma gestão mais austera.

A estratégia pode encontrar eco em parte do eleitorado que está cansado de promessas, acordos de bastidores e grupos que se revezam no poder. Mas o desafio de Ataídes é transformar esse discurso em musculatura eleitoral.

Falar de corrupção chama atenção, mas campanha majoritária exige capilaridade, palanque, nomes nos municípios, presença popular e capacidade de ampliar para além de uma única bandeira.

Vicentinho Júnior percorre o Tocantins e formata campanha

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O deputado federal Vicentinho Júnior segue percorrendo o Tocantins e tentando dar forma à sua pré-campanha ao Governo do Estado. A estratégia tem sido de presença nos municípios, escuta de lideranças e construção de imagem como alternativa competitiva ao Palácio Araguaia.

Vicentinho oficializou sua pré-candidatura em maio, em Porto Nacional, com Amélio Cayres anunciado como pré-candidato a vice-governador e Alexandre Guimarães como pré-candidato ao Senado.

Além da articulação política, Vicentinho também tem usado a destinação de recursos como vitrine de atuação parlamentar. Levantamento divulgado em junho apontou mais de R$ 73 milhões viabilizados em 2026 para áreas como saúde, infraestrutura, educação, assistência social, esporte e segurança pública.

Dorinha marca convenção para 4 de agosto

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Crédito: -Waldemir-Barreto

A senadora Professora Dorinha já trabalha com data no calendário político: 4 de agosto. A convenção deve ser um dos momentos mais importantes da pré-campanha, servindo para demonstrar força, reunir aliados, organizar palanques e apresentar o desenho do grupo para a disputa estadual.

Convenção não é apenas ato formal. É fotografia política. É ali que se mede quem está junto, quem apenas conversa e quem realmente entrou no projeto.

Para Dorinha, o desafio será transformar o evento em demonstração de unidade. Em uma disputa estadual, tamanho de grupo, presença de prefeitos, vereadores, suplentes, lideranças regionais e partidos aliados pesa muito na leitura de força.

Michelle, Flávio Bolsonaro e a crise nas redes

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Crédito: Reprodução

A direita nacional foi sacudida por uma crise pública envolvendo Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro. Michelle afirmou em vídeo que foi “maltratada” e “humilhada” pelo enteado durante uma ligação. A repercussão foi imediata nas redes sociais e expôs tensões internas no grupo bolsonarista.

Após a repercussão, Flávio negou ter humilhado Michelle, disse que não teve intenção de ofender e pediu desculpas publicamente. O senador tentou reduzir o desgaste provocado pelo episódio.

O caso vai além de uma crise familiar. Michelle se tornou uma das principais figuras públicas do bolsonarismo, especialmente entre mulheres, evangélicos e conservadores. Flávio, por sua vez, tenta ocupar espaço como herdeiro político direto do ex-presidente Jair Bolsonaro. Quando os dois entram em rota de colisão, o impacto chega às bases da direita em todo o país.

O Tocantins entra em uma fase em que cada movimento passa a ter peso eleitoral. O governo precisa ajustar a casa, Dorinha tenta consolidar liderança, Vicentinho ocupa território, Ataídes insiste no discurso anticorrupção e a direita nacional administra suas próprias crises.

A política está em movimento. E quem não organizar grupo, discurso e presença agora pode chegar atrasado quando a campanha começar de verdade.

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