Relatos de encefalite pelo vírus do Nilo Ocidental no Tocantins reforçam atenção ao diagnóstico

Relatos de encefalite pelo vírus do Nilo Ocidental no Tocantins reforçam atenção ao diagnóstico
Crédito: Divulgação
Ricardo Fernandes AlmeidaPor Ricardo Fernandes Almeida 15 de outubro de 2026 6

Dois casos de encefalite associados ao vírus do Nilo Ocidental foram relatados no Tocantins em reportagem publicada pela Gazeta do Cerrado em 14 de outubro. Segundo a publicação, os pacientes não tinham histórico de viagem, circunstância apresentada como indicativa de infecção adquirida no próprio estado. O texto não informa os municípios nem as datas de início dos sintomas.

Jandrei Markus, infectologista e professor da Afya Porto Nacional, explicou naquela reportagem que a identificação de uma manifestação grave pode ocorrer em um contexto de outras infecções não diagnosticadas. A observação não permite calcular, sem investigação específica, o número de pessoas infectadas no estado.

A maioria das infecções passa despercebida. Material da Universidade Aberta do SUS informa que aproximadamente 80% são assintomáticas. Entre os pacientes que adoecem, muitos apresentam quadro febril leve, mas uma pequena parcela pode desenvolver comprometimento neurológico.

Tobias Garcez, infectologista do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins, em Araguaína, descreveu os quadros graves em publicação institucional: “Nos casos mais severos, predominam manifestações neurológicas, como encefalite, meningite ou paralisia flácida aguda, semelhante à observada na poliomielite”.

O especialista destaca a importância dos exames laboratoriais e da prevenção. Como não há vacina nem antiviral específico para uso humano, reduzir a exposição aos mosquitos é uma medida central. Alterações de consciência, convulsões ou perda importante de força exigem atendimento médico.

A confirmação das informações locais precisa ser acompanhada dos dados da vigilância epidemiológica. Os relatos, isoladamente, não permitem afirmar a existência de surto. O espaço permanece aberto para manifestação da Secretaria da Saúde e atualização dos especialistas citados.

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