Alfredo Júnior, nova adesão de Vicentinho, é irmão de Eduardo DP, citado pelo Estadão em reportagem sobre repasses
Alfredo Júnior anunciou apoio a Vicentinho Júnior no segundo turno do Governo do Tocantins durante encontro em Porto Nacional, no domingo, 18 de outubro. A adesão ocorreu no mesmo dia em que o Estadão publicou reportagem sobre repasses de empresas associadas a seu irmão, Eduardo José Barros Costa, conhecido como Eduardo DP.
Os assuntos têm naturezas distintas: um trata de articulação eleitoral; o outro, de informações financeiras e investigações relatadas pela imprensa. O parentesco não demonstra participação de Alfredo nos fatos atribuídos ao irmão.
Segundo a Folha do Girassol, Alfredo atribuiu sua decisão à falta de diálogo com Dorinha e afirmou que trabalharia pela eleição de Vicentinho. O candidato agradeceu e defendeu a reunião de lideranças que estiveram em grupos diferentes no primeiro turno.
Na reportagem de Luiz Vassallo, Aguirre Talento e Gustavo Côrtes, o Estadão informou que empresas relacionadas a Eduardo DP transferiram R$ 4,1 milhões para a empresa de Roberta Luchsinger. Conforme o jornal, relatório do Coaf registra R$ 2,2 milhões da EDP Infraestrutura e Pavimentação e R$ 1,9 milhão da Pentágono Comércio e Engenharia, entre setembro de 2024 e março de 2025. Os detalhes estão na reportagem reproduzida pelo Terra.
O Estadão publicou a posição do advogado da EDP, que afirmou cumprimento da legislação e colaboração com autoridades. Registrou ainda que a defesa de Roberta e o empresário Amauri Pinha não se manifestaram àquela reportagem.
Sobre a referência a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, sua defesa afirmou existir amizade com Pinha e negou negócios entre eles. A Presidência declarou desconhecer os fatos relatados por Roberta. Essas manifestações pertencem à apuração do Estadão, sem representar respostas a contatos feitos para este texto.
Os repasses descritos não podem ser apresentados automaticamente como recursos da campanha de Vicentinho. Uma conclusão sobre financiamento eleitoral exigiria documentação específica. Também não há base, no material utilizado aqui, para chamar Roberta de sócia de Lulinha.
O DT acompanha o cenário de alianças em sua análise sobre a articulação política no segundo turno.
Alfredo Júnior, Eduardo DP, as empresas mencionadas, Roberta Luchsinger, Amauri Pinha, representantes de Lulinha e a campanha de Vicentinho têm espaço aberto para esclarecimentos, documentos e atualizações. O DT deixa espaço para os envolvidos comentarem o assunto.