Assessoria de Vicentinho corrige menção à FIETO em pesquisa Seta; votação do primeiro turno mostra caminhos de Dorinha e Vicentinho

Assessoria de Vicentinho corrige menção à FIETO em pesquisa Seta; votação do primeiro turno mostra caminhos de Dorinha e Vicentinho
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Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 14 de outubro de 2026 13

FIETO é retirada de divulgação do Seta após erro; pesquisas mostram cenários distintos para Dorinha e Vicentinho

A Federação das Indústrias do Estado do Tocantins (FIETO) foi mencionada equivocadamente como contratante da pesquisa do Instituto Seta divulgada nesta quarta-feira, 14 de outubro. A assessoria de Vicentinho Júnior encaminhou uma errata corrigindo a informação. O levantamento apresenta o candidato à frente de Professora Dorinha na disputa pelo Governo do Tocantins.

“Na primeira versão do release sobre a pesquisa do Instituto Seta, divulgada nesta quarta-feira, 14, a FIETO foi mencionada equivocadamente como contratante do levantamento”, informou a assessoria.

“A informação já foi corrigida, e encaminhamos a versão atualizada do texto. Pedimos desculpas pelo equívoco e agradecemos a compreensão de todos”, acrescentou. A errata não identifica quem contratou a pesquisa nem anuncia alteração nos resultados. A correção também deve ser distinguida de outro levantamento, realizado pelo Paraná Pesquisas antes do primeiro turno, que teve a FIETO como contratante.

Na pesquisa Seta, realizada entre 8 e 10 de outubro, Vicentinho aparece com 46% das intenções de voto, enquanto Dorinha registra 38,3%. Os indecisos representam 11,1%, e as respostas branco, nulo ou nenhum somam 4,7%. Nos votos válidos apresentados pelo instituto, Vicentinho tem 54,6%, contra 45,4% de Dorinha.

O levantamento ouviu 1.200 pessoas, informou margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%, sob o registro TO-00439/2026. Se a votação reproduzisse os percentuais válidos divulgados, Vicentinho venceria por uma diferença de 9,2 pontos. Essa conclusão descreve o cenário da pesquisa, sem garantir o resultado das urnas.

A disputa terá uma nova atualização nesta quarta-feira, com a divulgação prevista da primeira Quaest realizada após o primeiro turno. Contratado pela TV Anhanguera, o levantamento prevê 1.098 entrevistas presenciais em domicílios, entre 10 e 13 de outubro, com margem de erro de três pontos e nível de confiança de 95%. O registro é TO-03829/2026. Até a divulgação, não é possível antecipar os percentuais dessa rodada.

No primeiro turno, Dorinha recebeu 386.260 votos, equivalentes a 45,52% dos válidos, enquanto Vicentinho somou 372.848 votos, ou 43,94%. A diferença foi de 13.412 votos, aproximadamente 1,58 ponto percentual. O resultado confirmou uma disputa apertada e permite examinar a proximidade das estimativas anteriores, desde que sejam utilizadas bases comparáveis.

A última Quaest antes da votação estimou Dorinha com 46% dos votos válidos, apenas 0,48 ponto acima do resultado obtido pela candidata. Vicentinho apareceu com 41%, ficando 2,94 pontos abaixo de sua votação. Foram entrevistados 1.800 eleitores nos dias 2 e 3 de outubro, com margem de erro de dois pontos e registro TO-01946/2026.

O Paraná Pesquisas estimou Dorinha com 46,4% dos válidos, diferença de 0,88 ponto em relação às urnas. Para Vicentinho, apontou 39,4%, percentual 4,54 pontos inferior ao resultado. Entre esses dois levantamentos, a Quaest ficou mais próxima da votação individual de ambos. Essa comparação, contudo, não estabelece um ranking geral de precisão de todas as pesquisas realizadas no estado.

O levantamento O Girassol, realizado entre 15 e 17 de setembro, também mostrou os candidatos próximos. Na espontânea, Dorinha registrou 35,58%, contra 33,08% de Vicentinho, uma diferença de 2,50 pontos. Na estimulada, os percentuais foram 38,08% e 35,17%, respectivamente, com distância de 2,91 pontos. Foram ouvidos 1.200 eleitores em 29 municípios, com margem de erro de 2,9 pontos e registro TO-09059/2026.

A proximidade entre os candidatos, porém, é uma medida diferente da proximidade entre cada percentual estimado e a votação efetiva. Os resultados espontâneos e estimulados desse levantamento também não podem ser comparados diretamente com os votos válidos das urnas, pois utilizam bases diferentes.

Na Promotion, em pesquisa realizada entre 25 e 28 de setembro, Dorinha apareceu com 43,92% e Vicentinho com 40,75% na espontânea do primeiro turno. Na simulação de segundo turno da mesma rodada, Vicentinho registrou 49,83%, contra 47,50% de Dorinha. O levantamento ouviu 1.200 eleitores, informou margem de erro de 2,9 pontos e foi registrado sob o número TO-08253/2026.

Considerando apenas as respostas destinadas aos dois finalistas nessa simulação, os números equivalem a aproximadamente 51,2% para Vicentinho e 48,8% para Dorinha. Se as urnas reproduzissem essa proporção, Vicentinho venceria. A conversão matemática contextualiza os percentuais divulgados e não constitui uma nova pesquisa.

O cálculo divide o percentual de cada candidato pela soma dos dois e multiplica o resultado por 100. Na Promotion, essa soma é de 97,33%. A operação retira da base as respostas que não foram destinadas aos finalistas, sem prever como esses entrevistados votarão posteriormente.

Outras simulações anteriores ao primeiro turno apresentaram resultados diferentes. No Paraná Pesquisas, Dorinha apareceu com 52,8% dos votos válidos e Vicentinho com 47,2%. Na Real Time Big Data, os 48% de Dorinha e os 43% de Vicentinho correspondem, nessa conversão, a aproximadamente 52,7% e 47,3%. Se essas proporções fossem reproduzidas na votação, Dorinha venceria.

Já a Quaest anterior ao primeiro turno apontou 44% para cada candidato no confronto direto. Considerando somente as escolhas entre Dorinha e Vicentinho, isso corresponde a 50% para cada um, sem vantagem numérica. Esses percentuais pertencem à rodada anterior e não são os resultados da pesquisa prevista para hoje.

A leitura dos cenários é, portanto, distinta: Seta e Promotion/Stylo colocaram Vicentinho numericamente à frente; Paraná Pesquisas e Real Time Big Data colocaram Dorinha à frente; a Quaest anterior mostrou igualdade numérica. Como os levantamentos foram realizados em períodos diferentes, uma média simples desses percentuais não determina quem vencerá.

A matemática dos votos efetivamente recebidos oferece outra perspectiva. Os candidatos que ficaram fora do segundo turno somaram 89.521 votos. Mantendo-se integralmente os votos dos finalistas, o mesmo comparecimento e o mesmo total de votos válidos, Vicentinho precisaria receber pelo menos 51.467 votos desse grupo, aproximadamente 57,5%, para ultrapassar Dorinha.

Uma divisão igual desses votos deixaria Dorinha com aproximadamente 50,8% e Vicentinho com 49,2%. Se Vicentinho recebesse 60% e Dorinha 40%, ele passaria à frente, com aproximadamente 50,3%, contra 49,7%. São hipóteses aritméticas: os eleitores podem mudar de candidato, anular o voto ou deixar de comparecer.

Comentários públicos de cientistas políticos ajudam a contextualizar a leitura das pesquisas, embora não sejam manifestações específicas sobre esse levantamento do Seta. Ao discutir pesquisas nas eleições municipais do Tocantins, em 2020, Anderson Vieira afirmou: “É preciso controle, fiscalização e análise dos métodos por parte da justiça eleitoral”. A declaração destaca a importância de examinar a metodologia antes de formular conclusões sobre os números.

Em entrevista sobre o cenário de Goiás, em setembro de 2026, o cientista político Guilherme Carvalho afirmou: “Precisamos olhar para o agregado, que é o filme completo”. Como orientação geral para a leitura do cenário tocantinense, a observação reforça a necessidade de acompanhar a sequência dos levantamentos, suas datas e suas bases de comparação.

Intenção de voto também não equivale à probabilidade de vitória. Os 54,6% dos válidos estimados pelo Seta não significam 54,6% de chance de Vicentinho vencer. Uma simulação estatística mais avançada exigiria informações sobre amostragem, ponderação, comparecimento e movimentação dos indecisos. Os dados apresentados não sustentam uma probabilidade exata de vitória para qualquer dos candidatos.

A nova Quaest acrescentará uma medição realizada após a definição dos finalistas. Até sua divulgação, o quadro reúne a vantagem estreita de Dorinha nas urnas do primeiro turno e pesquisas que apresentaram diferentes distribuições de preferência. A decisão será conhecida na votação de 25 de outubro.

Considerando os cenários de segundo turno dos levantamentos citados, Vicentinho venceria se as urnas reproduzissem os percentuais do Seta ou da Promotion. Dorinha venceria se fossem confirmados os números do Paraná Pesquisas ou da Real Time Big Data. A Quaest anterior ao primeiro turno mostrou empate numérico, enquanto os dados apresentados do Girassol se referem ao primeiro turno e não permitem indicar um vencedor do confronto final. Assim, o conjunto não aponta um favorito único: ambos têm possibilidade de vitória, e a nova Quaest prevista para esta quarta-feira acrescentará informações sobre a disputa.

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