Operação avança sobre contrato de R$ 139 milhões das UPAs de Palmas e chega à sede da Santa Casa em Itatiba; entenda nova fase

Operação avança sobre contrato de R$ 139 milhões das UPAs de Palmas e chega à sede da Santa Casa em Itatiba; entenda nova fase
Santa Casa de Misericórdia de Itatiba - Foto: Lívia Martins/Itatiba Hoje
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 11 de setembro de 2026 10

A investigação envolvendo o contrato de aproximadamente R$ 139,1 milhões firmado para a administração das UPAs Norte e Sul de Palmas ganhou um novo capítulo. A Polícia Civil do Tocantins cumpriu, nesta quinta-feira, 10, mandado de busca e apreensão na Santa Casa de Misericórdia de Itatiba, no interior de São Paulo, dentro de uma nova etapa da Operação Falsa Emergência.

A nova fase recebeu o nome de Operação Estancamento e cumpriu cinco mandados de busca e apreensão em quatro cidades: Palmas, São Paulo, Itatiba e Rio de Janeiro. Duas diligências ocorreram em Itatiba. Segundo as informações divulgadas, as buscas alcançaram endereços vinculados à instituição responsável pela parceria investigada, pessoas relacionadas à administração da entidade e uma empresa que aparece nas movimentações financeiras analisadas pelos investigadores.

O contrato foi firmado em março deste ano para a gestão das duas unidades de pronto atendimento da Capital. O valor previsto é de aproximadamente R$ 139,1 milhões por 12 meses. A Operação Falsa Emergência apura suspeitas relacionadas ao processo de contratação e aos atos praticados durante a formalização e execução da parceria. A existência da investigação e dos indiciamentos não representa, por si só, condenação dos envolvidos.

O caso também passou pelo Tribunal de Contas do Estado do Tocantins. Em junho, o TCETO determinou cautelarmente a suspensão do Termo de Colaboração nº 001/2026. A área técnica apontou, entre outros elementos, problemas relacionados à pesquisa de preços, inconsistências de datas e fragilidades na avaliação da capacidade operacional da entidade. Para evitar interrupção brusca dos atendimentos, foi estabelecido período de transição.

A Polícia Civil informou anteriormente que estudos utilizados na investigação indicariam uma diferença de aproximadamente R$ 40 milhões por ano entre estimativas levantadas pela Secretaria Municipal de Saúde e o valor contratado. A afirmação integra a linha investigativa e deverá ser submetida ao contraditório e à apreciação judicial.

A Santa Casa, por sua vez, tem sustentado desde o início do caso a regularidade de sua atuação. Em manifestações anteriores, a instituição negou irregularidades, afirmou que permanece à disposição das autoridades e declarou que vem colaborando com o fornecimento das informações solicitadas.

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