Um ano e meio após queda da Ponte JK, MPF apura danos em rodovias usadas como rotas alternativas
O Diário Tocantinense teve acesso ao procedimento instaurado pelo Ministério Público Federal (MPF) que investiga os impactos causados pelo aumento do tráfego nas rodovias do Tocantins após o desabamento da Ponte Juscelino Kubitschek (JK). A apuração busca identificar a extensão dos danos provocados nas vias utilizadas como rotas alternativas e verificar as medidas adotadas pelos órgãos responsáveis para sua recuperação.
De acordo com os documentos analisados pela reportagem, o procedimento pretende reunir informações junto ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e aos demais órgãos envolvidos sobre as condições das rodovias, os serviços de manutenção executados e as ações planejadas para garantir a segurança dos usuários.
Desde o colapso da Ponte JK, motoristas de veículos leves e, principalmente, caminhões passaram a utilizar rotas alternativas, elevando significativamente o fluxo em rodovias estaduais e federais. O tráfego intenso de cargas pesadas acelerou o desgaste do pavimento em diversos trechos, situação que levou o DNIT a executar obras de recuperação em vias como as TO-134 e TO-201.
A investigação do MPF deverá acompanhar se as medidas adotadas pelos órgãos públicos foram suficientes para minimizar os prejuízos à infraestrutura rodoviária e garantir condições adequadas de tráfego enquanto persistem os impactos provocados pela interrupção da ligação entre Tocantins e Maranhão.