Alexandre Pires volta a ser alvo da PF em operação que investiga lavagem de dinheiro ligada a garimpo ilegal

Alexandre Pires volta a ser alvo da PF em operação que investiga lavagem de dinheiro ligada a garimpo ilegal
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 24 de setembro de 2026 13

Polícia Federal investiga movimentação e ocultação de mais de US$ 48 milhões em investigação relacionada à cadeia de comercialização de minério; defesa do cantor nega participação em crimes.

O cantor Alexandre Pires voltou ao centro de uma investigação da Polícia Federal nesta quarta-feira, 23, durante a segunda fase da Operação Disco de Ouro.

A operação investiga uma organização suspeita de lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e outros delitos relacionados a operações financeiras e à cadeia de comercialização de minério.

A Polícia Federal cumpriu 12 mandados de busca e apreensão e 17 ordens judiciais de sequestro de bens e valores. Segundo a corporação, as investigações identificaram movimentação e ocultação de recursos superiores a US$ 48 milhões por meio de empresas brasileiras e estrangeiras, contas de terceiros e operações financeiras internacionais.

Alexandre Pires esteve entre os alvos da nova fase. A investigação suspeita que uma empresa ligada ao cantor tenha recebido aproximadamente R$ 2,5 milhões dentro de uma movimentação financeira investigada pela PF.

A Operação Disco de Ouro teve sua primeira fase deflagrada em dezembro de 2023. A apuração investiga possíveis irregularidades na cadeia de comercialização de cassiterita e suspeitas de utilização de documentação falsa para atribuir aparência de origem regular a operações envolvendo minério.

Segundo a investigação relatada pela Folha de S.Paulo, os fatos apurados têm relação com suspeitas envolvendo minério extraído ilegalmente da Terra Indígena Yanomami.

O ex-empresário do artista, Matheus Possebon, também voltou a aparecer entre os investigados.

Defesa nega participação do cantor

A defesa de Alexandre Pires nega participação do artista em qualquer atividade criminosa.

Segundo manifestação apresentada pelos advogados, a relação mantida entre Alexandre e Matheus Possebon teria se limitado à intermediação de vendas de shows, e eventuais fatos praticados pelo empresário fora dessa atividade não teriam relação com o cantor.

A defesa afirmou ainda confiar no esclarecimento dos fatos durante a investigação.

A Polícia Federal informa que os investigados poderão responder, conforme a participação individual apurada, por lavagem de capitais, organização criminosa, falsidade ideológica, operação irregular de instituição financeira e outros delitos eventualmente identificados.

As investigações seguem em andamento e a realização das buscas não representa condenação dos investigados.

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