Quem é Eli Borges? Conheça o candidato 100 ao Senado, sua trajetória, propostas e o que ele defende além da pauta evangélica

Quem é Eli Borges? Conheça o candidato 100 ao Senado, sua trajetória, propostas e o que ele defende além da pauta evangélica
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 1 de setembro de 2026 3

Deputado federal pelo Republicanos disputa uma das duas vagas do Tocantins no Senado; pastor e agropecuarista construiu carreira entre Palmas, Assembleia Legislativa e Congresso e tenta ampliar sua presença entre eleitores interessados em saúde, municípios, emprego, agricultura e desenvolvimento

Quando o nome de Eli Borges aparece na política tocantinense, a associação com o segmento evangélico é quase imediata. Pastor, conservador e defensor de pautas relacionadas à família e à liberdade religiosa, ele construiu parte importante de sua identidade política nesse campo. Mas a candidatura ao Senado nas Eleições 2026 no Tocantins coloca uma pergunta que vai além das igrejas: quem é Eli Borges, candidato número 100 ao Senado, o que ele fez ao longo da vida pública e quais propostas e áreas de atuação apresenta para quem não pertence necessariamente ao eleitorado evangélico?

Eli Dias Borges disputa uma das duas vagas do Tocantins no Senado Federal pelo Republicanos. Nascido em 1º de setembro de 1960, em Ipameri, Goiás, o parlamentar completa 66 anos nesta terça-feira, 1º de setembro. Pastor e também ligado à atividade agropecuária, chegou ao Tocantins no início da construção de Palmas e acumulou mais de três décadas de atuação política, passando pelo Legislativo municipal, estadual e federal.

A candidatura de Eli Borges ao Senado pelo Tocantins representa mais um passo de uma carreira iniciada como vereador de Palmas. Depois, ele conquistou mandatos consecutivos como deputado estadual e, em 2018, chegou à Câmara dos Deputados. Foi reeleito deputado federal em 2022 e atualmente cumpre seu segundo mandato em Brasília.

A trajetória partidária também passou por mudanças. Em 2026, Eli Borges deixou o PL, filiou-se ao Republicanos e entrou oficialmente na construção de uma candidatura ao Senado. A mudança reposicionou o deputado dentro do cenário político estadual e o aproximou definitivamente do grupo governista.

O movimento ganhou força nos meses seguintes. Em junho, a pré-candidatura foi apresentada em Araguaína durante um evento que reuniu lideranças políticas e religiosas. Na ocasião, Professora Dorinha participou do lançamento da pré-candidatura de Eli Borges ao Senado, enquanto integrantes do grupo governista também reforçaram a construção do projeto eleitoral.

A definição veio nas convenções. Em agosto, o Republicanos oficializou Eli Borges candidato ao Senado, Atos Gomes como vice e o apoio a Dorinha para o Governo do Tocantins. Eli passou, assim, a integrar uma frente política que reúne Republicanos, União Brasil e outras forças alinhadas à candidatura de Professora Dorinha ao Palácio Araguaia.

Para o eleitor que procura saber qual é o número de Eli Borges, o candidato aparece nas urnas como Eli Borges 100. A eleição para o Senado em 2026 possui ainda uma característica importante: o Tocantins escolherá dois senadores, e cada eleitor poderá votar em dois nomes diferentes.

Eli disputa espaço com outros candidatos conhecidos do eleitor tocantinense. A corrida inclui nomes como Eduardo Gomes, Carlos Gaguim, Alexandre Guimarães, Paulo Mourão, Ronaldo Dimas, Vanderlei Luxemburgo e outros postulantes. O Diário Tocantinense já mostrou o cenário dos candidatos ao Senado no Tocantins e o tamanho financeiro da disputa pelas duas vagas.

É dentro dessa disputa que aparece um dos principais desafios de Eli: fazer com que o eleitor conheça Eli Borges além da pauta evangélica.

A religião não é um elemento secundário em sua trajetória. Ela ocupa posição central. Eli Borges é pastor, possui forte relação com igrejas e lideranças cristãs e historicamente defende liberdade religiosa, proteção da família, crianças e adolescentes e posições conservadoras relacionadas aos costumes.

Essa aproximação permanece ativa durante a campanha. Em maio, por exemplo, o deputado esteve em Colinas do Tocantins reunido com o Conselho de Pastores e apresentou sua atuação parlamentar e o projeto político para o Senado.

Mas reduzir uma trajetória de mais de três décadas apenas às pautas religiosas oferece uma fotografia incompleta. A atuação de Eli Borges como deputado federal também passa por saúde pública, recursos para municípios, assistência social, agricultura, economia solidária, cooperativismo, esporte, desenvolvimento urbano, geração de emprego e discussão sobre impostos.

A saúde é uma das áreas que aparecem com maior peso na destinação de recursos associados ao mandato. No Orçamento de 2026, constam milhões de reais em emendas relacionadas à atenção primária, custeio de serviços hospitalares e ambulatoriais e estruturação de unidades especializadas.

Somente para atenção primária à saúde aparecem cerca de R$ 12 milhões autorizados e empenhados, com parcela expressiva já registrada como paga. Outros milhões aparecem relacionados ao atendimento hospitalar e ambulatorial.

Esse tipo de atuação ajuda a responder uma das perguntas que podem surgir quando alguém procura “o que Eli Borges fez pelo Tocantins?”. O mandato federal não se resume às votações em Brasília. Parte importante da atividade de um deputado envolve também a destinação de emendas parlamentares para municípios, hospitais, obras, equipamentos e serviços.

Nas transferências especiais destinadas ao Tocantins também aparecem valores milionários vinculados à atuação parlamentar. O acompanhamento dessas emendas, porém, precisa sempre diferenciar três estágios: recurso autorizado, recurso empenhado e recurso efetivamente pago. O simples aparecimento de uma verba no orçamento não significa que o dinheiro já tenha chegado ao município.

Na relação de áreas contempladas também aparecem assistência social, fortalecimento de políticas para dependentes de álcool e drogas, economia solidária, associativismo, cooperativismo, agricultura urbana e projetos relacionados a esporte, lazer e inclusão social.

É nesse conjunto que a campanha tenta apresentar Eli Borges como um candidato ao Senado ligado também aos municípios tocantinenses. Prefeitos, vereadores e lideranças locais possuem importância relevante nesse processo porque são eles que convivem diretamente com demandas como postos de saúde, hospitais, estradas, equipamentos públicos, esporte e assistência.

O Diário Tocantinense já mostrou como Eli Borges passou a construir a candidatura ao Senado sobre uma combinação de apoio político, municípios, saúde, assistência e desenvolvimento regional.

A agricultura é outra frente importante para compreender o candidato. Além de manter ligação profissional com a agropecuária, Eli participa de discussões na Câmara relacionadas ao setor rural e já foi designado para relatar projetos na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural.

Entre os temas analisados estão mecanismos relacionados ao crédito rural em situações de eventos climáticos adversos. Para um estado como o Tocantins, onde pecuária, produção de soja, milho, arroz, agricultura familiar e expansão do agronegócio possuem grande peso econômico, a presença de um senador nas discussões sobre crédito, infraestrutura e produção rural passa a ser uma questão relevante para o eleitor.

O desenvolvimento econômico também aparece entre os posicionamentos de Eli Borges. Em debates realizados na Câmara, o parlamentar já relacionou redução de impostos à possibilidade de ampliação dos investimentos, geração de empregos e crescimento da atividade produtiva.

Essa linha aproxima sua atuação de uma agenda econômica conservadora, que defende menor pressão tributária e maior participação da iniciativa privada na geração de emprego e renda.

Por isso, quem procura por “propostas de Eli Borges”, “Eli Borges saúde”, “Eli Borges agricultura”, “Eli Borges emendas” ou “Eli Borges municípios” encontra um universo político maior do que aquele relacionado exclusivamente à religião.

Isso não significa que todas essas propostas tenham se transformado em leis ou que todo recurso apresentado tenha sido efetivamente pago. O eleitor precisa observar também quais projetos avançaram, quais foram arquivados, quais votações tiveram participação do deputado e quais emendas realmente se converteram em serviços ou investimentos.

A Câmara registra dezenas de proposições relacionadas à atuação de Eli Borges em 2026, além de relatórios, discursos e votações. Quantidade de projetos, entretanto, não significa automaticamente eficiência legislativa. É preciso avaliar conteúdo, tramitação, resultado e impacto.

Essa análise é ainda mais importante porque um mandato de senador dura oito anos.

O Senado possui funções diferentes da Câmara dos Deputados. Além de votar projetos de lei e propostas de emenda à Constituição, os senadores analisam indicações para tribunais superiores, Banco Central, agências reguladoras e outras instituições, participam da fiscalização do governo federal e possuem papel central em decisões institucionais do país.

É justamente por isso que a pergunta “quem é Eli Borges?” não pode terminar na identificação religiosa do candidato.

Ele possui uma identidade conservadora claramente estabelecida, mas sua trajetória também envolve atuação parlamentar, emendas para saúde, relacionamento com municípios, agricultura, economia e desenvolvimento regional.

O desafio eleitoral aparece quando se observa o grau de conhecimento do candidato fora de sua base tradicional. Na pesquisa Quaest divulgada em agosto, Eli Borges apareceu com percentual ainda distante dos primeiros colocados na disputa pelo Senado e uma parcela elevada dos entrevistados afirmou não conhecê-lo suficientemente.

O Diário Tocantinense mostrou os números da Quaest para o Senado e o tamanho do eleitorado que ainda não havia definido seus dois votos.

Esse cenário ajuda a explicar por que a campanha precisa apresentar o candidato para públicos diferentes. O eleitor evangélico pode chegar a Eli pela identificação religiosa. O produtor rural pode conhecê-lo pelas pautas relacionadas à agricultura e ao crédito. Prefeitos e vereadores podem observar a destinação de emendas e a relação com os municípios. Outro eleitor pode avaliar suas posições sobre saúde, emprego, impostos ou desenvolvimento econômico.

O próprio DT já analisou que Eli Borges enfrenta o desafio de apresentar suas entregas para além do discurso conservador.

A pergunta, portanto, deixa de ser simplesmente se Eli Borges é o candidato dos evangélicos. A questão passa a ser se ele conseguirá transformar a identidade construída nesse segmento em uma candidatura capaz de dialogar também com agricultores, servidores, empresários, profissionais da saúde, trabalhadores, jovens e moradores dos 139 municípios do Tocantins.

Politicamente, Eli está hoje no Republicanos, legenda comandada no estado pelo governador Wanderlei Barbosa, e integra o grupo de Professora Dorinha, candidata ao Governo. Atos Gomes, também do Republicanos, ocupa a vaga de candidato a vice-governador na chapa.

Essa composição coloca Eli dentro de uma estrutura política ampla, mas não elimina a autonomia do eleitor na escolha dos senadores. Como são duas vagas, o tocantinense pode combinar candidatos de diferentes grupos e partidos.

Por isso, o segundo voto também passa a ser estratégico. O eleitor precisará escolher quais dois nomes deseja enviar ao Senado por oito anos.

Nesse cenário, Eli Borges 100 chega à eleição com uma vantagem e um desafio. A vantagem é possuir uma identidade política consolidada, experiência legislativa e uma trajetória que começou como vereador de Palmas, passou por vários mandatos na Assembleia Legislativa e chegou a dois mandatos de deputado federal.

O desafio é ampliar seu conhecimento eleitoral para além das igrejas e mostrar com clareza o que pretende fazer no Senado em áreas como saúde, agricultura, agronegócio, emprego, impostos, assistência social, desenvolvimento regional e fortalecimento dos municípios tocantinenses.

Para quem quer conhecer Eli Borges candidato ao Senado pelo Tocantins, a trajetória oferece elementos para uma avaliação mais ampla. O pastor continua sendo parte central de sua identidade. O conservador também. Mas existem ainda o deputado federal, o ex-deputado estadual, o ex-vereador de Palmas, o agropecuarista e o parlamentar ligado à destinação de recursos públicos.

É esse conjunto que estará sendo avaliado nas urnas.

No dia 4 de outubro, quando o eleitor procurar o número de Eli Borges, encontrará 100. Caberá a cada tocantinense decidir se a trajetória, os posicionamentos, as propostas, as emendas parlamentares e a atuação construída ao longo de mais de três décadas justificam entregar ao candidato uma das duas vagas do estado no Senado Federal.

E para quem busca entender quem é Eli Borges, quais são suas propostas, o que ele fez como deputado federal, sua relação com Dorinha e Wanderlei Barbosa, sua atuação na saúde, no agronegócio, nos municípios e por que decidiu disputar o Senado, a resposta passa exatamente por essa tentativa de ampliar uma marca já conhecida no meio evangélico para uma representação que pretende alcançar todo o Tocantins

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