O que acontece na primeira consulta antes de uma cirurgia facial?

O que acontece na primeira consulta antes de uma cirurgia facial?
Direto de PEPor Direto de PE 21 de agosto de 2026 10

Especialista da JK Estética Avançada explica como avaliação, planejamento e tecnologia ajudam a definir uma cirurgia facial

Quem chega ao consultório pensando em uma cirurgia facial muitas vezes já sabe o nome do procedimento que gostaria de fazer. A pesquisa começou antes, passou pelas redes sociais, por fotos de resultados e até por referências de outras pessoas. A primeira consulta, porém, pode levar a uma indicação diferente daquela imaginada inicialmente.

É nesse encontro que entram questões que dificilmente aparecem em uma pesquisa rápida sobre rinoplastia, blefaroplastia ou lifting facial. O cirurgião precisa entender o que incomoda o paciente, avaliar as características do rosto, conhecer seu histórico de saúde e descobrir se existe, de fato, indicação para o procedimento desejado.

Dr. Ubajara Guazzelli, especialista em cirurgias faciais da JK Estética Avançada, explica que chegar ao consultório com uma ideia definida é algo comum, mas essa escolha precisa ser confrontada com o que é encontrado durante a avaliação.

“Muitas vezes o paciente chega com o nome de uma cirurgia na cabeça porque pesquisou bastante ou viu algum resultado que gostou. Na consulta, precisamos entender o que realmente está incomodando e avaliar o rosto individualmente. Nem sempre aquilo que ele imaginou inicialmente seria a melhor indicação”, explica.

A procura por esse tipo de procedimento ajuda a entender a importância dessa conversa. Segundo a pesquisa global mais recente da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), o Brasil realizou cerca de 2,35 milhões de cirurgias plásticas em 2024. Aproximadamente 910 mil foram procedimentos cirúrgicos de face e cabeça.

Entre eles, a blefaroplastia aparece com mais de 231 mil procedimentos realizados no país. O lifting facial passou de 121 mil e a rinoplastia, de 102 mil. No mundo, as cirurgias de face e cabeça ultrapassaram 7,4 milhões no mesmo período.

Com tanta informação disponível e um volume crescente de procedimentos, a primeira consulta também ganhou outra função: separar aquilo que pode servir como referência do que realmente é possível para cada paciente.

Uma foto levada ao consultório, por exemplo, pode ajudar o médico a entender qual resultado chamou a atenção daquela pessoa. Isso não significa que o mesmo efeito possa ser reproduzido. Estrutura óssea, proporções, qualidade da pele, idade e outras características individuais interferem no planejamento.

“Não dá para olhar apenas para uma parte do rosto e esquecer o restante. Quando falamos de cirurgia facial, precisamos pensar em proporção e equilíbrio. O planejamento é individual porque os rostos são diferentes e os objetivos também”, afirma o especialista da JK Estética Avançada.

A tecnologia também passou a participar desse processo. Recursos de imagem, exames e ferramentas de planejamento permitem reunir informações que ajudam o cirurgião a estudar o caso antes do procedimento. O cuidado está em não transformar esses recursos em uma previsão exata de como o paciente ficará.

Esse ponto se torna especialmente importante diante das referências encontradas nas redes sociais. Fotos, vídeos, filtros e resultados de outras cirurgias podem influenciar a expectativa de quem procura o consultório.

“Uma foto pode ser útil para entendermos o que o paciente gosta ou o que espera mudar, mas ela não pode ser usada como garantia de que aquele mesmo resultado será reproduzido. Cada pessoa tem sua anatomia, sua pele e suas próprias características”, explica o médico.

A conversa ainda precisa passar por assuntos menos atraentes do que o resultado final, mas indispensáveis para decidir se a cirurgia poderá ser realizada. Condições de saúde, exames, anestesia, riscos, medicamentos em uso, tempo de afastamento e recuperação fazem parte dessa avaliação.

Há situações em que essas informações mudam o planejamento. Também pode acontecer do cirurgião entender que o procedimento desejado não é indicado ou que aquela não é a melhor hora para realizá-lo.

“Também faz parte do nosso trabalho dizer quando uma cirurgia não é indicada ou quando a expectativa precisa ser revista. O paciente precisa entender o que pode ser feito, quais são os limites e como será o processo”, diz o cirurgião plástico da JK Estética Avançada.

O planejamento continua depois da consulta. Exames e avaliações complementares podem trazer novas informações, enquanto o período de recuperação precisa ser organizado antes da data do procedimento.

Para o profissional da JK Estética Avançada, essa primeira conversa ajuda a colocar no papel questões que costumam surgir separadamente quando alguém começa a pesquisar uma cirurgia. O que o paciente deseja, o que sua anatomia permite, quais riscos precisam ser considerados e como será a recuperação entram na mesma decisão antes que a cirurgia seja marcada.

 

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