Do atacado à prateleira: hortifruti pesa no bolso do tocantinense e diferença de preços acende alerta nos supermercados

Do atacado à prateleira: hortifruti pesa no bolso do tocantinense e diferença de preços acende alerta nos supermercados
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 1 de julho de 2026 0

Comprar frutas, verduras e legumes no Tocantins virou exercício de comparação para o consumidor. Entre a Ceasa, os verdurões e as prateleiras dos supermercados, o mesmo produto pode chegar ao carrinho com valores diferentes, pressionando principalmente quem faz compras semanais e precisa equilibrar alimentação saudável com orçamento apertado.

Na cotação mais recente da Ceasa/TO em Palmas, usada como referência para o mercado atacadista, o tomate apareceu a R$ 6,75 o quilo, com queda de 28,9% na semana. A batata foi cotada a R$ 6,00 o quilo, também em queda. Já a cenoura apareceu a R$ 7,50 o quilo, enquanto a cebola chegou a R$ 5,60. Entre as frutas, a banana prata ficou em R$ 5,00 o quilo, a banana nanica em R$ 4,00, a laranja pera em R$ 2,50 e a melancia em R$ 2,08.

Apesar de alguns produtos registrarem queda no atacado, o alívio nem sempre chega com a mesma velocidade ao consumidor final. Nos supermercados e verdurões, o preço costuma incluir custos de transporte, armazenamento, perdas de mercadoria, mão de obra, energia, refrigeração e margem de revenda. Por isso, o valor visto na Ceasa funciona como referência de origem, mas não representa necessariamente o preço final pago nas compras do dia a dia.

A diferença é sentida principalmente em produtos mais consumidos pelas famílias, como tomate, batata, cenoura, banana, cebola, alface, cheiro-verde e laranja. Em muitos casos, o consumidor encontra promoções pontuais em verdurões e feiras, enquanto supermercados oferecem mais variedade, mas nem sempre o menor preço.

Consumidores ouvidos pelo Diário Tocantinense relataram que a estratégia tem sido pesquisar antes de comprar. A dona de casa Maria Aparecida, que costuma dividir as compras entre supermercado e verdurão, afirma que a diferença no fim do mês pesa.

“Às vezes o tomate está mais barato em um lugar, a banana em outro e a batata em outro. A gente precisa andar mais, comparar e comprar só o que realmente vai usar para não perder em casa”, disse.

O autônomo João Carlos também relatou que passou a reduzir a quantidade de alguns itens. Segundo ele, produtos como cenoura, tomate e cheiro-verde continuam pesando no orçamento quando a compra é feita para a semana inteira.

“Antes a gente comprava mais sem olhar tanto. Agora tem que escolher. Se está caro, leva menos ou troca por outra coisa. O dinheiro não acompanha o preço”, afirmou.

A comparação mostra que o tocantinense está mais atento. Na Ceasa, o preço do atacado pode indicar queda em determinados produtos, como tomate e batata, mas no varejo essa redução depende do estoque que o comerciante já comprou, da reposição de mercadoria e da política de preço de cada estabelecimento.

No caso dos verdurões, o consumidor pode encontrar valores mais competitivos em alguns itens, especialmente quando há compra direta ou giro mais rápido de produtos. Já nos supermercados, a vantagem pode estar na comodidade, nas promoções de determinados dias e na possibilidade de concentrar toda a compra em um só lugar.

Entre os itens que merecem atenção nesta semana, o tomate aparece como um dos principais termômetros do hortifruti. Mesmo com queda no atacado, ele ainda exige comparação no varejo. A cenoura, por outro lado, segue em patamar mais alto na Ceasa, cotada a R$ 7,50 o quilo. A batata, a R$ 6,00, apresentou recuo, mas continua sendo um item de grande peso nas compras.

As frutas também entram na conta. A banana nanica, cotada a R$ 4,00 o quilo na Ceasa, teve alta expressiva na semana. A banana prata ficou em R$ 5,00, enquanto a laranja pera apareceu como uma das opções mais acessíveis, a R$ 2,50 o quilo no atacado. A melancia, a R$ 2,08 o quilo, também pode ser alternativa para quem busca rendimento maior na mesa.

Especialistas em consumo orientam que o ideal é comparar preços por quilo, observar a qualidade do produto e evitar compras em excesso. Em hortifruti, o desperdício pode transformar uma promoção em prejuízo, principalmente quando frutas e verduras estragam antes de serem consumidas.

Outra dica é acompanhar os dias de promoção nos supermercados e verdurões. Muitos estabelecimentos fazem ofertas específicas de hortifruti em dias da semana, o que pode gerar economia significativa para quem se organiza. Também vale observar produtos da safra, que normalmente têm maior oferta e preços mais competitivos.

No fim, o retrato do hortifruti no Tocantins mostra uma realidade conhecida por muitas famílias: o preço pode até cair no atacado, mas o consumidor só sente alívio quando a redução chega de verdade à prateleira. Até lá, pesquisar continua sendo a melhor defesa do bolso.

Serviço ao consumidor

Antes de comprar, compare:

Tomate: referência na Ceasa/TO Palmas de R$ 6,75/kg
Batata: referência de R$ 6,00/kg
Cenoura: referência de R$ 7,50/kg
Cebola: referência de R$ 5,60/kg
Banana prata: referência de R$ 5,00/kg
Banana nanica: referência de R$ 4,00/kg
Laranja pera: referência de R$ 2,50/kg
Melancia: referência de R$ 2,08/kg

Os valores da Ceasa são de atacado e podem variar no varejo conforme o estabelecimento, o dia da compra, a oferta, a qualidade do produto e os custos de revenda.

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