Mapa do poder e do dinheiro: levantamento do DT revela quem lidera Governos e Senado nos 27 estados e abre o caixa das campanhas
A eleição de 2026 começa a desenhar um novo mapa político do Brasil. A pouco mais de um mês do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, as pesquisas registradas na Justiça Eleitoral mostram disputas abertas em parte dos estados, favoritos com vantagens expressivas em outros e verdadeiras batalhas pelas duas vagas ao Senado que cada unidade da Federação escolherá neste ano. Ao mesmo tempo, o dinheiro começa a entrar e sair das contas das campanhas, revelando diferenças importantes de estrutura entre candidatos que aparecem lado a lado nas pesquisas.
Em levantamento nacional do Diário Tocantinense (DT), realizado nesta terça-feira, 25 de agosto, foram cruzados os levantamentos eleitorais registrados no Tribunal Superior Eleitoral, pesquisas estaduais divulgadas nas últimas semanas, o agregador Inteligov/Exame e informações públicas das prestações de contas encaminhadas à Justiça Eleitoral. Para os estados sem uma nova sondagem divulgada após o registro definitivo das candidaturas, o DT considerou a média das pesquisas registradas reunidas pelo monitor eleitoral. Para unidades que tiveram novos levantamentos entre os dias 20 e 25 de agosto, os números mais recentes prevaleceram.
É importante fazer uma distinção no bloco financeiro. Os valores disponíveis em 25 de agosto ainda são parciais. Receitas devem ser informadas durante a campanha e novos lançamentos são incorporados constantemente ao DivulgaCandContas. Portanto, quando uma candidatura aparece com gasto zerado, isso significa apenas que não havia despesa registrada naquele recorte, e não necessariamente que nenhuma contratação tenha sido realizada. A fotografia completa da prestação parcial ainda será consolidada posteriormente pela Justiça Eleitoral.
No Acre, Alan Rick, do Republicanos, aparece na dianteira da disputa pelo governo, com média de 37,5%, seguido pela atual governadora Mailza Assis, do PP, com 24,1%, e Tião Bocalom, do PSDB, com 17,4%. Para o Senado, as pesquisas colocam Gladson Cameli e o senador Márcio Bittar entre os principais nomes da corrida pelas duas vagas. A situação de Gladson, entretanto, também passa pelo campo jurídico e precisa ser observada paralelamente ao desempenho eleitoral.
No Amapá, Dr. Furlan, do PSD, surge em uma das situações mais confortáveis do país: o agregado das pesquisas lhe atribui 65,7%, diante de 28,1% de Clécio Luís, do União Brasil. Para o Senado, Rayssa Furlan e Randolfe Rodrigues aparecem à frente do bloco, com Lucas Barreto tentando entrar na disputa pelas duas cadeiras.
No Amazonas, o cenário para governador é bem mais dividido. Omar Aziz, do PSD, lidera a média com 29,8%, Maria do Carmo Seffair, do PL, tem 23,2%, e Roberto Cidade, do União Brasil, aparece com 18,1%. Para o Senado, Eduardo Braga permanece entre os nomes mais competitivos, enquanto Capitão Alberto Neto, Wilson Lima e outros candidatos disputam espaço na corrida por duas vagas.
No Pará, Hana Ghassan, do MDB, aparece com 28,4%, contra 26,5% de Daniel Santos, do Podemos, configurando uma das disputas mais apertadas do Norte. Para o Senado, Helder Barbalho aparece em posição de destaque e Éder Mauro está entre os principais concorrentes pela segunda cadeira.
Em Rondônia, Marcos Rogério, do PL, lidera o agregado para governador com 35,1%. Adailton Fúria, do PSD, aparece com 26,4%, enquanto Hildon Chaves, do União Brasil, registra 13%. Na corrida ao Senado, Fernando Máximo está entre os nomes mais fortes, com outros candidatos, entre eles Bruno Scheid, disputando a segunda vaga.
Em Roraima, Arthur Henrique, do PL, aparece com 42,6% na média disponível para o governo. É um dos estados em que o cenário ainda precisa ser acompanhado com maior cautela, principalmente no Senado, porque mudanças de candidaturas e questões jurídicas envolvendo nomes testados anteriormente nas pesquisas interferem diretamente na comparação entre levantamentos.
No Tocantins, o agregado nacional mantém Professora Dorinha, do União Brasil, na liderança, com 34,8%, seguida por Vicentinho Júnior, do PSDB, com 29,5%, e Laurez Moreira, do PSD, com 12,6%. Levantamentos locais posteriores já mostraram oscilações e, em pesquisa Lucro Ativo divulgada neste mês, Dorinha chegou a 39,27%, contra 25,67% de Vicentinho. Para o Senado, Eduardo Gomes aparece entre os nomes mais fortes, acompanhado no grupo da frente por Alexandre Guimarães e outros candidatos que disputam a segunda cadeira. No primeiro levantamento financeiro feito pelo próprio DT sobre a eleição tocantinense, Ataídes Oliveira aparecia com R$ 70 mil em receitas e Dorinha com R$ 15 mil, enquanto as despesas ainda estavam zeradas no recorte consultado.
No Maranhão, uma nova Quaest registrada sob o número MA-02558/2026 alterou a fotografia mais recente. Eduardo Braide, do PSD, aparece com 44% para governador, contra 25% de Orleans Brandão, do MDB, e 6% de Felipe Camarão, do PT. Para o Senado, Roseana Sarney lidera numericamente com 16%, seguida por Weverton Rocha, com 11%, Lahesio Bonfim, com 10%, e Fufuca e Eliziane Gama, ambos com 9%. Apesar da dianteira de Roseana, a margem de erro mantém um bloco numeroso competitivo pelas duas vagas.
Na Bahia, ACM Neto, do União Brasil, mantém vantagem no agregado das pesquisas para governador, com 45,4%, contra 39,1% do governador Jerônimo Rodrigues, do PT. É uma das grandes batalhas estaduais de 2026. Para o Senado, o PT aparece especialmente forte: Rui Costa e Jaques Wagner formam a dupla que vinha ocupando as duas primeiras posições nos levantamentos analisados.
No Ceará, a disputa pelo governo segue nacionalmente acompanhada. O agregado coloca Ciro Gomes, do PSDB, com 44,5%, e Elmano de Freitas, do PT, com 39,1%. Pesquisas mais recentes chegaram a registrar empate ou vantagem de Ciro, dependendo do instituto e da metodologia. Para o Senado, Cid Gomes, Capitão Wagner e Luizianne Lins aparecem no grupo mais competitivo. Nas contas eleitorais, Elmano já declarou R$ 1,208 milhão em receitas e R$ 190,7 mil em gastos, até a atualização desta terça-feira. Todo o valor gasto registrado até então estava concentrado em impulsionamento de conteúdo.
Em Alagoas, a pesquisa Quaest divulgada em 24 de agosto e registrada sob o número AL-05503/2026 mostra um cenário praticamente empatado. Renan Filho, do MDB, tem 42%, enquanto JHC, do PSDB, aparece com 40%. Para o Senado, Arthur Lira registra 20%, Renan Calheiros 18% e Marina JHC 15%, formando um empate técnico no grupo da frente. Davi Davino Filho tem 10%. Financeiramente, JHC já apareceu com R$ 200 mil arrecadados e R$ 30 mil gastos, destinados ao impulsionamento de conteúdo.
Na Paraíba, Lucas Ribeiro, do PP, aparece na liderança para o governo com 31%, seguido por Cícero Lucena, do MDB, com 26,6%, e Efraim Filho, do PL, com 17,2%. Para o Senado, João Azevêdo e Veneziano Vital do Rêgo estavam nas duas primeiras posições nos levantamentos reunidos, com Nabor Wanderley tentando entrar na faixa das duas vagas. Como algumas pesquisas ao Senado permitem duas respostas por entrevistado, os percentuais não podem ser comparados diretamente com estados que adotam outro formato.
Em Pernambuco, Raquel Lyra, do PSD, e João Campos, do PSB, protagonizam uma das eleições mais equilibradas. O agregado coloca Raquel com 44% e João Campos com 41,9%. No Senado, Marília Arraes, Humberto Costa, Mendonça Filho e Eduardo da Fonte aparecem em uma disputa bastante fragmentada pelas duas vagas.
É também em Pernambuco que uma campanha de peso já começou a apresentar despesas consideráveis. João Campos declarou R$ 1,190 milhão recebidos e R$ 727,4 mil gastos. Desse total, R$ 466 mil foram direcionados à publicidade por adesivos, R$ 120 mil ao impulsionamento de conteúdo, R$ 80 mil a materiais impressos e R$ 61,4 mil a outras despesas especificadas na prestação. No recorte anterior das contas de Raquel Lyra consultado pelo DT, havia R$ 150 mil registrados em receitas, mas nenhuma despesa informada até aquele momento.
No Piauí, Rafael Fonteles, do PT, aparece com ampla vantagem. O agregado chegou a 60,6%, contra 18,1% de Joel Rodrigues, do PP, embora levantamentos isolados apresentem percentuais diferentes. Para o Senado, a disputa está apertada entre Ciro Nogueira, Marcelo Castro e Júlio César. No caixa eleitoral, Joel Rodrigues já aparece entre os candidatos a governador que mais receberam recursos neste início, com R$ 2,114 milhões arrecadados.
No Rio Grande do Norte, a Quaest de 24 de agosto mostrou uma eleição completamente aberta. Allyson Bezerra, do União Brasil, tem 25%, Cadu Xavier, do PT, aparece com 21%, e Álvaro Dias, do PL, registra 19%. Os três estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro. Para o Senado, Styvenson Valentim lidera numericamente com 16%, e Zenaide Maia aparece com 10%.
Em Sergipe, Fábio Mitidieri, do PSD, aparece à frente no agregado, com 39,6%, enquanto Valmir de Francisquinho, do Republicanos, tem 34,6%. Ricardo Marques, do PL, aparece mais atrás. A disputa pelo Senado é uma das mais pulverizadas do Nordeste, com nomes como André David, André Moura, Eduardo Amorim, Alessandro Vieira, Rogério Carvalho e Rodrigo Valadares disputando espaço em um cenário sem duas vagas claramente definidas.
No Distrito Federal, Celina Leão, do PP, lidera o agregado para o governo com 29,5%, José Roberto Arruda, do PSD, registra 21,8%, e Leandro Grass, do PT, aparece com 13,3%. Na disputa pelas duas cadeiras do Senado, Michelle Bolsonaro, Leila Barros, Erika Kokay e Bia Kicis formam o principal grupo competitivo nos levantamentos recentes. Leila também chama atenção na corrida financeira: já aparece com R$ 3 milhões arrecadados, uma das maiores receitas entre candidaturas ao Senado no país, embora o recorte mais recente consultado ainda apontasse despesa declarada zerada.
Em Goiás, Daniel Vilela, do MDB, lidera o agregado para governador com 37,7%. Marconi Perillo, do PSDB, aparece com 22,8%, e Wilder Morais, do PL, com 14,2%. Para o Senado, Gracinha Caiado aparece como um dos nomes mais consolidados, enquanto Gustavo Gayer, Gustavo Mendanha e outras candidaturas disputam a segunda vaga. Nas contas de Marconi, a atualização desta terça-feira ainda mostrava uma movimentação simbólica: R$ 90 arrecadados e pouco mais de R$ 2 em despesas registradas.
Em Mato Grosso, o agregado ainda mostrava Wellington Fagundes, do PL, com 30,8%, Otaviano Pivetta, do Republicanos, com 23,7%, e Natasha Slhessarenko, do PSD, com 10,9%, embora pesquisas mais recentes já tenham mostrado Pivetta e Fagundes em uma disputa mais apertada. Para o Senado, Mauro Mendes e Janaina Riva aparecem entre os principais nomes da corrida, com outros candidatos tentando alcançar o grupo das duas vagas.
No Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, do PP, aparece em situação confortável na disputa pelo governo, com média de 45%, diante de 20,6% de Fábio Trad, do PT, e 9,5% de João Henrique Catan, do Novo. Para o Senado, Reinaldo Azambuja, Capitão Contar e Nelsinho Trad formam um bloco competitivo pelas duas cadeiras.
Riedel é, até agora, um dos casos que mais chamam atenção quando se olha para as despesas efetivamente informadas. Sua campanha registra R$ 2,419 milhões em gastos, apesar de R$ 1,070 milhão aparecer em receitas no mesmo retrato — diferença que pode ocorrer porque receitas e despesas são atualizadas em momentos diferentes durante a campanha. Entre os principais gastos declarados estão R$ 1 milhão em serviços advocatícios, R$ 500 mil em produção de programas de rádio, televisão e vídeo, R$ 369 mil em impulsionamento, R$ 250 mil em contabilidade e mais de R$ 200 mil em pessoal. É o exemplo mais claro, entre os candidatos estaduais analisados pelo DT, de uma campanha que já entrou em ritmo financeiro elevado.
Em Minas Gerais, o cenário eleitoral continua fragmentado. O agregado apontava Cleitinho com 36%, mas o Datafolha divulgado posteriormente mostrou o candidato do Republicanos com 32%, enquanto Patrus Ananias, do PT, e Alexandre Kalil, do PDT, apareceram com 12% cada. Para o Senado, Marília Campos aparece no grupo da frente, seguida por nomes como Carlos Viana e outros concorrentes em uma disputa ainda bastante aberta.
Minas também virou um dos centros da corrida pelo dinheiro. O candidato ao Senado Domingos Sávio, do PL, aparece com R$ 5,020 milhões arrecadados, a maior receita individual registrada no ranking nacional consultado pelo DT. Na disputa pelo governo, Mateus Simões, do PSD, já aparece com R$ 3,758 milhões recebidos, enquanto outros candidatos mineiros também ocupam posições elevadas entre as campanhas com maior caixa no país. Esses valores são receitas, e não despesas, distinção essencial para a leitura correta das contas eleitorais.
No Espírito Santo, Ricardo Ferraço, do MDB, lidera o agregado para governador, com 31,7%, seguido pelo republicano Lorenzo Pazolini, com 26,3%. Helder Salomão, do PT, aparece com 9,1%. Para o Senado, Renato Casagrande aparece entre os principais nomes da disputa, enquanto outros candidatos tentam consolidar a segunda vaga.
No Rio de Janeiro, Eduardo Paes mantém vantagem expressiva. O agregado lhe dava 43,9%, e uma pesquisa Paraná divulgada nesta terça-feira ampliou a fotografia para 44,5%, com Douglas Ruas, do PL, na segunda posição, com 15,5%, e Anthony Garotinho, do Republicanos, com 11,6%. Para o Senado, Benedita da Silva aparece numericamente à frente em levantamento Datafolha mais recente, enquanto Carlos Jordy, Marcelo Crivella, Carlos Portinho, Pedro Paulo e Mônica Benício estão próximos na batalha pela outra vaga.
Em São Paulo, Tarcísio de Freitas continua favorito à reeleição. O Datafolha divulgado após o registro das candidaturas mostrou o governador do Republicanos com 45%, contra 27% de Fernando Haddad, do PT. No Senado, Marina Silva e Simone Tebet aparecem com 12% cada em levantamento Datafolha, André do Prado vem com 10% e Guilherme Derrite com 7%, deixando as duas vagas ainda abertas dentro das margens de erro. A pesquisa paulista foi registrada sob os números SP-01806/2026 e BR-07185/2026.
O tamanho do caixa de Tarcísio contrasta, por enquanto, com o gasto declarado. A campanha registra R$ 1,451 milhão arrecadados, dos quais R$ 1 milhão vieram do Republicanos, mas apenas R$ 14 em despesas haviam sido informados na atualização da manhã desta terça-feira, referentes a encargos financeiros e taxas. É um exemplo claro de como os números desta fase ainda não refletem necessariamente o tamanho final da operação eleitoral.
No Paraná, uma nova Quaest registrada sob o número PR-05388/2026 colocou Sergio Moro, do PL, com 37%, Requião Filho, do PDT, com 21%, e Sandro Alex, do PSD, com 15%. Para o Senado, Alexandre Curi lidera numericamente com 15%, Gleisi Hoffmann tem 11%, enquanto Filipe Barros e Deltan Dallagnol registram 9% cada. A disputa pelas duas cadeiras continua aberta.
Em Santa Catarina, Jorginho Mello, do PL, aparece em uma das posições mais fortes entre os governadores candidatos à reeleição. A Quaest de 24 de agosto, registrada sob o número SC-00517/2026, mostra Jorginho com 50%, João Rodrigues com 17% e Gelson Merísio com 4%. Para o Senado, Esperidião Amin lidera numericamente com 19%, Carlos Bolsonaro aparece com 16% e Carol de Toni com 12%. Dentro da margem de erro, a briga pelas duas vagas permanece competitiva.
No Rio Grande do Sul, o cenário mudou novamente nesta terça-feira. Pesquisa Real Time Big Data registrada sob o número RS-09640/2026 mostra Juliana Brizola com 38% para o governo e Luciano Zucco com 32%. O resultado substitui, como fotografia mais recente, pesquisas anteriores que mostravam Zucco numericamente à frente ou empatado.
No Senado gaúcho, o mesmo levantamento mostra um verdadeiro congestionamento. Marcel Van Hattem aparece com 20%, Manuela D’Ávila tem 19% e Sanderson registra 17%. Os três estão tecnicamente empatados. Paulo Pimenta e Germano Rigotto aparecem logo depois, ambos com 15%. Assim, cinco candidatos continuam diretamente envolvidos na disputa pelas duas cadeiras.
O Rio Grande do Sul também chama atenção pelo dinheiro já recebido. A campanha de Luciano Zucco declarou R$ 2,5 milhões em receitas, provenientes de uma doação de Alexandre Grendene Bartelle, mas ainda aparecia com R$ 0 em gastos declarados na última atualização consultada. Manuela D’Ávila, candidata ao Senado, registra R$ 3,512 milhões arrecadados, dos quais R$ 3,4 milhões vieram da direção nacional do PSOL, enquanto os gastos registrados eram de apenas R$ 227.
Quando todas as candidaturas brasileiras são colocadas no mesmo radar — incluindo Presidência, governos, Senado, Câmara e assembleias — a dimensão financeira da eleição começa a aparecer. Às 3h43 desta terça-feira, a base consultada pelo DT, alimentada com dados do TSE, contabilizava R$ 281,1 milhões arrecadados e R$ 59,3 milhões em gastos declarados. Das 19.852 candidaturas acompanhadas, 4.554 já apresentavam algum tipo de movimentação financeira.
A diferença é enorme entre campanhas. Enquanto Eduardo Riedel já declarou cerca de R$ 2,42 milhões em despesas, João Campos registra R$ 727,4 mil, Elmano de Freitas aproximadamente R$ 190,7 mil, JHC R$ 30 mil e Tarcísio apenas R$ 14 no recorte disponível. Em outros casos, candidatos possuem milhões em caixa, mas ainda aparecem com gasto zerado ou residual. Isso mostra por que arrecadação e despesa precisam ser analisadas separadamente.
A corrida pelo Senado também começa a movimentar cifras milionárias. Domingos Sávio, em Minas Gerais, lidera a arrecadação nacional entre os candidatos acompanhados, com R$ 5,02 milhões. Manuela D’Ávila aparece com R$ 3,51 milhões, Leila do Vôlei com R$ 3 milhões, Mendonça Filho com aproximadamente R$ 1,5 milhão e outros candidatos já ultrapassaram a casa do milhão.
O levantamento mostra ainda uma característica importante da eleição de 2026: liderança nas pesquisas e liderança financeira não caminham necessariamente juntas. Há candidatos com ampla vantagem eleitoral e pouca movimentação registrada até agora, enquanto adversários ou candidatos que ainda lutam pela segunda e terceira posições já receberam recursos milionários.
Também é cedo para transformar os gastos declarados em um ranking definitivo. A campanha está apenas no início, os partidos ainda estão distribuindo recursos, doações têm prazo para aparecer no sistema e contratos podem ser registrados antes de determinadas receitas. Por isso, valores negativos aparentes de caixa ou despesas superiores às receitas registradas em determinado dia não significam, isoladamente, irregularidade. São fotografias de bases atualizadas em momentos diferentes.
A mesma cautela é necessária na leitura das pesquisas para o Senado. Como em 2026 cada eleitor escolherá dois senadores, alguns institutos perguntam separadamente pelo primeiro e segundo votos; outros permitem duas respostas; e outros consolidam as escolhas em uma escala única. Assim, um candidato com 20% em determinado estado não pode simplesmente ser comparado com outro que tenha 30% em uma pesquisa de metodologia diferente. O correto é observar a posição relativa dentro de cada unidade da Federação.
O mapa construído pelo DT mostra, portanto, um Brasil eleitoral dividido. Há favoritos claros, como Jorginho Mello em Santa Catarina e Dr. Furlan no Amapá; disputas praticamente empatadas, como Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Norte; estados em que um candidato lidera, mas enfrenta adversário competitivo, como Bahia, São Paulo e Tocantins; e batalhas pelo Senado em que três, quatro e até cinco nomes aparecem em condições reais de brigar pelas duas vagas.
E há uma segunda eleição acontecendo paralelamente: a eleição do dinheiro. Partidos, doadores e fundos começam a definir onde colocarão suas maiores estruturas. Com R$ 281 milhões já declarados em receitas no conjunto das candidaturas e quase R$ 60 milhões em despesas, os números ainda representam apenas a largada.
Até 4 de outubro, pesquisas mostrarão quem conquistou eleitores. As prestações de contas mostrarão quem conquistou estrutura. E o cruzamento dessas duas informações — voto e dinheiro — será uma das principais chaves para compreender quem chega mais forte à reta decisiva das eleições de 2026.
O levantamento do Diário Tocantinense considera informações disponíveis e pesquisas registradas até 25 de agosto de 2026. Como novas sondagens estão programadas para esta semana e as prestações de contas são atualizadas continuamente, posições e valores podem mudar nos próximos dias.